terça-feira, 15 de julho de 2014

Governo da China vai auxiliar mineradores de terras-raras

Governo da China vai auxiliar mineradores de terras-raras
A China produz mais de 90% dos terras-raras, elementos fundamentais na moderna indústria eletrônica. No entanto a forma como esses elementos são lavrados é primitiva e ambientalmente prejudicial. A maioria das minas são, na realidade, garimpos onde os terras-raras são lavrados sem nenhum respeito ao homem ou ao meio ambiente.


A partir de agora o Governo Chinês irá oferecer subsídios aos produtores de TR para que esses possam melhorar a tecnologia de extração e processamento. Aqueles que conseguirem lavrar e processar dentro das novas normas ambientais e tecnológicas receberão prêmios e incentivos.

O incentivo do governo será importantíssimo para revolucionar o segmento. Qualquer projeto que implique em avanço tecnológico receberá um subsídio de até 40% de seus custos.

A China está em uma situação delicada. Ela é a maior produtora dos terras-raras, mas como não detém as patentes, que são grandes fontes de renda, ela passa a ser apenas uma produtora de produtos sem grande valor agregado. Essas patentes são controladas, principalmente pelo Japão e Estados Unidos.

Um bom exemplo são as lâmpadas fluorescentes que usa um pó de terras-raras. A China é responsável pela produção de 80% dessas lâmpadas, mas mesmo assim, não consegue controlar os preços, pois quem os controla são os donos das patentes.

Torna-se fundamental que o país de um salto tecnológico que possa criar e desenvolver novos usos para os TR.

Foto: mineiros trabalhando com terras-raras- ChinaMining

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Escritório do DNPM de Itatuba pode outorgar PLG


Escritório do DNPM de Itatuba pode outorgar PLG
Segundo a portaria abaixo é delegada ao Chefe do Escritório do DNPM de Itaituba decidir sobre as PLG´s.

DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO MINERAL PORTARIA Nº 282, DE 3 DE JULHO DE 2014
O DIRETOR-GERAL DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO MINERAL - DNPM, no uso das atribuições que lhe conferem o art. 17, VI e VIII, da Estrutura regimental do DNPM, aprovado pelo Decreto nº 7.092, de 2 de fevereiro de 2010, e o art. 93, VI e XI, do Regimento Interno do DNPM, aprovado pela Portaria do Ministro de Minas e Energia nº 247, de 8 de abril de 2011, resolve:
Art. 1°. Revoga a Portaria n° 65, de 14 de fevereiro de 2014, publicada no DOU de 18/02/2014.
Art. 2º. O art. 5° da Portaria n° 216, de 20 de maio de 2010, passa a vigorar renumerando o Parágrafo único para §1°, e acrescido do §2°, com a seguinte redação:
" Art. 5º..... .
§1°........
§2°. É delegada competência ao Chefe do Escritório do DNPM em Itaituba para, em sua respectiva circunscrição, decidir sobre os atos de que tratam os incisos II e III deste artigo." Art. 3º Esta portaria entra em vigor na data da sua publicação. SÉRGIO AUGUSTO DÂMASO DE SOUSA


Lavrando diamantes no fundo do oceano

Lavrando diamantes no fundo do oceano
A Namdeb Diamond Corp, uma JV entre a De Beers e o Governo da Namíbia é a maior produtora de diamantes de alta qualidade extraídos do fundo do mar. A empresa opera na costa da Namíbia e produziu em 2013, 1,76 milhões de quilates, uma das grandes fontes de renda do Governo da Namíbia.

A lavra dos diamantes do leito marinho só se consolidou quando o americano Sammy Collins fundou a Marine Diamond Corporation no final dos anos 50. Esta empresa lavrou, com sucesso, diamantes no leito marinho,  abaixo de 20 metros de lâmina d´água. A partir deste momento a operação se expandiu e mais de 95 milhões de quilates foram lavrados nas mais diversas profundidades, inclusive  abaixo de 140m.

Com o tempo a operação submarina superou a terrestre e tornou a De Beers na maior produtora de diamantes do leito oceânico.

No momento a Namdeb está criando as bases para uma operação mineira que a levará até 2050.

Este projeto deverá usar novas tecnologias que permitirão a extração de diamantes nos mais variados locais do leito marinho incluindo locais de difícil acesso. Calcula-se  que existam  bilhões de quilates de diamantes depositados no leito do Atlântico, que foram transportados pelos rios do continente Sul-Africano.

Quadrilatero Ferrifero (MG) Área de concentração: Metalogenese- OURO

Quadrilatero Ferrifero (MG) Área de concentração: Metalogenese


      A mina de Gongo Soco tomou-se célebre por volta de 1830 pelo seu minério aurífero de alto teor. Em 30 anos (1826-1856) a companhia inglesa Imperial Brazilian Mining Association produziu 12.887 kg de ouro. Apesar da importância econômica e histórica da mina de Gongo Soco, a gênese de seu minério é ainda pouco conhecida devido, em parte, à inacessibilidade aos antigos trabalhos mineiros subterrâneos. O presente estudo tem contemplado os corpos auríferos recentemente expostos pela lavra de minério de ferro na mina de ferro de Gongo Soco. O empreendimento inglês lavrou estreitos leitos auríferos entremeados concordantemente ao minério de ferro brando de alto teor da formação ferrífera Itabira (FFl), paleoproterozóica, do Quadrilátero Ferrífero (QF), Minas Gerais, Brasil. Os corpos auríferos, conhecidos como jacutinga, eram compostos de hematita especular, talco, caulinita e óxido de manganês, e caracterizava-se pela ausência de minerais sulfurados. A disposição linear dos corpos de minério na direção leste é atribuído à lineação de estiramento com caimento para leste. O ouro tipicamente ocorre como partículas livres ou como inclusões em hematita especular, pirolusita ou goethita. Dois estágios de mineralização aurífera hidrotermal são propostos: (i) um estágio inicial sincrônico à formação da hematita especular e talco e (ü) uma deposição em baixa temperatura, com goethita e pirolusita. Atribui-se a processos supergênicos o enriquecimento final em ouro. A morfologia dos grãos de ouro varia desde formas prolatas e encurvadas àquelas arredondadas e facetadas. Análises por microssonda eletrônica de grãos de ouro têm confirmado existência de paládio, ainda que em quantidades menores que aquelas reportadas na literatura do século XIX. A prata excede o conteúdo de paládio em até cinco vezes. Uma intrigante película negra de paládio e ferro ao redor de grão de ouro é digno de menção. Um ambiente hidrotermal oxidante e ácido é assumido com base na existência de hematita especular e caulinita. Nestas condições (tampão hematita-magnetita) espera-se que o ouro seja transportado como complexos clorados. Um mecanismo de deposição eficiente se processa quando tal fluido reage com magnetita e promove sua oxidação para hematita, precipitando ouro de sua forma aquosa. A interface entre a capa de hematita dura impermeável e a lapa de itabirito silicoso seria um sítio adequado à passagem de fluido e à reações de precipitação. Este cenário coincide com o metamorfismo ácido e oxidante da FFI em sua zona da cummingtonita. A medida que a temperatura decresce, a fugacidade de oxigênio aumenta suficientemente para precipitar óxido/hidróxido de manganês e goethita juntamente com ouro. Este estágio tardio de mineralização aurífera, em que o ouro é solúvel como complexo clorado, é considerada uma remobilização do estágio inicial, de temperatura mais elevada. Alguns dados de homogeneização de inclusões fluidas em tomo de 130°C estão compatíveis com a assembléia goethita-pirolusita; salinidades variam de 8,0 até 17,5 % equivalente de NaCl. Desde há muito sabe-se que a FFI contém pequenas quantidades de ouro. Assim como as porções manganesíferas da FFI, o ouro é supostamente um componente singenético que poderia ter sido primariamente concentrado. Metamorfismo e lixiviação hidrotermal da FFI mobilizaram o ouro, que foi posteriormente depositado nas proximidades da rocha fonte sedimentar enriquecida em ouro. Esta hipótese é tomada em preferência à lixiviação hidrotermal das rochas verdes arqueanas do Supergrupo Rio da Velhas (SGRV). A inexistência de mineralização paladiada no SGRV constitui evidência de que o paládio é um elemento particular a FFI O paládio é tentativamente correlacionado às porções singenéticas ricas em manganês da FFI

Abstract: The Gongo Soco gold mine became famous around 1830 for its astonishing high grade gold ore. fu 30 years (1826-1856) the English company "Imperial Brazilian Mining Association" produced 12.887 kg of gold. . In spite of the economic and historical importance of the Gongo Soco mine its ore genesis is still poorly understood in part due to inaccessibility to the ancient underground workings. This study has aimed at the recently exposed auriferous bodies by iron ore mining at the Gongo Soco iron mine. The English enterprise wrought thin auriferous layers intermingled conformably to the adjoining soft high-grade haematite ore of the Lower Proterozoic Itabira iron formation (IIF) of the Quadrilátero Ferrífero (QF), Minas Gerais, Brazil. These bunches, known as jacutinga, were composed by specular haematite, talc, kaolinite and manganese oxide and characterized by absence of sulphide mineraIs. The linear disposition of the ore bodies towards east is assigned to the eastward dipping stretching lineation. Gold occurs typically as free particles or as inclusions within specular haematite, pyrolusite or goethite. Two stages of hydrothermal gold mineralization are envisaged: (i) an early stage synchronous with specular haematite and talc formation and (ii) a low temperature deposition together with goethite and pyrolusite. The impressive old descriptions of gold prills reaching few pounds seem to be related to mobility and enrichment in supergene environrnent as they were usually found near surface. Gold grain morphology varies from prolate and bent to rounded and faced forms. The prolate ones have been considered to be in response to stretching. Microprobe analyses of gold grains have confirmed the existence of palladium although in less quantities than those reported in the nineteenth century literature. Silver exceeds palladium contents up to five times. An intriguing dark palladium and iron-rich coating around gold grain is worthy of note. A highly oxidizing and acidic environment is assured upon the basis of the existence of specular haematite and kaolinite. Under these conditions (haematite-magnetite buffer) gold is expected to be transported as chloro complexes. An efficient depositing mechanism is achieved by reacting such a fluid with magnetite promoting its oxidation to haematite and precipitating gold species. The interface between impermeable hard haematite hanging-wall and cherty itabirite footwall would be a suitable path way to allow fluid flow and precipitation reactions. This scenario is congruous with the acidic and oxidizing metamorphism of the IIF in its cummingtonite zone. As temperature decreases, oxygen gets high enough to account for precipitation of manganese oxidelhydroxide and goethite along with gold. This later stage of gold mineralization, wherein gold is soluble as chloro complexes, is considered a remobilization of the higher temperature stage. Some fluid inclusion homogenization data near 130°C are compatible with the goethite-pyrolusite assemblage; salinities range from 8,0 to 17,5 % NaCI equivalent. It has long been known that the IIF contains small amounts of gold. Like the manganese-bearing portions of the IIF, gold is supposed to be a syngenetic component that could have been primarily concentrated elsewhere. Metamorphism and hydrothermal leaching of the IIF mobilized gold that was deposited in the proximity to the source sedimentary-enriched stratum. This hypothesis is taken in preference to the hydrothermalleaching of the Archaean greenstone rocks of the Rio das Velhas Supergroup (RVS). The inexistence of palladium mineralization in the RVS supports evidence that palladium is an element particular to the IIF. Palladium is tentatively correlated with the syngenetic manganese-rich portions

Minas tem investimentos de R$ 84 bi em novo ciclo mineral

Minas tem investimentos de R$ 84 bi em novo ciclo mineral


Há alguns anos seria inimaginável pensar que Minas Gerais pudesse dobrar suas reservas de minério de ferro de 30 para 60 bilhões de toneladas em menos de uma década. "Hoje, não só não é um raciocínio absurdo como é provável que aconteça", diz o consultor em mineração e ex-secretário executivo do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), José Mendo Mizael de Souza. Segundo o especialista, a combinação de uma série de fatores, principalmente os avanços na tecnologia de extração, está trazendo uma nova fronteira mineral para Minas Gerais.

E essa fronteira vai além do minério de ferro. Até o ouro, que trouxe riqueza para o Estado no período colonial, está em alta, com novos projetos na região do Alto Paranaíba e na região Central de Minas Gerais. Entre os investimentos já realizados desde 2008 e esperados até 2015 em Minas Gerais são R$ 84 bilhões apenas na área de mineração. Entre 2011 e 2015, a previsão é de investimentos de mais de R$ 32 bilhões apenas em minério de ferro. Projetos de investimentos para outros minerais, como ouro, potássio, fosfato, silício, terras raras, rochas ornamentais e agregados para construção civil (areia e brita) devem somar outros R$ 15 bilhões, segundo expectativa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede).

De acordo com o subsecretário de Desenvolvimento Minerometalúrgico e Política Energética, Paulo Sérgio Machado, o governo "tem tentado dar condições para agilizar esses investimentos ao mesmo tempo em que avança na legislação para que o desenvolvimento promovido seja rápido, mas sustentável".

Entre 2010 e 2011, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) emitiu mais de 3.300 documentos entre licenças de operação e licenças de instalação, apenas para atividades ligadas diretamente à mineração. O tamanho de alguns empreendimentos, no entanto, tem levantado uma intensa discussão ambiental, já que áreas de preservação, como parques (Gandarela e Serra da Canastra, por exemplo) estão sendo ameaçadas pela atividade mineral. "A nova fronteira mineral demanda também uma nova fronteira para o desenvolvimento sustentável", resume o presidente da Associação Brasileira para o Progresso da Mineração, José Mendo.
FOTO: Andre Fossati/11.6.2002
Precioso. Fundição de ouro em Nova Lima: extração do metal voltou com carga máxima em Minas
Serra Azul
Concorrentes fazem parcerias
A vontade de produzir quantidades cada vez maiores motivou até um modelo inédito de parceria entre concorrentes. Em Serra Azul, região Central do Estado, cerca de dez mineradoras, de todos os portes, estão firmando parcerias para aumentar o potencial produtivo. Como as minas eram vizinhas, as regiões de divisa entre uma propriedade e outra não podiam ser exploradas. Com o modelo de parcerias, e com as vendas garantidas em função do apetite chinês, as empresas encontraram uma situação de ganha-ganha. Somadas todas as lavras, a expectativa é de uma produção anual próxima dos 100 milhões de toneladas nos próximos três ou quatro anos. "Foi a forma legítima encontrada para otimizar a operação", comenta o advogado especializado em direito empresarial, Bruno Volpini.

Entraves. O ritmo no aumento de investimentos no setor não é maior em função da lentidão de alguns serviços burocráticos necessários à atividade. Apenas em Minas Gerais, havia na regional do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), até abril, uma fila de 3.800 relatórios finais de pesquisa aguardando análise técnica. Pelo menos uma centena deles esperam parecer há mais de 10 anos. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), os processos levam, em média, 12,2 meses para serem analisados. (PG)
A valorização internacional no preço do minério de ferro justifica os investimentos que estão sendo feitos para encontrar novas jazidas e utilizar áreas anteriormente descartadas. Na década de 1980, quando a tonelada do minério de ferro valia pouco mais de US$ 10, o minério só tinha valor comercial com teor de ferro superior a 50%. Hoje, com o preço da tonelada flutuando entre US$ 130 e US$ 150, jazidas com teor de 35% são disputadas pelas mineradoras.

Apenas no ano passado, segundo o Ibram, foram publicados 4.367 alvarás de pesquisa de minério de ferro, número que representa 27,5% do total do setor mineral. O volume é mais do que o dobro de pesquisas protocoladas em 2006, por exemplo.

Na avaliação do consultor em mineração e ex-secretário executivo do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), José Mendo Mizael de Souza, o peso econômico da China, a valorização internacional do preço do minério de ferro e o avanço da tecnologia mineral de prospecção e utilização de jazidas são os fatores responsáveis pela entrada do Estado "em um novo patamar" de produção mineral.

O setor ainda não foi afetado pela crise internacional, sobretudo em virtude do apetite chinês por minério, o que tem motivado novas pesquisas, descobertas e investimentos. "A gente procura elefante em terra de elefante", brinca José Mendo.

Apenas no Norte de Minas, na região do Vale do Jequitinhonha, foram descobertas jazidas gigantescas de minério de ferro, que, segundo cálculos preliminares, podem possuir reservas superiores a 20 bilhões de toneladas - quase 90% da atual reserva mineira.

Gás. Outra grande descoberta feita este ano no Estado é a do gás em Morada Nova, na região Central, com cerca de 200 bilhões de metros cúbicos de gás natural, que poderá agregar valor à indústria da mineração e ser valiosa fonte de energia.

Fatia
Briga pelos royalties está mais dura
Enquanto o setor mineral apresenta números robustos de lucratividade e perspectivas de investimentos, o setor público tenta rever a sua participação no setor. Ainda é aguardado para este ano no Congresso, o projeto de lei, de autoria do Poder Executivo, que revê os royalties minerais.

O novo projeto deve propor uma revisão da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) paga pelas mineradoras à União, que repassa uma parte para os Estados e municípios mineradores. A Cfem do ferro deve passar de 2% do faturamento líquido para 4% do bruto. (PG)
Números
160
milhões de toneladas
de minério de ferro são produzidas por ano em MG
40
das cem maiores
minas do Brasil estão localizadas no Estado
50%
da produção nacional
de ouro têm origem em Minas Gerais