Gemas do Brasil: Tudo sobre pedras preciosas, garimpo (ouro, diamante, esmeralda, opala), feiras e cursos de Gemologia online Hotmart. Aprenda a ganhar dinheiro com gemas no país mais rico do mundo.
Quando você for comprar pérolas, vai encontrar diferentes tamanhos,
qualidades e cores. Existem vários fatores a serem considerados além do
preço, então não tenha pressa para concluir a compra. Você pode comparar
pérolas pelo tamanho, cor, qualidade da superfície e tipo.
Passos
1
Tamanho: isso depende do quão grande foi o implante
usado no processo de cultivo, quanto tempo a pérola ficou dentro da
ostra ou o por qual tipo de ostra ela foi produzida. As pérolas são
medidas em milímetros através de um furo perpendicular. Pérolas grandes,
geralmente, são mais caras. O tamanho clássico é de 7 milímetros.
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2
Cor: o clássico branco-creme-rosado acentua os tons
de pele mais claros. As pérolas negras e cinzas ficam incríveis em
qualquer tom de pele e as prateadas valorizam tons de pele mais escuros.
3
Qualidade da superfície: certifique-se de que não tenha riscos, calombos ou variações de cor.
4
Tipo: os tipos principais de pérola são: akoya
(cultivada no Japão, Vietnã, Coréia, Austrália e China), de água doce
(cultivadas na China), Tahitianas ou Negras (cultivadas na Polinésia
Francesa, nas Ilhas Cook e nas Ilhas Fiji) e dos Mares do Sul
(cultivadas na Austrália, Indonésia, Filipinas e Malásia).
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Akoya são as pérolas clássicas, com formato redondo e tons predominantemente brancos, rosa, prata e marfim. As pérolas Akoya também são produzidas nas cores azul e amarelo, podendo ser tingidas de preto. Elas variam em um tamanho de 2mm a 10mm.
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As pérolas de água-doce são conhecidas pelo seu formato irregular, com exceção das pérolas de altíssima qualidade.
Essas são as mais comuns do mundo, sendo encontradas em todas as cores
pastel, mas principalmente branco, pêssego e lilás. As pérolas de
água-doce são encontradas em tamanhos entre 2mm a 20mm.
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As pérolas taitianas são grandes e geralmente escuras, variando do verde ao preto, e do cereja ao dourado. Elas crescem entre 7mm a 18mm.
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As pérolas dos mares do sul são produzidas pelo maior molusco produtos de pérolas, a Pinctadas maxima. A cor das pérolas varia do branco ao prata e rosa, até o champanhe e dourado.
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Dicas
Para um olhar destreinado, as pérolas de água-doce são muito parecidas com as clássicas pérolas de akoya.
Para um visual artístico, use pérolas barrocas, que são encontradas em diversos formatos.
Pérolas de água-doce com um formato redondo perfeito são muito difíceis de se cultivar e constituem menos de 1% da produção.
As pérolas de água-doce são cultivadas dentro dos moluscos Hyriopsis cummingi por 2 a 4 anos.
Enquanto as pérolas de água-doce podem ser mais duráveis que as akoya, e não tão brilhosas quando postas lado a lado, a diferença de preço entre as duas é de um zero; por exemplo: akoya = $500, água-doce = $50.
Até pouco tempo atrás, pérolas de água-doce pareciam com um arroz
deformado e eram muito baratas. Hoje em dia, pérolas de água-doce de boa
qualidade tem um formato redondo perfeito.
As pérolas Akoya são cultivadas dentro do molusco Pinctada fucata por 9 meses a 2 anos.
Os corindos podem aparecer em várias cores, como safiras azuis ou rubis vermelhos
A variedade azul
do corindo é conhecida no comércio como uma joia de safira. No entanto,
outras variedades de corindo são referidas como uma safira colorida.
Por exemplo, a safira verde se refere ao corindo verde. Cientificamente,
a safira se refere a todas as variedades de cores de corindo exceto o
vermelho (rubi) e preto (abrasivo).
Propriedades do corindo
O corindo é um mineral
composto de óxido de alumínio (Al2O3). Estas gemas tem uma dureza de 9
na escala relativa de dureza de Moh, perdendo apenas para os diamantes
entre os minerais. O corindo tem uma aparência vítrea e pode aparecer em
uma variedade de cores.
Convenção da nomenclatura
O termo safira há muito se
referia ao corindo. Anteriormente, outras cores de corindo foram
nomeadas como uma versão oriental da pedra que se assemelhava. Por
exemplo, o corindo verde era referido como a esmeralda oriental. Essa
convenção de nomenclatura foi finalmente abandonada em favor do sistema
atual.
Corindo sintético
O desenvolvimento de corindo
sintético por fusão há mais de um século atrás teve um efeito devastador
sobre as minerações de rubi e safira, à medida em que o preço das
pedras caiu. O corindo sintético ainda é feito para aplicações na
indústria e para pedras preciosas. As minas de rubi e safira ainda
operam, mas com uma capacidade muito reduzida.
Os
diamantes são encontrados em todas as formas e cores, inclusive preto.
Anéis de diamante negro são bastante procurados, mas extremamente raros.
A origem dessa pedra ainda é um mistério e sua raridade torna o seu
valor elevado. Se você tiver a sorte de possuir a beleza de um
verdadeiro anel de diamante negro, certamente chamará a atenção daqueles
que o cercam.
Carbonado
O
termo carbonado vem da palavra do próprio Português, carbonizado. Foi
considerada a palavra para se referir a diamantes negros, pois eles se
assemelham ao carvão. Os diamantes limpos são cristais individuais,
enquanto os carbonados são pedras que consistem em muitos cristais
individuais unidos, o que lhes confere a sua cor escura. Os carbonados também incluem o carbono-12 e carbono-13, que são dois isótopos de carbono comuns na crosta da Terra.
Origem
A origem do diamante
negro é um mistério. A mais recente teoria, desenvolvida por Stephen
Haggerty, um geocientista da Universidade Internacional da Flórida, diz
que eles surgiram na Terra quando um asteroide atingiu o planeta há
bilhões de anos. Ele acredita que esse tipo de diamante veio do espaço
sideral, pois eles possuem hidrogênio em si e têm uma composição química
que indica que eles foram formados em um ambiente parecido com o de uma
estrela.
Descoberta
Os diamantes negros, ou carbonados, têm mais de 3,8 bilhões de anos. Eles foram
descobertos em 1800 no Brasil. Após sua descoberta inicial, esses
diamantes também apareceram na África. O Brasil e a África são os dois
únicos países onde os diamantes negros naturais podem ser encontrados. O
maior deles foi encontrado no Brasil e pesava 3.167 quilates.
Disponibilidade
É raro
encontrar um diamante negro natural. De acordo com o site Gem Trade Net,
apenas um em cada 10 mil pedras de diamantes de qualidade são
coloridas. O varejista deve dar a seus clientes informações se o
diamante negro é sintético ou tratado.
Cor
Os
diamantes negros possuem uma aparência esfumaçada. Um tipo mais raro de
diamante negro puro pode parecer semelhante ao ônix. Para realçar a cor
da pedra, joalheiros podem tratá-las por irradiação. Se um diamante foi
artificialmente irradiado, a pedra mostrará uma cor verde bastante
escura quando vista sob uma fonte de luz transmitida ou luz de fibra
óptica. Os diamantes negros sintéticos também parecem opacos.
Corte
O
diamante negro é extremamente duro, possuindo um dez na escala de dureza
de Moh. Eles são muito difíceis de polir ou transformar em jóias, a
menos que sejam cortadas e polidas por outro carbonado. A maioria dos
diamantes negros é cortada em formas arredondadas e usada em anéis, no
entanto, eles podem ser cortados em outros formatos, como pêra,
princesa, marquise, coração e outros.
No início da década de 90 a Vale não tinha a mínima ideia dos teores reais de ouro do seu projeto Salobo.
Quando os técnicos da Rio Tinto estudavam o projeto com o objetivo de
uma aquisição perceberam que a Vale, na época, analisava o ouro em
alíquotas muito pequenas de 5 a 15 gramas. Ou seja, a variância
introduzida, uma função da granulometria do ouro e do pequeno tamanho da
alíquota analisada, era simplesmente gigantesca e os resultados finais
eram subestimados e espúrios.
Quando o assunto foi ventilado com os técnicos da Vale a mineradora
aumentou o tamanho das alíquotas e, então, apareceram os resultados
consistentes do ouro de Salobo.
Agora a Vale informa que irá vender 25% do ouro do Salobo para a Silver Wheaton.
Esta transação deverá ocorrer até o final da vida útil de Salobo.
Para concretizar o offtake agreement a Silver Wheaton pagará um valor
inicial de US$900 milhões. A partir daí ela irá pagar a onça de ouro com
um preço deflacionado, que será o menor valor entre US$400 e o preço do
mercado.
Salobo, uma jazida de mais de 1 bilhão de toneladas com 069% de cobre e
0,43g/t de ouro e créditos de molibdênio e prata, terá a capacidade de
24 Mtpa (ROM) após a expansão.
O interessante é que Salobo foi descoberta no final da década de 60 e a
Vale ficou literalmente “sentada” em cima deste depósito por mais de 42
anos...
PDAC: em época de dinheiro escasso junior companies se tornam criativas
No meio do PDAC, a maior convenção da mineração mundial em Toronto, a briga por investimentos é de vida ou morte.
Todos querem levantar algum financiamento para os seus projetos, mas
poucos estão conseguindo. A principal fonte de financiamentos está quase
seca e são poucas as junior companies que estão conseguindo fechar
algum negócio.
Muitas estão partindo para formas de financiamento pouco ortodoxas já
que as formas tradicionais de IPOs, equity financing, RTOs e private
placements estão secando.
Agora, a palavra do momento é o crowdfunding.
Crowdfunding, por incrível que pareça, é o levantamento de fundos
através das redes sociais e, principalmente, da internet. É uma
inteligente forma alternativa de conseguir dinheiro em levantamentos de
pesquisa mineral em áreas pouco desenvolvidas, mas com bom potencial
econômico.
Hoje, no PDAC, onde 25.000 prospectores de mais de 103 países lutam
pelos parcos milhões de dólares, ser criativo é o caminho do sucesso.
Para a maioria a situação é desesperadora.
Esse PDAC poderá ser o último para muitas empresas de pesquisa e
exploração mineral que jogam todas as fichas para conseguir o tão
esperado financiamento.
Nesta luta por investimentos quase tudo vale.
Na continuação veja o que os nossos competidores estão fazendo que nós
não fazemos e por que os brasileiros terão mais dificuldades para
conseguir financiamentos... Neste cenário de quase guerra o
empresário tem que provar não só a qualidade econômica e o potencial
dos seus prospectos, mas, também, a atratividade de sua região e país em
relação as demais competidoras. São dezenas de milhares de prospectos
competindo por um dinheiro escasso.
Nestas circunstâncias o investidor é o rei.
É no quesito Brasil que os brasileiros já começam em tremenda desvantagem.
O Brasil está incrivelmente mal cotado no PDAC.
Não é para menos. O Ministério de Minas e Energia e o DNPM fizeram um
“bom” trabalho, nos últimos anos, conseguindo espantar os investidores e
literalmente congelar a pesquisa mineral no Brasil como um todo.
Hoje o que se vê no Brasil é o desemprego e a desesperança.
Os laboratórios de análises químicas e as empresas de sondagem, que são
os termômetros da pesquisa mineral, estão à beira da falência, fazendo o
que for preciso para sobreviver mais um ano.
Este relatório coloca o Brasil na posição 52 quando o assunto é
atratividade de investimentos e na posição 87 no Índice de Percepção de
Políticas (IPP). Este índice considera a atratividade, ou não, das
políticas governamentais considerando pontos como legislação ambiental,
incertezas criadas pela legislação e processos administrativos, sistema
legal, impostos, incertezas referentes a áreas protegidas, áreas em
litígio, condições socioeconômicas das comunidades afetadas pela
mineração, barreiras tarifárias, estabilidade política, qualidade do
banco de dados geológico-geofísico-geoquímico e qualidade da mão de obra
existente.
Como se não bastasse a enorme dificuldade de vender o seu projeto os
mineradores brasileiros, em busca de financiamentos no PDAC, ainda tem
que lutar contra o péssimo desserviço do Governo Brasileiro que os
colocou em posições insustentáveis, como essas evidenciadas pelo
Relatório Fraser.
Mas nem todo mundo está assim tão mal representado como os mineradores brasileiros.
Isso, por exemplo, não acontece com o Peru, que além de ter um Índice de
Atratividade de Investimentos muito superior ao do Brasil está
representado, no PDAC, por uma grande comitiva liderada pelo seu
Ministro de Economia e Finanças, Alonso Segura e pela Ministra de Minas e
Energia Rosa Ortiz.
Os nossos Ministros da área continuam em Brasília tratando de assuntos “mais importantes”...
Com essa comitiva de peso o Peru passa uma mensagem importante aos
mineradores mundiais que lá querem investir. O Ministro Alonso bate
incessantemente na tecla do baixo custo de produção que a mineração
peruana tem. Alonso tem um arsenal de argumentos para atrair
investidores, entre os quais o excelente desempenho econômico do Peru
nos últimos 10 anos e as políticas governamentais que amparam e auxiliam
os mineradores.
Será que os brasileiros conseguirão atrair mais investimentos do que o pequeno Peru?
Se depender do interesse dos nossos governantes a resposta é não!.