quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Ouro e Cobiça

Foi divulgado essa semana o trailer internacional de “Ouro e Cobiça”, novo filme de Matthew McConaughey (“Clube de Compras Dallas”), dirigido por Stephen Gaghan (“Syriana – A Indústria do Petróleo”), com roteiro de Patrick Massett e John Zinman (“Lara Croft: Tomb Raider”).
Confira o trailer abaixo:

A trama conta a história de Kenny Wells (McConaughey), um homem que decide mudar de vida e acaba sendo convencido pelo geólogo Michael Acosta (Ramirez) a viajar até a Indonésia, na busca de uma grande reserva de ouro, mas eles vão descobrir que manter o ouro com eles e fugir de ferozes inimigos que querem barrar seus negócios em Wall Street vai ser uma tarefa muito mais complicada do que eles previram.
O elenco ainda conta com Bryce Dallas Howard (“Jurassic World”), Edgar Ramirez (“Joy: O Nome do Sucesso”), Timothy Simons (“A Entrevista”), Toby Kebbell (“Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos”) e Rachael Taylor (“Jessica Jones”).
O filme estreia dia 9 de março de 2017 no Brasil.

Italiano descobre 'presépio' mais antigo do mundo no Egito Comente

Italiano descobre 'presépio' mais antigo do mundo no Egito
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ROMA, 22 DEZ (ANSA) - Uma criança pequena perto dos pais, uma estrela no horizonte e dois animais: o geólogo italiano Marco Morelli, diretor do Museu de Ciências Planetárias do Prato, na região da Toscana, pode ter descoberto o primeiro presépio da história, feito há cerca de 5 mil anos. O presépio em realidade trata-se de uma pintura rupestre que se encontra em uma pequena gruta na parte egípcia do deserto do Saara rebatizada de "Grotta dei Genitori" ("Gruta dos Pais", em português). A curiosa pintura foi encontrada pelo geólogo italiano durante uma expedição que fazia com o objetivo de explorar alguns locais entre o Vale do Rio Nilo e Gilf el-Kebir, no sudoeste do Egito e no sudeste da Líbia. 


O desenho foi realizado há cerca de 5 mil anos no teto da gruta com uma coloração ocre vermelho-acastanhada provavelmente por tribos nômades de caçadores e "recolhedores" de frutas e plantas do período Neolítico. "Fiquei surpreso com a incrível semelhança com o presépio cristão. É provável que [a pintura] represente uma figura 'clássica' para aquele período, o nascimento de uma criança ou a formação de um núcleo familiar, ou até rituais de presságio para o nascimento de um filho", disse Morelli à ANSA. No desenho rupestre, encontram-se três figuras humanas: um homem à direita, uma mulher à esquerda (que pode ser identificada pelos seios realizados nas partes laterais do corpo e pelas suas formas mais sinuosas) e um bebê no centro, posicionado um pouco acima dos pais talvez para representar o presságio de um nascimento ou de uma gravidez. Um pouco mais distante na imagem são visíveis dois animais de difícil interpretação: um deles um pouco mais acima das outras figuras e o outro à direita do desenho. Além disso, também à direita, pode-se ver uma forma circular que poderia representar um astro no horizonte. A descoberta da pintura foi feita em 2005, mas não foi divulgada por muitos anos já que os pesquisadores queriam estudá-la melhor em seus detalhes. "Nas nossas pesquisas não encontramos vestígios de 'presépios' tão antigos assim", afirmou Morelli. "Há muitas cenas familiares, mas em contextos e posições muito distintas. Elas representam cenas de caça, danças, pessoas caminhando. Aqui, ao contrário, encontramos uma família isolada, próxima a dois animais que parecem participar do evento do nascimento, sob aquele que parece ser um astro. Não encontramos uma cena deste tipo até o final do período Paleolítico Cristão", explicou o geólogo italiano. (ANSA)

Exploração ilegal de diamante se expande em Rondônia

Exploração ilegal de diamante se expande em Rondônia
O garimpo do diamante começou no início dos anos 2000 nas terras dos cinta-larga, onde continua até hoje, também com aliciamento de indígenas
Responsável por mortes e destruição ambiental em território dos índios cinta-larga, o garimpo de diamantes ganhou uma nova frente na vizinha Terra Indígena Sete de Setembro, dos paiter-suruís. A invasão coloca em risco uma das principais referências de gestão territorial da Amazônia.

Nesta quarta-feira (16), agentes do GEF (Grupo Especializado de Fiscalização) do Ibama tentaram desmontar um dos principais focos de garimpo da Sete de Setembro, situada entre os Estados de Rondônia e Mato Grosso, mas foram impedidos por paiter-suruís aliciados por garimpeiros.



Imagens da operação mostram que os indígenas ameaçaram entrar em confronto com os agentes, que só conseguiram queimar uma das pelo menos cinco escavadeiras no local. A um custo de R$ 500 mil por unidade, é o equipamento mais caro do garimpo.

O garimpo do diamante começou no início dos anos 2000 nas terras dos cinta-larga, onde continua até hoje, também com aliciamento de indígenas. A região é considerada uma das maiores jazidas do mundo.

O auge da exploração ocorreu em 2004, quando havia cerca de 5.000 não-índios no local. Naquele ano, os cinta-larga mataram 29 deles, provocando uma interrupção temporária.

Contrário à atividade, o cacique Almir Suruí diz que os primeiros diamantes foram encontrados neste ano, aumentando a invasão na 7 de Setembro –desde 2014, havia começado o garimpo ilegal de ouro dentro da terra indígena.

"Isso traz impactos ambientais e sociais e também cria uma briga interna muito grande. Explorar ilegalmente só traz prejuízo", afirma Almir, 42, uma das lideranças indígenas mais reconhecidas no Brasil.

Sob o comando de Almir, os paiter-suruís, contactados pelo branco em 1969, se tornaram o primeiro povo indígena do mundo a vender créditos de carbono, cujo dinheiro financia projetos como plantações de banana e extração do babaçu.

Almir também negociou um acordo com o Google para monitorar a terra indígena por meio de georreferenciamento –ferramenta usada pelo Ibama no planejamento da operação.

Para ele, a atividade ilegal dentro da terra indígena "tira autonomia e deixa os indígenas reféns dos madeireiros e dos garimpeiros".

Na sexta-feira (18), a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Funai fizeram uma reunião em Cacoal (RO) com lideranças indígenas envolvidas com garimpo para tentar convencê-las a abandonar a atividade.

"Queremos atuar de forma pacífica e coibir o garimpo ilegal sem o risco elevado de confronto dos indígenas", disse o superintendente da PF em Rondônia, Araquém Alencar.

Trump pode ajudar a recuperar venda de diamantes, diz produtora

Trump pode ajudar a recuperar venda de diamantes, diz produtora

Susanne Barton e Danielle Bochove
(Bloomberg) -- Mais uma commodity deverá se beneficiar com as políticas de Donald Trump: os diamantes.
"É provável que sejam positivas, certamente a curto prazo -- impostos menores e mais empregos se traduzem em mais renda disponível e em mais compras de diamantes", disse Bruce Cleaver, CEO da maior produtora do mundo, a De Beers, em entrevista concedida na terça-feira, no escritório da Bloomberg em Nova York.
Se realmente gerarem uma demanda maior por itens de luxo nos EUA, as políticas do presidente eleito dariam novo impulso a uma projeção de recuperação modesta para os diamantes, segundo Cleaver. A De Beers, uma unidade da Anglo American, estima que as vendas permanecerão estáveis ou serão ligeiramente menores neste ano, em parte devido à força do dólar americano, antes de crescerem "um pouco" no ano que vem.
A De Beers reportou um declínio nos preços de cerca de 7 por cento no primeiro semestre e Cleaver afirmou que os preços dos diamantes polidos estão "razoavelmente estáveis" no segundo semestre. A perspectiva de preço para o ano que vem provavelmente não ficará "descontroladamente fora de sintonia" com a projeção de vendas, disse Cleaver.
A longo prazo, o mercado será respaldado pela perspectiva de que o crescimento da demanda superará a expansão da oferta em 2018 ou 2019, disse ele. A exploração é difícil e a De Beers desconhece qualquer descoberta que possa mudar a curva da oferta, hoje plana.
As commodities industriais, como o cobre e o minério de ferro, ampliaram o rali após a eleição dos EUA porque os investidores se concentraram na demanda adicional de até US$ 1 trilhão em investimentos em infraestrutura.
Embora a desregulação geralmente seja boa para os negócios, não está claro quais efeitos as políticas de Trump provocarão no restante do mundo, disse Cleaver, considerando também que o dólar americano mais forte tornará as commodities mais caras em outras moedas.
Ele espera alguma consolidação nos segmentos de corte, polimento e varejo do negócio de diamantes, embora as fusões e aquisições entre produtoras de diamante sejam improváveis.

'Grandes oportunidades'

A China e a Índia oferecem "grandes oportunidades" de aumento da demanda, disse ele. "Com cada vez mais famílias passando à classe média em países em crescimento, há cada vez mais consumidores potenciais de diamantes."
No início do mês, a De Beers anunciou que inundaria sua mina de diamantes deficitária de Snap Lake, nos Territórios do Noroeste, no Canadá, um método mais barato de manter o local em termos de cuidado e manutenção. A companhia acredita que a mina poderá ser reativada no futuro, dependendo das condições de mercado, mas quanto

Diamantes são mais eternos do que casamento para jovens chinesas

Diamantes são mais eternos do que casamento para jovens chinesas

Bloomberg News
1,
  • Martial Trezzini/AP
Jily Ji tinha 24 anos quando ganhou de seus pais seu primeiro anel de diamante, de 2,5 quilates. Nos três anos que se passaram, a assistente executiva em Xangai reuniu uma coleção de 15 peças de diamantes, incluindo um anel, brincos longos e colares que ela mesma comprou.
"Não precisamos esperar passivamente que um homem nos dê um diamante de presente", disse ela, solteira e com formação universitária. "Joias de diamantes são uma forma natural de nos expressarmos. São um investimento muito melhor do que a maioria dos itens da moda porque além de aumentarem de valor também podem ser transmitidas a outras gerações."
Independente financeiramente, com formação universitária e nascida na China depois de 1980, Ji personifica um grupo de consumidores-chave para o crescimento do setor mundial de diamantes. A chamada geração Y responde por 68 por cento das vendas de joias de diamantes por valor no país mais populoso do mundo -- equivalente a US$ 6,76 bilhões no ano passado, segundo uma pesquisa feira pela De Beers, a maior produtora de diamante do planeta.
As mulheres da geração Y -- definidas pela De Beers como aquelas com 18 a 34 anos -- gastaram cerca de US$ 26 bilhões em joias de diamante em 2015 nos quatro principais mercados do mundo, comprando mais do que qualquer outra geração, disse o CEO Bruce Cleaver em um relatório em setembro. Essas 220 milhões de potenciais consumidoras de diamantes ainda estão a uma década da etapa mais próspera de suas vidas e representam uma "oportunidade significativa" para o setor, disse Cleaver.
Aproveitar essa oportunidade poderia elevar o preço das gemas, que recuou 18 por cento no ano passado, a maior queda desde 2008.

Marca de conquistas

Para a geração Y chinesa os diamantes são mais uma marca cheia de estilo de conquistas do que um símbolo do amor eterno, disse Joan Xu, vice-diretora de planejamento em Xangai da J. Walter Thompson, uma agência de publicidade. Essa tendência está mudando o modo em que companhias como Chow Tai Fook Jewellery Group e Lao Feng Xiang, negociada em Xangai, criam e publicitam joias na China.
A Chow Tai Fook, cuja metade da clientela é da geração Y, lançará novas linhas e produtos até o fim de 2017 e contratou porta-vozes como o cantor e ator sul-coreano Li Min-ho, 29, e o rapper G-Dragon, 28, para atrair consumidores jovens, disse Adrian Cheng, diretor-executivo da Chow Tai Fook, em entrevista em Hong Kong.
A Lao Feng Xiang, que tem sede em Xangai e pertence majoritariamente ao governo de Xangai, com 3.000 lojas em toda a China e 5,4 por cento do mercado, também está empenhada em oferecer mais opções às jovens chinesas, disse o gerente de marketing Wang Ensheng.
"Essa consumidora não quer joias supercaras", disse Wang, em entrevista por telefone. "Ela está em busca da moda, ela troca de visual todos os dias e quer joias para combinar. Precisamos oferecer a ela joias personalizadas e únicas -- mas não muito caras, porque ela terá várias, não apenas uma joia de diamante."