quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

COMO INVESTIR EM OURO?

COMO INVESTIR EM OURO?


O Ouro Ativo Financeiro apresentou boa rentabilidade nos últimos anos, seja no Brasil ou no exterior. Gestores de carteiras têm sugerido a alocação do metal na composição de portfólios de investimentos, porém ainda há muitas dúvidas sobre o tema. Vamos esclarecê-las:
Crise
O ouro sempre representou manutenção, preservação e reserva de patrimônio. Além disso, o metal sempre se valorizou em épocas de incertezas políticas e econômicas, períodos em que existem dificuldades em valorização e precificação. Se analisarmos um período longo, percebemos que desde o ataque ao World Trade Center, em 2001, a procura cresceu 20 % ao ano nesse período, procura essa que se refletiu nas cotações.
O que motiva as pessoas a procurar o ouro nos períodos de insegurança é o receio de comprar algo que não é palpável ou que pode ser destruído. O metal continuará sendo um investimento atrativo enquanto governos não encontrarem soluções definitivas para a crise mundial.
Risco
O risco é a volatilidade do mercado. Porém, mesmo assim, o ouro é considerado o porto seguro que sempre teve rentabilidade ao longo do tempo, pois a volatilidade é baixa em comparação a outros investimentos, as oscilações de cotações são menos bruscas e o metal é de fácil conversibilidade, porque é aceito em qualquer lugar do mundo.
O objetivo de investir em ouro é completar o portfólio de investimentos e proteger o patrimônio. Quanto à demanda, ela sempre existirá, variando conforme as incertezas econômicas.
Diversificação da carteira

As ações e o ouro desempenham papéis diferentes na composição da carteira de investimentos. O ouro é mais defensivo, que tem por objetivo preservar valor e completar o portfólio.
O metal deve ser um diversificador de risco, presente para todo investidor no cenário turbulento atual dos mercados, com participação não menor do que 10%, para minimizar o impacto da alta volatilidade.
Liquidez
O ouro é um dos bens de maior liquidez, pois pode ser prontamente negociado, a qualquer momento e em vários mercados de todo mundo.
As empresas que operam com ouro oferecem preços de compra e venda diariamente, ou seja, o investidor não corre o risco de não conseguir comercializar o metal.
Fatores como a facilidade da compra pela Internet também influenciam diretamente na liquidez do investimento.
Comércio de joias
O ouro, apesar de ter um valor intrínseco, é também um bem de consumo que representa status e desejo. É um investimento mais conservador, pois, ao adquirir uma joia, paga-se mais do que o preço do metal e a mão de obra.
Compra
Pequenos investidores também podem comprar o metal em menor quantidade: barras de ouro já são vendidas em opções de 5g, 10g, 20g e 50g, através de e-commerce. Já o grande investidor deve procurar o mercado de balcão. O comprador pode preferir ficar com o metal ou deixar sob custódia de empresas parceiras especializadas em segurança de patrimônio. 
Para garantir a legitimidade do ouro, recomenda-se que o metal seja identificado pela origem da compra (fabricante) e pela marca Good for Delivery. É também recomendado que a compra seja feita em um local formal com garantia de recompra.

OURO VERDE

OURO VERDE 

Não, desta vez não estou falando da nova cor de liga de ouro e sim do que podemos chamar de movimento em busca de um selo verde para a joalheria, similar a de outros produtos já disponíveis no mercado que se adequam ao conceito de Negócio Justo, ou Fair Trade.
Uma das ações já realizadas, esta com a ajuda do inglês Greg Valerio, da Cred Jewellery, foi a associação de mineradores Oro Verde ou Green Gold em Chocó, no nordeste da Colômbia. Uma preocupação exagerada e fora de contexto?
De acordo com estudos do Banco Mundial, mais de 100 milhões de pessoas no mundo, incluindo famílias e comunidades, dependem da mineração de pequena escala para sua sobrevivência.
Ficou chocado? Eu fiquei!
Isto me levou a pensar que, mesmo depois de 13 anos trabalhando no setor de jóias não conheço bem esta cadeia produtiva... e quantas pessoas a conhecem de fato? Não digo só no Brasil, mas no mundo. Pesquisando na internet para esta coluna descobri que eu não era exceção quando li depoimentos de lojistas. Muitos compradores internacionais se ressentem de não saber ao certo a origem das gemas, e, na grande maioria das vezes, as condições de mineração, lapidação e até mesmo da produção das jóias.
As discussões de praticas de Comércio Justo e/ou Responsável na Joalheria vêm se expandindo e ganhando força. Tanto que, em outubro do último ano, o Banco Mundial promoveu o encontro “ The Ethical Jewelry Summit” com o objetivo de discutir como pode ser criado e desenvolvido um esquema de certificação para o setor joalheiro a partir da mineração. Neste encontro estavam presentes representantes de empresas como Cartier, The Bell Group, Tiffany & Co., De Beers, o Dep. de Defesa Americano, Jewelers of America, GIA, entre outros.
O assunto já está na pauta há alguns anos: em 2005, a Rappaport promoveu a criação do Conselho de Práticas Joalheiras Responsáveis. Este conselho, que hoje já tem mais de 80 membros, incluindo desde grandes mineradoras do setor a lojistas, se encontra anualmente na feira de Las Vegas.

Em meados de 2012, Steve D´Eposito, diretor da Earthworks, lançou a campanha  “No Dirty Gold” (que poderia ser traduzido como: Não ao Ouro Sujo) e organizou um encontro que acabou gerando um comitê e os primeiros documentos. O projeto foi chamado de Diálogo de Madison, por ter acontecido na Avenida Madison  em Nova Iorque.
Os esforços em direção ao Comércio Justo têm focado três pontos chave: ser justo, responsável e ecológico. Sendo que Justo inclui o tratamento dado a todo o trabalho de produção de jóias desde a mineração até o polimento e sua comercialização. A Responsabilidade se relaciona aos benefícios trazidos à comunidade e ao posicionamento da empresa como cidadão corporativo.  Já o ecológico está relacionado a todo impacto ambiental decorrente do negócio desde a mineração até a sua comercialização. E para que a cadeia funcione, cada elemento deve cobrar de seu fornecedor o comprometimento, o que, em breve, poderá ser certificado com o “selo verde” que vem sendo discutido.
Analistas avaliam que hoje o consumo de jóias éticas representa menos de 1% do mercado mundial de jóias de ouro estimado em U$56 milhões. Mas, o nicho do “ouro verde” cresce rapidamente juntamente com o mercado de produtos éticos. Um movimento que ganha cada dia mais adeptos na moda, nos produtos de design e até no turismo, está se tornando um diferencial.
A tendência se fortalece à medida que consumidores procuram mais transparência nos produtos e nas empresas. Cada vez mais eles querem saber para onde vai o dinheiro que estão gastando. Este é um novo fator de decisão na hora da compra!

OURO COLORIDO

OURO COLORIDO 

Com o avanço da tecnologia e a facilitação na produção do ouro rosa/vermelho, HOJE, sinto que as joalherias se dividem entre as cores do metal precioso, o que, muitas vezes gera dúvidas em relação a que cor apostar: o tradicional e muito em alta amarelo, o clássico e eterno parceiro dos diamantes, o branco ou o revival do rosa/vermelho?
Enquanto a maioria dos joalheiros se concentra nestas cores, outros, muito ousados, brincam com as mais diversas tonalidades de ouro. Sabemos que as “receitas” das ligas de ouro colorido existem há muito tempo, mas a sua produção, principalmente em escala industrial, não é tão simples, o que deixava as peças coloridas restritas às jóias de autor e pequenos ateliers.
Foi Ida Benz, com a notícia do Purple Gold que me despertou para o assunto. Fiquei fascinada!
A empresa Aspial - com o apoio do World Gold Council e em parceria com um metalúrgico da universidade politécnica de Cingapura, desenvolveu uma liga comercial de ouro púrpura. As joalherias Aspial, LeeHwa e Goldheart desenvolveram coleções usando a novidade. A cor é maravilhosa! Chamam a atenção tanto pela beleza como pela intensidade. Os diamantes ganham um destaque inusitado pela coloração. Esta nova cor abre novas possibilidades para a joalheria, mas sua liga está patenteada e é de distribuição exclusiva da Aspial Corporation.
 
Ousadíssima, a Jarretiere tem revolucionado a produção de jóias coloridas. A marca italiana conquistou, pela quarta vez consecutiva, o prêmio Town and Country na categoria Best in Gold. As criações abusam das possibilidades de cores de ouro: verde, azul, preto, além de tons de rosa, amarelo e branco.
*Christina Termine, representante exclusiva da Jarretiere nos EUA, declarou à RevistaNational Jeweler que o ouro colorido atrai as clientes “fashion conscientes” tanto na faixa dos 30 como dos 40 anos.
Vejo a busca por um diferencial marcante o motor da criação de jóias de ouro colorido. Talvez este movimento seja uma das maiores inovações da joalheria nos últimos tempos. De uma forma indireta, uma maneira de joalheiros e designers  entrarem em sintonia com as inovações de produto, na medida que são todas propiciadas pelos avanços da tecnologia e podem criar desejos nunca antes imaginados. A liberdade de cores nas jóias, reflete liberdade de expressão e como tal, é  luxo extremo!

NO MUNDO DOS DIAMANTES

NO MUNDO DOS DIAMANTES 

Continua o mistério sobre o diamante encontrado recentemente na África do Sul.  O “maior diamante do mundo”, uma pedra de aproximadamente 7mil quilates e cor esverdeada, será mesmo um diamante? A expectativa é grande em relação ao resultado dos testes de comprovação e até agora as opiniões se dividem.
O maior diamante bruto descoberto, que se tem registro até hoje, tinha 3.106,75 quilates. Foi encontrado na África do Sul em 1905 e chamado de Cullinan. A pedra foi dada de presente ao Rei da Inglaterra Edward VII, que a enviou para ser lapidada em Amsterdam. Ele foi cortado em 9 pedras principais e 96 outras menores. O Cullinan I (Estrela da África) com 530.20 quilates está no cetro real. Outro diamante do Cullinan faz parte da coroa real da Rainha Elizabeth II. Estes e todos os demais diamantes originários do Cullinan pertencem à coleção da família real britânica.
Na lapidação, a novidade é o diamante de 99 facetas. A Kristall Corporation, empresa de lapidação russa, patenteou a novidade e concedeu licenciamento exclusivo à Dhamani Jewels, de Dubai. A idéia do número de facetas foi inspirada nos 99 nomes de Alá. As pedras serão gravadas a laser e produzidas em série limitada. Vamos aguardar o lançamento da coleção de jóias!
Quando vemos as “novidades” de diamantes - caveiras, luvas de box e capas de livro, as  jóias da realeza  e lapidações inspiradas pela religião parecem coisa de um passado bem remoto. A joalheria contemporânea quebrou as regras, misturando o diamante com materiais menos “nobres” e contestando os valores tradicionais, mas HOJE parece que virou uma brincadeira enfeitar com a “gema das gemas” objetos inusitados.
Na última semana de agosto, foi vendida a obra de arte mais cara de um artista vivo.  Uma  caveira, feita por Damien Hirst, intitulada  "For the Love of God" (Pelo Amor de Deus) de platina com 8.601 diamantes (com total de 1.106,18 quilates) e dentes de verdade foi vendida por cerca de US$100 milhões para um grupo de investimento. Segundo o artista inglês, a intenção da peça é representar uma celebração da vida.
Veja mais no link: http://www.joiabr.com.br/noticias/n300807a.html
A Diafuego é uma empresa que propõe extrapolar os limites das peças com diamantes e faz sob encomenda objetos variados como miniaturas de carros, microfones e até luvas de Box de ouro com diamantes, muitos diamantes!
Já o multimilionário Russo/britânico Roger Shashoua achou que o seu livro guia sobre como ficar extremamente rico (Dancing with the Bear: A Serial Entrepreneur Goes East, deUS$30) deveria ter uma versão extremamente rica também. O livro com 600 diamantes na capa pode ser encomendado por cerca de US$6 milhões. A pergunta é: quem tem dinheiro para comprar, precisa do livro e das dicas dele?
Humor e quebra de paradigmas são ótimos, mas parece que o diamante virou "o" recurso daqueles que querem lançar o mais caro seja do que for. Sinceramente, e infelizmente,  não vejo contestação ou inovação, mas sim uma banalização da preciosidade da gema e do requinte da joalheria. Por outro lado fiquei encantada com o texto – homenagem – da Diafuego aos diamantes:
“O diamante é um tesouro encantado, que envolve inacreditáveis contos de amor e de intrigas, amores ganhos e traídos, impérios conquistados e perdidos. Eles incorporam beleza, mistério e magia. Os diamantes se envolvem na fascinação de serem raros e únicos, não existem dois iguais. Todo diamante tem personalidade própria, que revela a história da sua longa jornada através dos processos da natureza até sua encarnação final como um objeto de esplendor explícito e, acima de tudo, o desejo na sua forma mais pura”.

O padroeiro dos ourives

o padroeiro dos ourives

Santo Elói (St. Eligius)
- Dia 1º de dezembro


Santo Elói, Bispo e Confessor
(+ França, 659)
Corria o século VII quando o rei Clotário II, desejoso de possuir um trono de ouro, reuniu grande quantidade desse metal e começou a procurar algum ourives que lhe executasse o serviço. Mas todos os ourives que encontrou, sendo desonestos, lhe diziam que o ouro acumulado não era suficiente. Afinal apareceu Elói, mestre afamado de ourivesaria, e declarou que aquele ouro era suficiente para a confecção do trono. O contrato celebrado, Elói recebeu o ouro e se pôs a trabalhar. Sendo honestíssimo, aproveitou bem o ouro recebido e conseguiu com ele fazer não somente um, mas dois tronos, e os entregou ao rei. Admirado com a honestidade do artista, Clotário o nomeou guardião e administrador do tesouro real. Essas funções foram mantidas por Elói durante o reinado de Dagoberto II, filho de Clotário. Depois de muitos anos de bons serviços ao rei e ao reino, o antigo ourives foi feito bispo de Noyon, revelando-se um grande e zeloso prelado que estendeu suas atividades apostólicas muito além dos limites de sua diocese e até mesmo do reino.
Curiosidade:
O personagem principal na tela “A Goldsmith in his Shop” (1449), de autoria do holandês Petrus Christus, tradicionalmente identificado como Santo Elói (ou Eligius), o padroeiro dos ourives, é mais provável um retrato de um verdadeiro ourives do século XV. O casal está comprando um anel de casamento que está sendo pesado, enquanto a faixa que se estende sobre a bancada é mais uma alusão ao matrimônio. O espelho convexo, que liga o espaço pictórico à rua, reflete dois jovens homens com um falcão (símbolo do orgulho e da ganância) e estabelece uma comparação moral entre o mundo imperfeito do telespectador e o mundo da virtude e do equilíbrio retratado na tela.