quinta-feira, 17 de julho de 2014

Austrália: fim da taxa carbono

Austrália: fim da taxa carbono
O Parlamento Australiano aboliu a taxa carbono. Aos olhos da população essa taxa se traduzia em contas mais elevadas pagas pelos consumidores. A taxa foi introduzida em 2012 e penalizava o cidadão, as pequenas empresas e a própria economia do país que ainda depende da queima de carvão para a geração de energia. Com esta cobrança esperava-se que houvesse uma significativa redução do efeito estufa. No entanto, o que se viu, foi um choque negativo na economia do país que se ressente da crise que afeta a mineração mundial.

Com a retirada da taxa o consumidor australiano terá uma redução de US$550 nas suas contas e a economia australiana terá uma aceleração no seu crescimento com a geração de novos empregos.

O debate sobre a influencia do homem no clima é parte integrante desse assunto. Consequentemente o órgão da Mudança Climática da Austrália está sendo, também, abolido. Muitos australianos não acreditam que o Homem seja o principal causador do aquecimento global.

A Austrália é a primeira nação desenvolvida a abolir as leis do carbono. As estatísticas mostram que a segunda maior emissão de carbono per capita é feita pelo cidadão australiano.

O brasileiro está no décimo sétimo lugar desta lista. 

Mato Grosso: destaque para ouro, diamante, calcário e níquel

Mato Grosso: destaque para ouro, diamante, calcário e níquel
O Estado do Mato Grosso, de acordo com Jocy Gonçalo de Miranda, chefe do 12o Distrito do DNPM-MT, tem como destaques os seguintes bens minerais: ouro, com gênese primária e secundária, em diversas regiões; diamantes, com gênese secundária e ambiente geológico favorável a ocorrência de jazimentos primários; calcário, em grande quantidade; e jazimento de níquel de primeira ordem, na região sudoeste.

Por outro lado, há estudo de viabilidade de jazimento polimetálico na região de Aripuanã e já foram identificados extensos jazimentos de ferro e manganês na região de Juína. O Estado possui ainda ocorrências de rochas alcalinas, com mineralizações de fosfato em estágio de avaliação, na região central do seu território.

Miranda destaca, entre as prioridades mato-grossenses, a exploração mineral de rochas fosfatadas e carbonatadas, ouro e diamante. Em relação aos investimentos previstos para o Estado, ele relaciona como principais:

•Estudo de reavaliação de reservas no Distrito Aurífero do Alto Guaporé , em São Vicente, Pau-a-Pique, Lavrinha e Ernesto, pela Serra da Borda Mineração, do grupo Yamana Desenvolvimento Mineral.

•Ampliação de programas de exploração e entrada de novas empresas na Província Aurífera de Alta Floresta, municípios de  Peixoto de Azevedo, Alta Floresta, Apiacás, e Juruena.

•Início de lavra de ouro no distrito de Nova Xavantina, pela Mineração Caraíba.

•Estudo de viabilidade do Projeto Morro Sem Boné, em Comodoro, da Anglo American do Brasil (Níquel), e Projeto Aripuanã (Zinco, prata, ouro e chumbo) pelo Grupo Votorantim.

•Campanhas exploratórias da GME4 Global Mine Exploration, Votorantim Metais, Vale, IMS/Prometálica, Mineração Bravo Cavalo, Mineração Santa Eliana e de empresas juniores.

Além disso, ele lembra que foi significativa a mobilização de empresas direcionadas para pesquisas minerais em decorrência dos recentes mapeamentos geológicos e aerolevantamentos executados pelo CPRM em parceria com o governo do Estado, conforme indica o crescente número de requerimentos de pesquisa no DNPM-MT.

Restrições
Alguns fatores funcionam como pontos restritivos ao desenvolvimento do setor mineral no Estado de Mato Grosso: falta de infra-estrutura (energia, estradas, etc.); acirramento de exigências ambientais e para o desenvolvimento de atividades em faixa de fronteira; e possibilidade de taxação na extração de minerais devido à aprovação de lei estadual, pelo Fundo de Transporte e Habitação (Lei 8.960, de 13 de agosto de 2008), que onera em até 16,34% do valor da UPF/MT a tonelada da substância mineral manejada.

As áreas indígenas do Mato Grosso somam quase 30% do território. Algumas apresentam ambiente geológico favorável a diversas mineralizações, em especial as ocorrências de ouro e diamante. É ansiosamente esperada, nesse aspecto, a regulamentação pelo Congresso Nacional do projeto que autoriza a mineração em terras indígenas, segundo Miranda.

AngloGold utiliza software para reduzir custos em mina de ouro em Minas Gerais

AngloGold utiliza software para reduzir custos em mina de ouro em Minas Gerais
A AngloGold Ashanti pretende diminuir em 7%, até o final deste ano, os custos operacionais da mina de ouro Lamego, em Sabará (MG), através de um software de gestão e controle de operações, chamado Smart Mine Underground. A mineradora investirá, até 2016, R$ 16 milhões no levantamento de dados e extração de amostras de minério para estender a vida útil da mina até 2027.

O Smart Mine Underground foi criado em parceria com a empresa Devex e permite que toda a operação da mina seja acompanhada da superfície, por meio de uma espécie de painel de controle. “Por ele, sabemos onde estão todas as máquinas e funcionários. Se uma máquina precisa de outra, se elas estão posicionadas corretamente”, explica Luiz Fernando Zanotti, responsável pela implantação do programa em Lamego.

O sistema é capaz de habilitar e desabilitar à distância cada um dos 23 ventiladores instalados na mina. O controle individual dos equipamentos foi capaz de economizar R$ 40 mil mensais, desde maio do ano passado, o equivalente a R$ 560 mil até junho deste ano.

A AngloGold Ashanti investiu na geração da própria energia para reduzir os custos. A empresa gera, anualmente, 60 mil megawatts/hora, por meio do Sistema Hidrelétrico de Rio de Peixe. O complexo é formado por sete Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e quatro barragens artificiais, construídas na década de 30.

Entre o dia 5 de setembro de 2011 e o último dia 13 de junho, houve uma queda de 33% na cotação do ouro, que passou de US$ 1.895 para US$ 1.277,08 a onça troy."Quando isso acontece, há uma verdadeira reviravolta nas empresas do setor. E é isso que tentamos evitar”, afirma Alexandre Heberle, gerente da mina de Lamego.

As operações em Lamego, que tiveram início em 2004, representam 12% da exploração da AngloGold Ashanti, em Minas Gerais. Atualmente, é possível extrair 420 mil t/ano de minério, com 1,5 t de ouro.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Codelco necessita de US$22 bilhões ou poderá fechar grandes minas como Chuquicamata

Codelco necessita de US$22 bilhões ou poderá fechar grandes minas como Chuquicamata
Um relatório elaborado pelo Ministério da Fazenda do Chile informa dados preocupantes. A estatal Codelco, a maior produtora de cobre do mundo e a maior empresa do Chile, precisa, urgentemente, de fundos para manter as suas operações.

Segundo o relatório a Codelco necessitará de US$22,3 bilhões até 2018. Caso esses fundos não se disponibilizem, a produção irá diminuir em 40% em menos de dez anos e, aos poucos, a empresa terá que fechar grandes minas como Chuquicamata, Salvador, Andina e Gabriela Mistral.

Aos investimentos são necessários para a manutenção e desenvolvimento de novos projetos e expansões como Chuquicamata subterrânea, Radomiro Tomic fase 2, Rayo Inca de El Salvador.



Minério de ferro: você conhece o IOCJ65% ?

Minério de ferro: você conhece o IOCJ65% ?
Quando se fala de preço do minério de ferro a principal referência é o 62% que é determinado pelo Iodex, o índice da Platts. Trata-se de um índice para os finos com teor médio de 62% de ferro. Caso o seu minério de ferro tenha teores superiores, a Platts usa um fator multiplicador por percentual acima de 62% Fe.

Como já antecipado aqui no Portal do Geólogo, o minério de ferro de Carajás é de altíssima qualidade e deveria ter uma certificação especial, já que ele não se enquadra no índice da Platts.

Por ser de teor muito elevado o minério de Carajás é usado para viabilizar os minérios de teor mais baixo. Por décadas a fio, os importadores misturaram o minério de Carajás de 64 a 67% com seus minérios pobres fazendo um mix 62% que é o mais aceito no mercado.

O momento chegou, e a Vale está criando o IOCJ65% que é o minério 65% Fe de Carajás, um verdadeiro brand, que vai conquistar o mercado assim que lançado.

Na situação atual, onde os minérios australianos de alto teor estão acabando em pouco mais de 10 anos, e o mercado mundial começa a ficar infestado com os minérios pobres, o novo índice da Vale vai dar o devido valor, e preço, ao 65% Fe de Carajás.

Trata-se de um minério menos poluente que deixa um volume menor de rejeitos e que tem um custo muito menor de energia, processamento e metalurgia.

Até 2018 o IOCJ65% já terá decolado, alavancado com o minério da Serra Sul e adicionando bilhões de dólares aos cofres da Vale.