sábado, 23 de maio de 2015

Alguns Minerais

Alguns Minerais--------------------------------------------------------------

Ouro
Composição Química: Au

Sistema Cristalino: Cúbico

Dureza: 2,5 a 3

O ouro pode ser encontrado associado a diversos tipos de minérios e, separadamente, como metal nativo, nos riachos ou aluviões de minérios.

A primeira notícia oficial da descoberta de ouro no Brasil data de 1590, na Mina de Ouro de aluviões da Serra do Jaraguá.

Em Minas Gerais, foi descoberto em 1693, e em Ouro Preto três anos depois. Os principais Estados brasileiros de ocorrência de ouro são: Minas Gerais (Ouro Preto, Mariana, Nova Lima, Diamantina, Caeté, Itabira, Santa Bárbara, etc.), Bahia, Amazonas, Ceará, Mato Grosso e Pará.

O ouro é utilizado como padrão monetário, em joalheria, instrumentos científicos, folhas de ouro, odontologia, etc.

No dizer do engenheiro Luiz Caetano Ferraz, “o ouro é um verdadeiro centro de atrações das ambições humanas”.

Coríndon

Cq: Al2O3

Sc: Trigonal

D: 9

O coríndon pode ser utilizado como abrasivo, sendo empregado, em sua forma impura, como esmeril, de cor escura, associado à hematita e magnetita.

Pela sua variedade de cores, é utilizado como pedra preciosa.

A safira é a variedade azul do coríndon, sendo muito procurada e utilizada como gema em anéis, colares e outras peças ornamentais.

O rubi é o coríndon de cor vermelha intensa e uma das mais valiosas pedras preciosas, sendo também usada na relojoaria e em instrumentos científicos.

Hematita
Cq: Fe2O3

Sc: Trigonal

D: 5,5 a  6,5

A hematita é o mais importante minério de ferro, com teor elevado (até 70%) Fe, sendo a matéria-prima principal na produção de aço. O Quadrilátero Ferrífero concentra 90% das reservas do minério de ferro em Minas Gerais.

Quando a hematita tem a propriedade especular em laminados, ela é chamada de especularita. Quando lapidada, recebe o nome popular de “diamante negro” e em contas esféricas, “pérola-negra”.

Deriva-se o nome hematita da palavra grega “hemathós”, significando sangue, devido à cor da hematita pulverizada.

Magnetita

Cq: Fe3O4

Sc; Cúbico

D: 6

A magnetita é um minério de ferro importante, caracterizando-se pelo seu forte magnetismo. O nome pode ser atribuído à sua propriedade magnética.

Cassiterita

(pedra de estanho)

Cq: SnO2

Sc: Tetraédrico

D: 6 a 7

A cassiterita é o principal minério de estanho e tem o seu uso aplicado à fabricação de flandres e latas para acondicionamento de alimentos (hoje, muitas vezes, substituído pelo alumínio). Usa-se, também, o estanho com chumbo nas soldas.

O nome é derivado do grego, significando estanho.

Rutilo

Cq: TiO2

Sc: Tetraédrico

D: 6 a 6,
5

Usa-se o rutilo em eletrodos, arcos voltáicos, para dar cor amarela à porcelana, além de outros empregos industriais.

O seu nome é derivado do latim “rutilus”, em virtude de sua cor.

Crisoberilo

Cq: BeAl2O4

Sc: Ortorrômbico

D: 8,5

O crisoberilo é um mineral raro, ocorrendo em rochas graníticas, pegmatitos e em micaxistos ou nas areias dos rios e cascalhos.

Minas Gerais é o Estado brasileiro de maior ocorrência de crisoberilo.

É utilizado como gema e sua variedade “olho de gato”, quando polida em forma cabuchão, exibe um brilho opalescente, podendo ser vista uma faixa luminosa estreita que muda à medida que se  movimenta a pedra.

A alexandrita é a variedade mais preciosa do crisoberilo e sua grande importância, como gema, se deve à variação de cores que ostenta. A cor natural da alexandrita é verde-esmeralda, porém, se observada à luz artificial, ela se apresenta na cor vermelha. O nome “alexandrita” foi dado em homenagem ao Rei Alexandre II da antiga Rússia. Crisoberilo significa “berilo dourado”.

Apatita

Cq: Ca5(PO4)3F

Sc: Hexagonal

D: 5

A apatita é reconhecida por seus cristais, sua cor e dureza. Cristaliza-se no sistema hexagonal, em cristais prismáticos, tabulares, granulares ou compactos.

As variedades transparentes são usadas como gemas, não obstante a sua dureza baixa.

A apatita é um fosfato empregado como fertilizante junto às sementes, fornecendo-lhes o fósforo necessário para germinação.

Uma das maiores reservas de fosfatos do Brasil situa-se em Minas gerais, na região de Araxá, Tapira, Patos de Minas e Cedro de Abaeté.

Talco

Cq: Mg3Si4O10(OH)2

Sc: Monoclínico e Triclínico

D: 1

Encontrado em vários Estados brasileiros como Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, etc., o talco é utilizado como ingrediente nas tintas, na cerâmica, na indústria da borracha, dos inseticidas, dos cosméticos, etc.

Muscovita

(mica ou malacacheta)

Cq: K2Al4(Al2Si6O20)(OH,F)4

Sc: Monoclínico

D: 2 a 2,5

A muscovita é comumente empregada, em seu estado natural, como isolante em aparelhos elétricos. É usada , também, como material transparente em bocas de fornos e lanternas. Os restos da mica utilizada como folha são empregados na manufatura do papel de parede para dar-lhe o brilho reluzente, para o isolamento do calor e na fabricação de material não-combustível.

A muscovita recebeu esta denominação devido o seu uso como “vidro da moscóvia”, na antiga Rússia.

A lepidolita (mica de lítio) é uma fonte de lítio, usada também na fabricação de vidro resistente ao calor. A cor da lepidolita é lilás.

A biotita, silicato de potássio, magnésio-ferro-alumínio, hidratado, é a mica de cor escura.

Topázio

Cq: Al2(SiO4)(F,OH)2

Sc: Ortorrômbico

D: 8

O topázio é uma gema de grande valor e ocorre em cores variadas como: azul, incolor, verde-pálido, amarelo e rosa-pêssego.

No Brasil, o topázio amarelo só é encontrado no município de Ouro Preto e as localidades de maior ocorrência são as de: Saramenha, Antônio Pereira, Dom Bosco, Rodrigo Silva e Tripuí.

Devido à sua raridade, o topázio amarelo é o mais precioso, tendo recebido a denominação de “Topázio Imperial”. O valor do topázio imperial cresce na medida em que aumenta a sua tonalidade avermelhada. O mais apreciado é o  de cor “rosa-pêssego”.

As principais ocorrências dos topázios incolor e azul  estão localizadas no norte de Minas Gerais: Salinas, Araçuaí, Teófilo Otoni, Virgem da Lapa, Galiléia e Padre Paraíso.
TurmalinaO uso mais comum das turmalinas é como gema semipreciosa. Ocorre em cores variadas, recebendo denominações diferentes: incolor (acroíta), azul (indicolita), vermelha ou rosa (rubelita), verde e bicolor (elbaita) e preta (schorlita).

A turmalina bicolor apresenta a cor verde nas bordas e rosa no centro, popularmente chamada de “melancia”.

As mais procuradas para jóias são de  cores verde-oliva, azul-escuro e vermelha.

Minas Gerais é o maior produtor de turmalinas do Brasil. As principais regiões são as de Governador Valadares, Conselheiro Pena, São José da Safira, Coronel Murta, Araçuaí e Malacacheta.

O nome turmalina provém de “turamali”, nome dado às gemas vindas do Sri-Lanka.

Berilo

Cq: Be3Al2Si6O18

Sc: Hexagonal

D: 8

O berilo é um dos silicatos mais importantes, sendo também uma fonte do metal berílio. Ocorre em cores variadas, que vão do amarelo ao azul, em tonalidades verde, rosa, vermelha, recebendo denominações populares de acordo com a coloração.

A sua cor e pureza o transformam em pedra preciosa, deixando de ser empregado na indústria para ser utilizado como gema.

A esmeralda é a variedade mais apreciada do berilo, sendo uma das gemas de maior valor no mercado. A cor verde da esmeralda revela a presença de cromo e/ou vanádio na estrutura do berilo.

No Brasil, ocorre principalmente na Bahia (Carnaíba), em Goiás (Santa Terezinha, Campos Verdes, Itaberaí) e Minas Gerais (Itabira, Nova Era).

A água-marinha é o berilo que apresenta as cores do azul-claro ao azul-profundo. Depois da esmeralda, é a variedade mais procurada e, entre as pedras preciosas, a mais característica do Brasil. Em Minas Gerais se concentram as melhores águas-marinha, sendo as maiores ocorrências verificadas em: Itinga, Araçuaí, Medina, Pedra Azul e Santa Maria do Suaçuí.

Uma das mais famosas foi encontrada em 1954 e recebeu o nome de “Marta Rocha”, pesando 33,9 kg e com 60% de pureza.

Quartzo

Cq: SiO2

Sc: Trigonal

D: 7

A maior ocorrência de quartzo do mundo se verifica no Brasil, sendo encontrado em todos os Estados brasileiros, estando Minas Gerais entre os maiores produtores.

O quartzo foi utilizado, em tempos remotos, como arma (pontas de lanças) e utensílios domésticos (facas, machados).

Sob a forma de pó, pode ser empregado na porcelana, nas trilhas e nos saponáceos. Por sua propriedade piezelétrica, o quartzo tem usos especializados.

Placas pequenas, orientadas, são usadas como osciladores de rádio, tanto para transmissão como para recepção em freqüência fixa.

As variedades coloridas de quartzo são utilizadas como gemas ou material de ornamentação. O quartzo incolor é chamado “cristal de rocha”. Sendo puro, o cristal de rocha é usado na indústria ótica e em relógios.

Citrino é o quartzo amarelo, devido a presença de ferro.

Róseo – cor rosa, raramente transparente.

Ametista – cor violeta, sendo a mais comercializada.

Aventurina – quartzo contendo inclusões de fuchsita (variedade de mica, rica em cromo).

Outras variedades de quartzo: Opala, Ágata, Ônix, Caldedônia, etc.

Itabirito

Cq: Fe2O3SiO2

Sc: Trigonal

D: 5,5 a  6,5

O Itabirito é uma variedade de hematita, considerada como uma rocha metamórfica. Se constitui de camadas de hematita e finas camadas de quartzo e conglomerado ferruginoso (Canga), com 40 a 60% Fé.

O concentrado é utilizado na indústria siderúrgica.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Junior mining Companies

Junior mining Companies

 Num período de mais de 13 anos trabalhei em 05 diferentes juniors.   Capitais canadenses e australianos buscando viabilizar projetos de ouro e ferro. Vivi esta realidade, senti toda inquietação gerada pelas oscilações de mercado, pelas dificuldades técnicas inerentes e pelo hostil ambiente de negócios brasileiro; mas também vibrei com cada etapa vencida. Creio que posso dizer que tenho alguma experiência com “junior mining companies”.
O conceito de empresa junior não tem nada de nocivo, pelo contrário, elas oferecem um contraponto ao monopólio das grandes empresas, viabilizam a operação de reservas de menor porte e geram empregos e desenvolvimento.  
A maneira como estas empresas desenvolvem suas atividades é similar. Num momento propício, pessoas com espirito empreendedor, poder de convencimento e um network adequado levantam uma soma inicial que permite a exploração de alvos minerais promissores. A exploração define um recurso que será transformado em reserva para a qual serão realizados distintos estudos de viabilidade mirando um projeto consistente que atraia investidores que financiarão sua construção.
De todas as etapas, atrair investidores e convence-los a investir sempre foi a mais difícil. O momento mais tenso na vida da empresa, um período de ansiedade que normalmente era recompensado com o sinal verde para implantação com consequente valorização imediata da empresa na bolsa. Todos ganhavam.
Assim era ao menos, pois captar recursos hoje ficou tão complexo a ponto de inviabilizar empreendimentos.
O valor das empresas de mineração listadas na Bolsa de Valores de Toronto caiu 57% durante o período de 2010 a 2013, passando de pouco mais de C$ 500 bilhões para C$ 240 bilhões. A forte desvalorização seria reflexo da dificuldade do setor em levantar recursos para novos projetos de mineração.
Recentemente, Mark Brennan presidente da Canadense Largo Resources, declarou ao jornal Valor Econômico que: "Se o projeto é excelente, há alguma chance de obter recursos. Se é bom, é muito difícil. Mas se é médio, pode esquecer".  
Se antes a percepção do mercado era de que investir em Juniors era arriscado mas poderia ser altamente rentável hoje este quadro alterou-se profundamente. Uma serie de fatos e fatores negativos internos e externos aprofundou a aversão ao risco. O comportamento inadequado de algumas juniors com gestões duvidosas contribuiu e o aumento dos custos operacionais e a tendência de queda do preço das commodities consolidou a desconfiança do investidor.
No modelo vigente as empresas Junior de um modo geral antes de tudo investem muito em exploração. O objetivo, acredito, seria apresentar ao mercado depósitos de classe mundial com volumes expressivos de minério. Enfatiza-se o porte do empreendimento mais que a qualidade do minério. É uma estratégia e não há nada de errado nisto, grandes projetos serão sempre bem-vindos mas já temos aqui um custo exploratório que poderia ser menor e não podemos esquecer que implantar projetos de grande porte demanda altos investimentos.
Com a reserva definida o foco se concentra nos relatórios de viabilidade onde os potenciais investidores irão avaliar índices como NPV, IRR e pay back. Se antes isto era suficiente agora as avaliações são muito mais detalhadas.
Sabe-se que índices são apenas o resultado matemáticos de formulas que por sua vez consideram outras premissas que também podem ser questionadas. Estas dependem da qualidade e do numero de testes realizados que dependem da representatividade das amostras em numero, volume e qualidade e que dependem de procedimentos, da equipe que realizou os testes e assim sucessivamente numa cadeia complexa. Há um universo a ser questionado e confirmado.
E mesmo que uma devassa nos relatórios conclua com segurança que, por exemplo, as estimativas de CAPEX e OPEX e a determinação dos teores foram realizadas de forma responsável e criteriosa e que os números refletem uma real possibilidade de êxito de um empreendimento, mesmo assim, a comprovação dos resultados esta sujeita a aspectos práticos. Vai depender de outros aspectos como a imprecisão no design e orçamento, dos riscos de engenharia e principalmente da capacidade das equipes responsáveis pela implantação e operação. O fator humano e a gestão destes recursos sempre fazem grande diferença.
Assim é natural que potenciais investidores estejam bem mais cautelosos e neste cenário parece-me legitimo afirmar que para sobreviver as “junior companies” terão que reinventar-se.
Conseguir financiamento para um grande projeto, com tantas variáveis envolvidas e ainda sem confirmação prática, definitivamente não é uma tarefa fácil. E assim, no mínimo não será um dinheiro barato.
Para mitigar a influencia destas variáveis e aumentar a confiabilidade do empreendimento o modelo que defendo seria a implantação de um projeto em etapas. Certamente não é a maneira mais econômica mas estrategicamente apresenta vantagens.
Considerando que para captar recursos quanto menor for o capital necessário mais fácil obtê-lo, o foco inicial seria reduzir CAPEX.  Uma das maneiras de fazê-lo seria construir uma planta de processamento de menor porte. Uma planta de um porte tal que seus resultados econômicos permitam a sobrevivência da empresa de forma autossustentável por exemplo. Uma planta modular que permitiria sua expansão e/ou facilitaria sua reutilização em outro projeto.
Equipamentos de mina terceirizados, energia fornecida por geradores alugados, barragem de menor porte tudo isto levaria a um CAPEX mínimo. Mesmo a exploração poderia ser inicialmente direcionada no sentido de definir um recurso de melhor qualidade reduzindo seus custos nesta etapa. A necessidade de aportes menores inclusive poderia incentivar investidores locais desenvolvendo uma cultura junior mas com capitais Nacionais.    
Construir e operar um empreendimento mesmo que de menor porte, seria uma forma de comprovar a competência da empresa e lastrear informações fornecidas ao mercado. Permitiria lavrar minérios de melhor teor acelerando o payback, estreitaria laços com a comunidade e órgãos ambientais além de gerar inúmeras informações importantes. Custos de implantação e operacionais, efetividade do processo de beneficiamento, capacidade de gestão e habilidade na comercialização dos produtos por exemplo. Evidentemente o OPEX seria maior e por isso mesmo esta etapa deveria ser breve.
Após dois ou três anos de operação todos estes parâmetros estariam comprovados. A exploração teria ampliado os recursos e as reservas seriam determinadas com maior precisão. Passaríamos para a segunda etapa. Apresentar um Bankable Feasibility Study para construção de um empreendimento agora ajustado ao porte da reserva total.
Esta etapa, a construção do empreendimento definitivo demandaria o recurso mais substancial mas com engenharia e custos comprovados e a experiência acumulada o risco para o investidor seria drasticamente reduzido tornando o investimento muito mais seguro. Com riscos reduzidos o empreendedor teria mais chances de conseguir o financiamento e a um custo menor.
Não tenho a pretensão de apresentar aqui um produto acabado tampouco uma alternativa mágica. É apenas um conceito a ser pensado e desenvolvido. Certamente os riscos envolvidos devem ser mais bem avaliados e os custos e possíveis resultados discutidos de forma mais ampla. Por outro lado simpatizo muito com o modelo de negocio “Junior Companies” e não gostaria de vê-lo minguar.      

Será que a Vale, quando quebra concorrentes ..


Será que a Vale, quando quebra concorrentes e causa o desemprego de milhares, para poder dominar o mercado de minério de ferro, não está descumprindo a sua função social?





Vivemos em um país cujos objetivos constitucionais incluem construir uma sociedade livre, justa e solidária, erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.

Um país onde todo o poder emana do povo.

No Brasil o Homem e as empresas tem o dever social de empregar todos os esforços no sentido de contribuir ao bem estar da coletividade.

Estes pontos fundamentais estão sendo, frequentemente, esquecidos. Algumas empresas como a Vale a Rio Tinto e a BHP, que atuam no Brasil, parecem se esquecer de sua verdadeira função social e do foco principal dos seus esforços: o povo.

É verdade! O povo é, na realidade, o foco e a principal prioridade de todos os esforços da sociedade.

Quando uma mineradora como a Vale coloca a sua estratégia na frente do seu dever constitucional, criando milhares de desempregados diretos e indiretos, quebrando empresas constituídas e desequilibrando a economia nacional ela está, com certeza, descumprindo a sua função social.

No nosso entender ao criar o processo destrutivo da chamada “guerra do minério de ferro” que está causando imensos prejuízos, a Vale está agindo contra todos os cidadãos brasileiros que no final, são os verdadeiros donos dos minérios que a Vale explora sob concessão.

É isso mesmo que você leu.

Nós o povo, representados pela União, somos os verdadeiros donos de todos os bens minerais. As empresas não são as donas dos bens minerais, mas sim das concessões que receberam do Governo, para explorá-los. Concessões, como o próprio nome indica, tem uma contrapartida e podem ser retiradas.

Se o objetivo final, constitucional, da exploração dos minérios é o Homem e não a empresa, que é o meio, o que se faz quando essa empresa descumpre a sua função social?

A Vale a Rio Tinto e a BHP, enquanto atuando no Brasil, devem ser lembradas, pelo Governo Brasileiro, que ao criarem o caos social, o desemprego e a destruição dos concorrentes elas estão infringindo a Constituição e poderão responder por isso, perdendo, inclusive, suas concessões minerais recebidas do povo brasileiro que está sofrendo as consequências dos seus atos impensados.

Brasil e China selam acordos


Brasil e China selam acordos que poderão reverter processo de estagnação econômica

Nesta manhã de terça a Presidente Dilma e o primeiro ministro chinês Li Keqiang participaram de uma cerimônia onde foram assinados 35 acordos em várias áreas, entre as quais a da mineração e da infraestrutura.

No setor da mineração a Vale fechou o maior acordo.

A mineradora, fornecedora importante da China, conseguiu com o ICBC um financiamento de US$4 bilhões para a compra de 14 novos Valemax , os maiores navios de transporte de minério do mundo.

A Vale precisa, desesperadamente, reduzir os custos do frete dos seus produtos para a China para poder competir de igual para igual com os australianos.

Outro importante acordo vai afetar a nossa enfraquecida Petrobras.

A estatal conseguiu uma linha de crédito salvadora para seus projetos, no valor de US$7 bilhões.

A falta de caixa nos cofres da Petrobras ameaça centenas de milhares de empregos e a própria economia do Brasil. Este financiamento será importantíssimo agora que a Petrobras tenta se reerguer dos impactos devastadores da Operação Lava a Jato.

Os investimentos da China no Brasil são substanciais e deverão revitalizar a mineração, a logística e a infraestrutura do país.

O assunto é tão impactante que está preocupando países como a Austrália que começam a perder mercado para os produtos brasileiros, em especial o minério de ferro.

No total os acordos deverão superar US$54 bilhões de dólares.

Para o Governo Dilma o aporte de dinheiro chinês soa como música. Esta deve ser a primeira notícia positiva desde que a Presidente se reelegeu.

Acorda Dilma!

Acorda Dilma!



A diferença entre um político e um estadista que entra para a história é feita, algumas vezes, em segundos.

Foi em poucos segundos, em 1944, no dia da libertação de Paris, que Charles de Gaulle entrou para a história.

Neste dia o General Charles de Gaulle, cercado por uma multidão em júbilo, se dirigia para a Catedral Notre Dame, quando, de repente, ocorreu um tiroteio.

Paris ainda era um lugar perigoso onde os últimos nazistas tentavam, em um golpe de sorte, matar o General símbolo da Resistência.

Neste momento nasceu para a história o líder Charles de Gaulle, que, no meio do tiroteio, permaneceu de pé, com um cigarro na mão, enquanto os seus auxiliares e o povo, acovardados, se jogaram ao chão com medo das balas.

A figura de De Gaulle, impávido, cercado por uma multidão assustada fez história.

Hoje, 71 anos depois, a situação mudou. Os heróis e os grandes estadistas desapareceram. No lugar temos o outro lado do espectro.

Aqui no Brasil vivemos o impensável.

A nossa Presidente Dilma, quando ameaçada pelo barulho de um panelaço (não de um tiroteio) se esconde nos confins do Palácio e não tem coragem nem para discursar no dia do Trabalho, coisa que todos os presidentes, por piores que tenham sido, fizeram.

Seria interessante ouvir a opinião de Charles de Gaulle sobre a sua colega brasileira. Pena que ele já não mais esteja aqui...

Mas sempre há uma esperança.

Quem sabe hoje, com o dinheiro novo chinês correndo nas veias do Brasil, a presidente, recupere a coragem e volte a assumir a liderança que abandonou há muito tempo.

Afinal, sonhar é preciso.