sábado, 28 de junho de 2014

SNC-Lavalin compra Kentz por quase US$ 2 Bi

SNC-Lavalin compra Kentz por quase US$ 2 Bi



A SNC-Lavalin anunciou ontem (24) que vai adquirir a Kentz Corporation. Segundo os termos da transação, a SNC-Lavalin vai comprar todas as ações da Kentz, por US$ 15,98 cada, estimando o valor total da empresa em US$ 1,96 bilhão. A Kentz foi contratada pela Vale para realizar a segunda fase da construção do projeto Moatize, em Moçambique.
A SNC-Lavalin adquiriu, em dezembro de 2007, a Minerconsult Engenharia, empresa brasileira de engenharia multidisciplinar com sede em Belo Horizonte (MG). A companhia prestava serviços para projetos de minério de ferro, bauxita, ouro e níquel, desde as etapas iniciais de estudo conceitual até pré-comissionamento e start-up, para clientes no Brasil e na América Latina.

Segundo informações da SNC-Lavalin, a aquisição da Kentz será financiada por meio de um empréstimo-ponte baseado na venda de ativos, avaliados em US$ 2,38 bilhões, e de um empréstimo de US$ 186,5 milhões com prazo determinado.

O valor proposto representa um prêmio de 33% sobre o preço de fechamento da ação da Kentz em 20 de junho de 2014, o último dia útil antes do acordo, e um prêmio de 33% sobre o preço da média ponderada do volume de uma ação da Kentz, no período de 30 dias que antecedeu o acordo de aquisição.

"A aquisição proposta e o acordo para vender a AltaLink representam marcos importantes em nossa estratégia declarada de crescimento. Juntas, elas nos dão confiança para aumentar nosso foco no emprego de outros ativos maduros", disse Robert Card, presidente e CEO da SNC-Lavalin, que vendeu a AltaLink, companhia de transmissão de energia, por US$ 3,2 bilhões para a Berkshire Hathaway Energy.

Com a transação, a SNC-Lavalin pretende aumentar sua participação nos serviços de engenharia e construção para o setor de petróleo e gás. A força de trabalho da companhia canadense vai receber um acréscimo de 14.500 empregados, criando uma empresa combinada de cerca de 44.500, sendo 18.500 dedicados ao setor de petróleo e gás. O objetivo da SNC-Lavalin é aumentar a porcentagem de receitas provenientes de serviços.

"Nós temos um futuro brilhante e acredito que a capacidade técnica e a escala da SNC-Lavalin irão dar suporte a nosso sucesso contínuo e irão trazer mais benefícios para nossos empregados, clientes e parceiros", disse Christian Brown, CEO da Kentz.

A Kentz é uma empresa global que opera em 36 países e fornece serviços de engenharia, construção e suporte técnico a clientes do setor de petróleo e gás. A companhia foi contratada pela Vale para realizar a segunda fase da construção do projeto Moatize, em Moçambique.
Sede da SNC-Lavalin em Montreal, Canadá.

Acionistas da Lago Dourado aprovam venda de projetos de ouro para a Crusader

Acionistas da Lago Dourado aprovam venda de projetos de ouro para a Crusader



A Crusader Resources disse hoje (26) que os acionistas da Lago Dourado Minerals aprovaram a venda dos projetos de ouro Juruena e Novo Astro, ambos no Mato Grosso. A negociação foi aprovada após uma reunião realizada ontem em Toronto, no Canadá. O acordo entre as empresas prevê o pagamento de US$ 596 mil em dinheiro e a emissão de 2 milhões de ações ordinárias.
Segundo comunicado enviado ao mercado nesta quinta-feira pela Crusader, a Lago vai finalizar a aprovação junto à TSX Venture Exchange, repatição da bolsa de valores do Canadá. A Crusader informou que está em processo de revisão da extensa base de dados técnicos dos projetos.

A mineradora disse que vai anunciar em breve detalhes sobre o programa de exploração, que deve ter início nas próximas semanas. Segundo a Crusader, as expectativas iniciais apontam depósitos de ouro com altos teores e que demandam investimentos menores.

Sob os termos do acordo, os US$ 596 mil em dinheiro serão pagos da seguinte forma: US$ 68,7 mil, que foram pagos à empresa com um depósito não-reembolsável, outros US$ 68,7 mil, em até dois dias após a execução do acordo e reembolsável sob certas condições; e US$ 458,5 mil, após a conclusão da transação.

As 2 milhões de ações ordinárias da Crusader serão emitidas da seguinte forma: 500 mil ações após a conclusão da transação; 750 mil ações após a definição de recursos Jorc de, pelo menos, 400 mil onças de ouro, com teor superior a 10g/t Au, no prazo de até cinco anos após a conclusão; e as restantes 750 mil ações considerando uma taxa de produção de ouro anual de, pelo menos, 20 mil onças de ouro, também no prazo de cinco anos após a conclusão da transação.

A Lago Dourado é uma empresa canadense que detém 100% dos projetos de ouro Juruena e Novo Astro, ambos no Mato Grosso. Até o final do ano passado, cerca de 450 mil onças de ouro foram mineradas por meio de trabalhos de superfície no projeto Juruena.
Projeto de ouro Juruena, no Mato Grosso.

Alta demanda esgota reservas de alto teor de cobre

Alta demanda esgota reservas de alto teor de cobre



O aumento na demanda por cobre de 2000 até 2013 fez com que as mineradoras usassem sua capacidade máxima na produção do metal nos últimos anos. Esse cenário desencadeou no esgotamento e na substituição de reservas de alto teor por reservas de baixos teores, de acordo com um estudo feito por analistas do Bloomberg Industries (BI).
O teor médio mundial em 2000, segundo o estudo do BI, foi de 0,71% de cobre. Já em 2012, o teor médio global caiu para 0,5% de cobre. O projeto Salobo II da Vale, no Pará, tem teor médio de 0,7% de cobre.

O projeto Resolution, da BHP e da Rio Tinto, nos Estados Unidos, tem teor médio de 1,47% de cobre. Já o Olympic Dam, também da BHP, na Austrália, tem teor médio de 1,98% de cobre. O líder da lista de projetos analisados pelo BI é o Reed, no Canadá, controlado pela Hubway e VMA, que tem teor médio de 4,26% de cobre.

Mais da metade das novas minas que vão entrar em operação tem teores iguais ou inferiores a 0,6% de cobre. Os teores mais baixos aumentaram os custos para as mineradoras, tendo em vista que a relação estéril/minério aumentou consideravelmente.

O maior impacto nos preços globais do cobre desde 2000 veio da China, onde a demanda aumentou para 9,8 milhões de toneladas métricas no ano passado. Na comparação com o ano 2000, a demanda por cobre do país asiático aumentou 416%, saindo de 1,9 milhão de toneladas métricas, na época.

A China foi responsável por 47% da demanda global de cobre em 2013. No ano 2000, o país asiático representava 12% da demanda pelo metal em todo o mundo. Os chineses são dependentes da importação de minério de cobre, de forma que produzem apenas 17% do consumo interno.

No que diz respeito ao cobre refinado, a China é mais independente. O país asiático produziu, no ano passado, o equivalente a cerca de 70% da demanda interna de cobre refinado.
Teores médios de cobre em projetos de todo o mundo.

Yamana nega venda de minas de ouro no Brasil

Yamana nega venda de minas de ouro no Brasil

A Yamana Gold informou hoje (26) que nenhuma de suas operações no Brasil está à venda. A mineradora possui seis unidades operativas no país. No comunicado oficial enviado ao mercado, a Yamana diz que "as perspectivas são de que a produção vá aumentando a cada trimestre no decorrer de 2014. Os maiores incrementos de produção ocorrerão em Chapada (Goiás) e Jacobina (Bahia)". A mineradora negou, ainda, que Chapada tenha registrado baixo desempenho. "Ao contrário, Chapada sempre operou dentro das metas estabelecidas, superando initerruptamente estas metas desde o início de sua operação", afirmou a Yamana.

Documentário sobre espionagem da Vale será lançado no próximo mês

O documentário "Buraco do Rato", produzido pelo Mídia Ninja, que fala sobre a espionagem feita pela Vale será laçado no próximo mês. As denúncias contra a espionagem da Vale, feitas pelo ex-gerente André Almeida, estão no documentário que tem como nome a expressão utilizada por Almeida para apontar a prática de espionagem a jornalistas, funcionários e líderes de movimentos sociais pela empresa no Brasil. O massacre de Eldorado do Carajás (PA), que resultou no brutal assassinato de 19 sem-terras, é outro assunto detalhado no documentário. “Mais que uma denúncia, é um alerta para outros países onde a empresa tem se instalado. Hoje, a Vale está em 30 países dos cinco continentes, levando suas práticas de abuso e espionagem para todo o mundo”, disse a Mídia Ninja.

Aliança do Pacífico vai investir no setor de mineração

Os chefes de Estado da Aliança do Pacífico se reuniram na última sexta-feira (20), no balneário de Ponta Mita, México, e afirmaram o interesse de investimentos nos setores de mineração, integração turística, transporte aéreo e impulso às pequenas empresas. O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos; do Chile, Michelle Bachelet; do Peru, Ollanta Humala; e do México, Enrique Peña Nieto, acordaram continuar com a agenda comum em matéria de livre movimento de bens, serviços, capitais e pessoas.

Inglaterra busca parceria com a Angola

O ministro britânico para negociações com a África, Mark Simmonds, se reuniu ontem (25) com o secretário de Geologia e Minas de Angola, Miguel Bondo, para discutir a cooperação no domínio geológico mineiro. O ministro britânico disse que o seu país está disposto a cooperar com a Angola na indústria extrativa. Na ocasião, foi apresentado o Plano Nacional de Geologia de Angola e as oportunidades que existem no país para que as empresas de mineração do Reino Unido possam trabalhar no domínio de exploração geológico mineira, bem como proposto a possibilidade de envolver as empresas britânicas no processo de treinamento de trabalhadores angolanos.

Mina Chapada, em Góias. Crédito: Yamana Gold

Belo Sun começa em junho a elaborar estudo indígena

Belo Sun começa em junho a elaborar estudo indígena


A Belo Sun vai iniciar neste mês os trabalhos de campo nas áreas que pertencem à Fundação Nacional do Índio (Funai) para poder realizar um estudo sobre populações indígenas. O documento é necessário para recuperar a licença prévia do projeto Volta Grande, no Pará, cassada esta semana. O trabalho vai ser realizado pela Brandt e deve durar cinco meses. A informação foi divulgada em comunicado oficial nesta quinta-feira (26).
A companhia contratou a Brandt Meio Ambiente para conduzir o estudo indígena em janeiro e informou que já recebeu autorização da Funai para ter acesso, por curto tempo, às terras indígenas.

Segundo a Belo Sun, o estudo pode demorar até cinco meses para ser concluído. A mineradora requereu, em março, o plano de trabalho de campo na Funai e, em abril, teve duas reuniões com membros da fundação, que concordaram que os estudos tivessem início neste mês.

A Brandt preparou o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do projeto de ouro Volta Grande, que foi aprovado pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema) do Pará, em dezembro do ano passado. A companhia já tem experiência com a preparação de estudos indígenas no Brasil.

A Licença Prévia (LP) do projeto foi concedida à Belo Sun em fevereiro deste ano. Uma das condicionantes para a obtenção do documento era que a mineradora completasse o estudo indígena antes de solicitar a Licença de Instalação (LI).

A Belo Sun disse que segue trabalhando junto com a Sema para avançar com o projeto e com as exigências necessárias para a regularização das licenças.

A mineradora contratou prestadores de serviços e empreiteiros para que possa cumprir com todas as condições da LP. As exigências incluem a conclusão de programas técnicos, ambientais, sociais e de comunicação, além dos estudos indígenas.

A Belo Sun abriu um novo escritório em Senador José Porfírio, município onde fica o projeto Volta Grande, com o objetivo de melhorar a comunicação e as oportunidades oferecidas à comunidade local.

O projeto Volta Grande é anunciado pela Belo Sun como o maior do Brasil. O escopo é instalar a mina em Senador José Porfírio, a aproximadamente dez quilômetros da barragem de Belo Monte. A Belo Sun pretende extrair, em 12 anos, 50 toneladas de ouro.
Acampamento do projeto Volta Grande, no Pará