domingo, 1 de novembro de 2015

Grupo acha 8 quilos de ouro as vésperas de PF invadir garimpo em MT

BAMBURROU

Grupo acha 8 quilos de ouro as vésperas de PF invadir garimpo em MT


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Às vésperas do fechamento do garimpo da “Serra do Caldeirão”, em Pontes e Lacerda, um grupo conseguiu literalmente “bamburrar”. Numa das escavações, eles encontraram um filão com mais de 8 quilos do metal.
Um vídeo mostra os garimpeiros lavando o ouro. São necessárias três bandejas para lavar e armazenar as pepitas encontradas.
Somente nesta coleta, os garimpeiros conseguiram cerca de R$ 1 milhão. No garimpo, cada grama de ouro está avaliado em R$ 100, contudo em alguns locais a cotação é maior.
A sorte do grupo ocorreu na iminência da Polícia Federal invadir o garimpo e desocupar o local. Ontem, a PF informou que já definiu a estratégia para cumprir um mandado judicial que determina a retirada dos garimpeiros da nova “Serra Pelada”.
Contudo, a data da desocupação ainda é mantida em sigilo para que as pessoas que ainda permanecem na região sejam pegas de surpresa. De acordo com números extraoficiais, cerca de 500 garimpeiros estão explorando a região.
A “corrida pelo ouro” em Mato Grosso começou há cerca de 30 dias, quando um homem encontrou cerca de 20 quilos de ouro. Rapidamente o boato se espalhou e milhares de pessoas até de outros países se deslocaram a região. A região chegou a abrigar cerca de 7 mil pessoas. 
No entanto, há cerca de 10 dias uma decisão judicial determinou a retirada dos garimpeiros do local. Desde então, a maioria dos garimpeiros se retirou voluntariamente da região, enquanto outros permaneceram prometendo até resistência caso as forças policiais invadam o garimpo.

BUSCA POR MINAS DE OURO LEVOU À FUNDAÇÃO DE CUIABÁ

Busca por minas de ouro levou à fundação de Cuiabá
A história de Cuiabá começou a surgir durante as expedições de bandeirantes em busca de índios e minas de ouro, na época colonial, no século 17. A futura capital mato-grossense atraiu desbravadores como Manoel de Campos Bicudo e seu filho Antônio Pires de Campos, e Pascoal Moreira Cabral, que assinaria a Ata de Fundação de Cuiabá.

Entre os anos de 1670 e 1673, o bandeirante Manoel Bicudo subiu o rio Cuiabá e passou pelo atual Morro de São Jerônimo, situado em Chapada dos Guimarães, município a 65 quilômetros da capital. A princípio, o viajante foi motivado por lendas de que existia ouro nessa localidade. Manoel seguiu até chegar ao encontro dos Rios Cuiabá e Coxipó, local onde acampou e deu o nome de São Gonçalo.

Nos anos de 1717 e 1718, o filho de Bicudo acampou no mesmo lugar que o pai e enfrentou combates contra os índios que habitavam a região. O bandeirante levou alguns indígenas para serem vendidos como escravos em São Paulo e retornou para o território paulista. Antes, ele renomeou o local como São Gonçalo Velho.

As informações de Pires de Campos sobre a existência de índios nessa região fez com que Pascoal Moreira Cabral também viajasse para as terras mato-grossenses, ainda em 1718. A expedição com pouco mais de 50 pessoas, além de índios e negros que eram escravos, chegou na região do Rio Coxipó.

A descoberta do ouro ocorreu após os integrantes dessa expedição terem se separado. Enquanto alguns tinham entrado em confronto com índios da região, outro grupo acabou encontrando ouro nas margens do Coxipó.

A bandeira de Pascoal se uniu a de Fernando Dias Falcão. Com isso, o objetivo da missão foi alterado de buscar índios para minerar ouro. Pascoal e os bandeirantes lavraram a Ata de Fundação de Cuiabá em 8 de abril de 1719.

O primeiro povoamento recebeu o nome de Arraial de Nossa Senhora da Penha de França, popularmente conhecido como Arraial da Forquilha. A região mudou de nome para Arraial do Senhor Bom Jesus de Cuiabá até ser elevada à categoria de cidade, em 17 de setembro de 1818.

Cuiabá ‘Cidade Verde’

Cuiabá é conhecida como cidade verde, por causa arborização. Para o historiador e pesquisador em Cuiabá, Pedro Félix, as primeiras fotografias panorâmicas mostram a quantidade de árvore na capital. “A denominação ‘Cidade Verde’ foi imortalizada nos poemas de Dom Aquino Corrêa. Cuiabá era caracterizada por quintais verdes com muita árvore frutífera”, detalhou. Dom Aquino foi nomeado bispo de Cuiabá no ano de 1915, sendo o mais novo religioso a assumir esse cargo. Ele também foi governador de Mato Grosso.

Há três explicações para o surgimento do nome Cuiabá, sendo que todas têm relação com nomes indígenas fragmentados até chegar na forma atual. Uma delas vem do termo kyvaverá (em guarani significa ‘rio da lontra brilhante’). A justificativa seria de que os índios paiaguás, andando pelo Pantanal, observaram uma grande quantidade de lontras e ariranhas que tinham como habitat o Rio Cuiabá. O nome foi se desfragmentando de Cuyvaverá, Cuiaverá em Cuiavá e finalmente Cuiabá.

A segunda é Ikuiapá, palavra de origem bororó que significa ‘lugar da ikuia’. Ikuia significa flecha-arpão, uma arma utilizada para pescar, feita de madeira. O nome seria uma localidade próxima a Prainha, onde os índios bororos costumavam pescar e caçar com esse arpão.

A terceira hipótese vem do fato de existirem árvores-de-cuias à beira do rio, sendo região conhecida como uma espécie de ‘criadora de vasilha’ (da etimologia cuia: vasilha e aba: criador).

“Cuiabá tem essa multiplicidade de origens de nome, você escolhe aquele que achar melhor. É uma mistura de portugueses, brancos, índios e negros”, concluiu Félix.

Turmalinas paraibanas eram “legalizadas” no Rio Grande do Norte

Turmalinas paraibanas eram “legalizadas” no Rio Grande do Norte

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Os primeiros indícios de lavra ilegal na área da empresa Parazul Mineração Comércio e Exploração Ltda surgiram ainda em 2010, a partir da coleta de informações e verificações “in loco” realizadas por agentes federais. Conforme relatório de investigação da Polícia Federal, os sócios formais da empresa, Ranieri Addario e Ubiratan Batista de Almeida, associaram-se informalmente a Sebastião Lourenço Ferreira, João Salvador Martins Vieira e ao afegão Zaheer Azizi para explorar e comercializar irregularmente a turmalina paraíba.Apurou-se que a comercialização da gema era coordenada por Sebastião Lourenço, por intermédio da empresa Mineração Terra Branca.
Após a extração sem autorização legal, feita pela empresa Parazul, os investigados encaminhavam a produção para a empresa Terra Branca, localizada em Parelhas (RN), para conferir aparente legalidade às gemas, já que a Terra Branca possui concessão de lavra garimpeira, mas a Parazul não. A Terra Branca remetia, então, os exemplares da turmalina paraíba para serem lapidados em Governador Valadares (MG), onde atuava João Salvador.
De Minas Gerais, as pedras eram enviadas para os Estados Unidos, Tailândia e Hong Kong, por João Salvador e Sebastião Lourenço, que declaravam para os órgãos de fiscalização um valor muito inferior ao valor real de um exemplar de turmalina paraíba. Cabia ao afegão Zaheer Azizi, residente na Tailândia, vender as pedras no exterior, através da Azizi Enterprises Co. Ltd e Azizi Gems and Minerals Co, e lavar o dinheiro obtido com o comércio ilegal de pedras preciosas. Para realizar a exportação das pedras, os investigados simulavam compra e venda entre as empresas Terra Branca e Liberty Gems, declarando a gema preciosa como se fosse turmalina comum, o que possibilitou a exportação do minério a um preço de 1% a 10% de seu valor efetivo. A Liberty Gems tem o mesmo endereço da Terra Branca, em Parelhas (RN).
Conforme apurado, a empresa Mineração Terra Branca é registrada em nome de Ricardo Marchetti Addario (detentor de 20% das cotas), irmão de Ranieri Addario, e em nome de Rômulo Pinto dos Santos (detentor de 80% das cotas do capital social), cunhado de Sebastião Lourenço. Contudo, as investigações revelaram que a empresa é de fato comandada por Sebastião e seus sócios ocultos, João Salvador e Zaherr Azizi. Para divulgar o negócio ilegal, os membros da organização criminosa participavam de eventos e feiras internacionais.
Num desses eventos, o Show Gem & Jewerly Exchange, realizado em Tucson, Arizona, agentes do Federal Bureau of Investigation (FBI) filmaram Sebastião, a filha Ananda Lourenço e João Salvador, negociando as turmalinas paraíba nos estandes das empresas Liberty Gems Inc e JS Gems.
Extensão transnacional – O caráter internacional das operações do grupo revela-se também nas constantes viagens realizadas. Apenas em 2013, João Salvador foi 22 vezes ao exterior. Já Sebastião Lourenço realizou 13 viagens internacionais. Conforme informações levantadas por agentes federais, os integrantes da organização desembarcavam em aeroportos, como Guarulhos (SP) e Recife (PE), em voos internacionais vindos de Houston (EUA), Tucson (EUA), Newark (EUA), São Francisco (EUA), Miami (EUA) e Johanesburgo (África).
Esquema de proteção – As investigações também comprovaram que a mineradora Parazul é guarnecida por forte aparato de segurança, encontrando-se sob vigilância permanente, inclusive com policiais militares, evidenciando o elevado grau de importância da exploração ali realizada. Durante fiscalização no local da mina, a própria equipe do DNPM relatou dificuldade de acesso, tendo que esperar por cerca de 30 minutos, na presença de dois seguranças, até que fossem atendidos por Ubiratan Batista de Almeida, sócio majoritário da Parazul, que se apresentou aos fiscais acompanhado por segurança armado. A presença de policiais fazendo a segurança da mina também foi confirmada nas interceptações de diálogo mantido entre Sebastião Lourenço e Aldo Filho, em que Aldo relata desentendimento entre os vigias da mina e policiais militares, que estariam “dormindo e descansando” em vez de fazerem ronda na mina.

Esmeralda

Esmeralda


Descobertas há cerca de 5 mil anos no Egito, a esmeralda desperta encanto com sua tonalidade, um verde intenso. É a quinta gema mais valiosa do mundo – perde apenas para o diamante, o rubi, a alexandrita e a safira.
O interesse pela gema, se mostrou ainda em civilizações antigas. Cleópatra elegeu a esmeralda, usada em Roma como pedra do amor nos grandiosos festejos da deusa Vênus, enfeitando-se com as belíssimas esmeraldas extraídas das famosas Minas do Alto Egito, hoje já esgotadas. Ainda na Europa, a esmeralda também esteve relacionada ao símbolo de poder.
Constituindo a variedade gemológica mais importante da família dos berilos, é também uma das pedras preciosas mais imitadas. Frágil devido à sua estrutura interna, possui sensibilidade a pancadas, motivo pelo qual foi desenvolvido uma lapidação especial, a lapidação em degraus ou lapidação esmeralda, na qual os quatro ângulos agudos são cortados e facetados de maneira que fiquem menos vulneráveis à batidas.
A cor de uma esmeralda pode variar de um verde pálido ao verde intenso, com tonalidades azuladas ou amareladas. A qualidade da gema depende, fundamentalmente, dessa cor. As mais valiosas e raras são aquelas que têm verde intenso.
 As esmeraldas provenientes da Colômbia, exploradas desde os Incas, têm prestígio superior às originadas do Brasil, da Zâmbia, do Zimbábue, de Madagascar, da Índia, do Afeganistão, do Paquistão ou da Rússia. Tanto que, quando se comparam gemas de qualidade equivalente, as gemas colombianas alcançam valor pelo menos 20% superior a todas as outras, simplesmente pelo fato de serem originadas da Colômbia.
Provenientes do país com maior tradição e história ligada à mineração de esmeraldas, as gemas colombianas destacam-se das demais por possuírem uma cor verde considerada mais “pura” e essa belíssima cor é devida à presença de traços do elemento cromo. Essa é a diferença fundamental entre as esmeraldas colombianas e todas as outras.
No Brasil, as principais jazidas encontram-se em Goiás, Minas Gerais e Bahia.
A extração
Para se chegar a um veio de esmeraldas, é preciso cavar buracos verticais com até 500 metros de profundidade no solo rochoso. Os garimpeiros passam dias a fio dentro dessas minas, dotadas de uma estrutura rústica, mas eficiente.
Os mineradores correm grandes riscos, mas do ponto de vista deles, pode compensar: uma gema de boa qualidade com 1 quilate (2 gramas) é vendida por até 5 mil dólares.

A Colômbia e o prestígio por suas esmeraldas

A Colômbia e o prestígio por suas esmeraldas

O mês de Maio é o mês das esmeraldas e por isso resolvemos postar aqui no blog esse texto sobre as esmeraldas Colombianas.
Além do verde que cobre as planícies, montanhas e reservas naturais, a Colômbia esconde outro tom de verde entre seus penhascos, são as famosas e preciosas esmeraldas. Devido a sua geografia, a Colômbia possui grande variedade de recursos naturais, incluindo as famosas e desejadas pedras verdes.  A Colômbia possui um prestígio internacional no que se refere as esmeraldas, por ser o primeiro produtor mundial. O país produz 55% do total das esmeraldas no planeta, seguido pelo Brasil e Zâmbia, que contribuem com 15%. A Colômbia recebe destaque não só pela quantidade que produz, mas também pela qualidade de suas esmeraldas, sendo uma das mais cobiçadas. Na Colômbia se encontram diferentes cristalizações da esmeralda, pouco conhecidas no mundo por sua escassez, cuja importância geológica é incomparável no patrimônio cultural.
Esmeralda Colombina
Museu de Esmeralda de Bogotá
Provenientes do país com maior tradição e história ligada à mineração de esmeraldas, as gemas colombianas destacam-se das demais por possuírem uma cor verde considerada mais “pura” e essa belíssima cor é devida à presença de traços do elemento cromo. Essa é a diferença fundamental entre as esmeraldas colombianas e todas as outras.
Além de serem encontradas em renomadas joalherias nacionais e internacionais, as esmeraldas colombianas receberam um lugar especial para a difusão de sua história, suas características e processos, o Museu da Esmeralda de Bogotá, que conta com um acervo muito interessante. Vale lembrar que esmeraldas grandes de alta qualidade são raras, o que significa que o preço de uma esmeralda de excelente qualidade pode ser maior do que a de um diamante com o mesmo peso.