sexta-feira, 28 de julho de 2017

Granada: A pedra preciosa do Mês de Janeiro

Granada: A pedra preciosa do Mês de Janeiro

Muito se especula sobre as origens dos simbolismos que as pedras preciosas têm carregado ao longo dos anos, ultrapassando até mesmo os limites das mais distintas civilizações e culturas. No entanto, ainda hoje não há consenso sobre a gênese da questão.

Há quem aposte em escritos dos séculos I e IV que relacionam cada mês do ano a gemas específicas.
Há também quem acredite que tudo começou com Moisés. Ele, guiado por instruções divinas, ordenou que seu irmão Aaron – primeiro pastor-chefe da História – usasse uma vestimenta adornada por 12 pedras preciosas. A dúzia de gemas representava as 12 tribos de Israel e, após mutações temporais, os signos do zodíaco e os meses do ano.
Moisés teria iniciado a relação entre as pedras preciosas com cada mês do ano
Há ainda quem diga que as pedras só foram associadas ao mês do nascimento na primeira metade do século XVIII (antes disso elas eram relacionadas a práticas terapêuticas). Nesta vertente prega-se o uso de uma pedra mensal que ao final do período era trocada por outra. Misticamente, isso geraria uma aura protetora sob os indivíduos – como se funcionassem como talismãs da sorte. Isso também pode ser dito sobre a associação das gemas aos signos, que em tese permitem a ampliação da influência vibratória dos planetas.
Mas o que foi comprovado de verdade é que isso tudo não passa de especulação. De concreto mesmo existe uma tabela – divulgada pelos mais diferentes meios de comunicação – que atribui uma pedra preciosa específica a cada mês do ano.
Mês Um: A explosão do vermelho
Janeiro é conhecido por ser o mês da Granada. E não confundam, aqui não estamos falando de bombas ou algo semelhante. Derivado do latim, de “Granatus”, o nome significa “grão” em português.
No entanto, muitos relacionam a sua etimologia à outra palavra latina, “pomegranate”, que em nossa língua significa romã (fruta que apresenta cor vermelha forte). Há ainda a correlação com “carfunculus”, que em tradução para o português fica “pedra de luz“. Isso porque em algumas lendas antigas uma grande granada iluminou a Arca de Noé.
Romã
Apesar de possuir exemplares das mais diversas colorações, as granadas mais comuns são rubras, em suas mais variadas tonalidades. No entanto é possível encontrar pedras verdes, amarelas, laranjas, castanhas, brancas e até incolores. A única cor que uma granada nunca apresentará será o azul (e suas variações)!
Como não é difícil deduzir, o mês de janeiro é regido por uma pedra de fogo, guardiã do amor e da paixão e, portanto, uma estimulante do sexo. Ainda atribui-se a ela o poder de decisão, fidelidade e simpatia.
Localização e especificações técnicas
As granadas podem ser encontradas em todos os continentes do mundo, mas os seus principais centros de extração estão localizados na África do Sul, Sri Lanka, Madagascar, Brasil, Índia e Austrália.
Granada, pedra preciosa do mês de Janeiro
As pedras em questão variam pouco quanto às suas propriedades. Elas apresentam peso entre 3,6 e 3,8, dureza na casa dos 7,25 e índice de refração de 1,75 ou superior. Podem ser fusíveis e refrativas.
Efeitos terapêuticos
Como são predominantemente rubras, as granadas foram automaticamente associadas ao sangue e ao coração pelos povos antigos. Por isso, ainda hoje há quem as utilize na tentativa de interromper sangramentos ou ainda para a proteção contra feridas, depressão, pesadelos e venenos. Acredita-se ainda que a pedra preciosa fortaleça o coração, direcionando o ritmo e os batimentos cardíacos, além de prezar pela pressão e pela circulação sanguínea.

Fonte: Planeta
 

Uma empresa como a Vale não deveria ter dívida, diz CEO

Uma empresa como a Vale não deveria ter dívida, diz CEO


A dívida líquida da Vale atingiu 22,12 bilhões de dólares no segundo trimestre de 2017. Por estar na moeda estrangeira, valorização do dólar em relação ao real impactou a dívida e foi uma das principais causas para a queda do resultado da mineradora. O lucro líquido da Vale no segundo trimestre do ano somou 60 milhões de reais, recuo de 98,3% em relação ao observado no mesmo intervalo do ano anterior.
Por isso, para tornar a empresa mais sustentável e saudável, a mineradora tem planos para reduzir o endividamento para 15 a 17 bilhões de dólares. No entanto, a redução de quase um terço da dívida não é o suficiente para Fábio Schvartsman, presidente da companhia desde maio deste ano. “Uma dívida de 15 bilhões de dólares ainda é muito alta. Vamos continuar perseguindo números menores”, afirmou ele, em conferência à imprensa sobre os resultados trimestrais.
A companhia depende muito de minério de ferro, disse o presidente, uma commodity muito volátil. Cerca de 50% do faturamento vem desse único mineral. Por isso, Schvartsman declara que “não faz nenhum sentido a empresa carregar uma dívida, com esse grau de volatilidade no seu principal produto. É muito perigoso”. No intuito de diminuir a dependência da commodity, a Vale está realizando uma pesquisa para diversificar seus negócios.

Mudança de estratégia

A estratégia para o níquel será modificada. Em vez de continuar investindo em novas plantas e em aumentar a capacidade de produção, a ordem agora é tornar o negócio rentável.
Grande parte do dinheiro alocado até então era tendo em vista a melhora futura do preço do níquel. “Vamos parar de sonhar com um preço que não existe e que ninguém tem condições de fazer acontecer e transformar a exploração do níquel em um negócio viável com o preço que temos hoje”, disse o presidente.
Já o cobre, cada vez mais escasso e necessário, será foco de investimentos da empresa. “É o extremo oposto do níquel. Temos grande oportunidade de transformar a divisão em rentável”, afirmou.
A visão de rentabilidade já tem seus primeiros reflexos no balanço da companhia. No trimestre, os investimentos totalizaram 894 milhões de dólares, menor número desde 2006. O objetivo é reduzir ainda mais o Capex para 2018.
Fonte: Exame

   

Criou-se um monstrengo’, diz presidente da Vale sobre novo marco da mineração

Criou-se um monstrengo’, diz presidente da Vale sobre novo marco da mineração


O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, disse que o novo marco regulatório da mineração, anunciado pelo governo nesta semana, é um “monstrengo” que traz insegurança jurídica para o setor. ”Criou-se um monstrengo, com o perdão da palavra”, afirmou em crítica às mudanças na base de cálculo dos royalties sobre as empresas que extraem minério. A declaração foi feita durante teleconferência com jornalistas para divulgar os resultados do segundo trimestre, nesta quinta-feira (27).
A Vale lucrou R$ 60 milhões entre abril e junho, queda de 98% frente ao mesmo período do ano passado. Os ganhos foram afetados pela desvalorização do real, que fez com que a dívida em dólar crescesse. Os royalties são taxas pagas pelas companhias ao governo para explorar recursos naturais. Além de as alíquotas para alguns minérios terem aumentado, essas taxas agora passarão a ser cobradas sobre o faturamento bruto das empresas, e não mais sobre a receita líquida (da qual são excluídas custos como frete e que é, portanto, menor).
Com a mudança, que passa a valer em novembro, o governo espera aumentar a arrecadação com essa contribuição em cerca de 80%. “[O governo] vai tributar frete agora, o que não faz sentido se o objetivo é tributar a mineração”, pontuou Schvartsman. Ele ainda reclamou que as alterações farão com que a empresa pague royalties também sobre a etapa de pelotização, processo de aglutinar as partículas de minério.
“Pelotização é operação industrial de alta complexidade. Tributar como se fosse minério, me parece que [o governo] está errando feio. Aqui no Brasil, inclusive, [esse ramo] é sujeito a IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados], o que prova que é uma indústria, assim como a siderurgia”, disse.
O executivo disse que os gestores da Vale ficaram “bastante chateados” com as mudanças na regulação porque elas representam aumento de custos e vieram “em uma hora ruim”, em que a empresa está competindo internacionalmente em um “mercado difícil”.
“A pior parte é a insegurança jurídica que esse movimento vai trazer. (…) O pior não é ter impostos aumentados, é não saber na verdade qual o imposto que vai pagar no fim do dia, não saber o que prevalece”, disse, emendando que ainda não é possível calcular o impacto financeiro que a mineradora terá com a medida.
Dívida baixa e diversificação
Schvartsman disse que vai trabalhar para que a Vale reduza significativamente o seu endividamento. A meta é que a dívida líquida, que subtrai dos financiamentos o dinheiro em caixa e hoje está em US$ 22,1 bilhões, não ultrapasse a marca de US$ 15 bilhões.
Esse patamar, porém, não será atingido neste ano. “Quem sabe no ano que vem”, afirmou o executivo.
Segundo ele, não é sustentável que a mineradora tenha dívidas altas enquanto suas receitas ainda estiverem muito atreladas à venda de minério de ferro, uma commodity cujos preços variam muito no mercado.
“Não faz nenhum sentido carregar dívida com o seu principal produto com esse grau de volatilidade”.
Ele também quer que a empresa diversifique as fontes de faturamento, ampliando a presença nos segmentos de níquel e cobre, por exemplo, mas desde que não precise se endividar mais para isso.
“Se quisermos diversificar, fazer outras coisas, terá que ser por outros mecanismos que não esse. (…) Não há razão de ter dívida nessa companhia”, concluiu.
 Samarco
Schvartsman disse que não há previsão para a retomada das operações da controlada Samarco, fechada desde o desastre ambiental que deixou 19 mortos em Mariana, Minas Gerais, em novembro de 2015.
A expectativa do Ministério de Minas e Energia era de que a empresa voltasse a funcionar no segundo semestre deste ano.
A Samarco é uma sociedade entre a Vale e a anglo-australiana BHP Billiton. A mineradora enfrenta um impasse jurídico com uma das cidades mineiras onde precisa captar água, o que a impede de conseguir licenças ambientais necessárias para operar.
Fonte: G1

Resultados da Anglo American no primeiro semestre de 2017

Resultados da Anglo American no primeiro semestre de 2017


Dividendos retomados à medida em que a dívida líquida foi reduzida para US$ 6,2 bilhões, impulsionados pelos US$ 2,7 bilhões de fluxo de caixa livre.
Mark Cutifani, CEO da Anglo American, disse: “Os benefícios do nosso incessante foco em gerar eficiência por meio das operações e na evolução da qualidade do nosso portfólio resultaram em uma mudança gradual em desempenho operacional e rentabilidade. Na primeira metade, nós entregamos um aumento adicional de 20% em produtividade, um aumento de 68% no EBITDA e US$ 2,7 bilhões em geração de caixa – resultado de um extenso trabalho de auto-ajuda e de investimentos de capital fortemente controlados, dentro de um ambiente de preços mais forte.
Nós praticamente reduzimos à metade nossa dívida líquida para US$ 6,2 bilhões ao longo do ano passado, nos colocando bem abaixo do nosso objetivo de US$ 7 bilhões para o final do ano. Nosso balanço patrimonial significativamente aprimorado, com a dívida líquida sobre capital total a 19% e dívida líquida sobre EBITDA anualizado em 0,8x, suportou a decisão de retomar o pagamento de dividendos seis meses antes do prazo, estabelecendo uma política de pagamento em um nível-alvo de 40% dos  lucros subjacentes. Isso equivale a um pagamento de dividendos de US$ 0,48 por ação para esta metade do ano.
Olhando para frente, nosso foco continuará em aprimorar o desempenho operacional e converter produção e os melhores custos em uma geração de caixa consistente, ao mesmo em que devemos manter uma rigorosa disciplina na alocação de capital. Estamos agora em uma posição para considerarmos opções de crescimento gradual e de retornos de capital a partir de nosso importante potencial mineral não desenvolvido.” 
Visão Geral - Seis meses, terminados em 30 de junho de 2017
- Resultado operacional antes da depreciação – EBITDA – gerado de US$ 4,1 bilhões, um aumento de 68% se comparado aos US$ 2,5 bilhões do primeiro semestre de 2016. – A margem EBITDA aumentou 5 pontos percentuais adicionais quando comparada a dezembro de 2016.
-Lucro atribuível aos acionistas de US% 1,4 bilhão (no primeiro semestre de 2016, houve perda de US$ 0,8 bilhão).
- Melhorias no custo e nos volumes de US$ 0,6 bilhão – no caminho certo para atingir a meta de US$ 1 bilhão para o ano inteiro – volumes de produção aumentaram em 9% (Cu eq)(2)
- Geração de caixa de US$ 2,7 bilhões (no primeiro semestre de 2016: US$ 1,1 bilhão)
- Dívida líquida reduzida em 27% para US$ 6,2 bilhões (ano fiscal de 2016: US$ 8,5 bilhões), à frente da meta de US$ 7 bilhões para o fim do ano.
- Dividendos retomados a US$ 0,48 por ação no primeiro semestre, equivalentes a 40% dos lucros subjacentes do primeiro semestre. – Política de dividendos objetivando o pagamento de 40% dos lucros subjacentes.
MINÉRIO DE FERRO BRASIL
Resumo financeiro e operacional
O resultado operacional antes da depreciação, EBITDA, totalizou US$ 253 milhões, um aumento significativo em relação ao primeiro semestre de 2016 (perda de US$ 9 milhões), refletindo o aumento da produção do Minas-Rio e o término da capitalização dos resultados operacionais em janeiro de 2017. O preço médio FOB realizado foi de US$ 66/tonelada métrica úmida (equivalente a US$ 72/tonelada métrica seca), US$ 22/tonelada, ou 50% maior do que a alcançada no primeiro semestre de 2016. O custo unitário FOB foi de US$ 29/tonelada, US$ 3/tonelada inferior ao ano anterior, como resultado de maiores volumes de produção, juntamente com iniciativas de redução de custos, parcialmente compensadas pelo fortalecimento do real.
O ponto de equilíbrio do preço médio realizado (CFR) foi US$ 8/tonelada inferior a US$43/tonelada (no primeiro semestre de 2016 era US$ 51/tonelada), como resultado de custos unitários mais baixos e maiores prêmios de qualidade do minério vendido, compensado por maiores custos de frete.
Mercados
O preço do minério de ferro no IODEX foi em média de US$ 74/tonelada no primeiro semestre de 2017, valor 42% superior ao do primeiro semestre de 2016. Apesar da contração na política monetária da China, a atividade econômica manteve-se dinâmica, com a produção industrial e o investimento em ativos fixos estimado aumentando em 6,7% e 8,5%, respectivamente, ao longo do primeiro trimestre de 2016. Isto, juntamente com o encerramento de capacidade no país, resultou em um aumento ano a ano de 60% nos preços do aço doméstico da China. As margens melhoradas levaram as usinas chinesas a aumentar os níveis de capacidade de utilização. A produção de aço aumentou 4,5% em comparação com o período correspondente em 2016, apoiando a demanda por minérios de alto grau, com o índice MB66 ganhando 52% ano a ano. O aumento da oferta, no entanto, é um dos principais desafios para o mercado de minério de ferro. No final do primeiro semestre de 2017, os estoques de minério de ferro nos principais portos chineses atingiram um recorde de 140 Mt e os fornecedores de minério de ferro sensíveis ao preço nos mercados doméstico e marítimo estão operando a taxas sazonalmente mais fortes.
Performace operacional
A produção de minério de ferro, base úmida, no Minas-Rio aumentou para 8,7 milhões de toneladas durante o primeiro semestre de 2017, um crescimento de 27% em relação ao primeiro semestre de 2016, já que a operação continua em ramp-up até sua capacidade operacional.
Outlook Operacional
O foco permanece na manutenção da estabilidade operacional e na obtenção, no segundo semestre de 2018, das licenças da Fase 3, necessárias para que a operação atinja a sua capacidade máxima de 26,5 Mt (base úmida). A expectativa de produção total de níquel em 2017 permanece inalterada, em 16-18 Mt.
NÍQUEL
Resumo financeiro e operacional
O resultado operacional antes da depreciação, EBITDA, redução de US$ 9 milhões para US$ 15 milhões (no primeiro semestre de 2016 era US$ 24 milhões), refletindo uma taxa de câmbio desfavorável e maiores custos, parcialmente compensado por maior preço do níquel.

Os custos unitários em dólares norte-americanos aumentaram 12% para 363c/lb (no primeiro semestre de 2016 era 323 c/lb), uma vez que taxas de câmbio adversas, aumento de custos e menores volumes de vendas foram parcialmente compensados por outros itens, incluindo custos menores de energia.

Mercados
O preço médio de níquel na LME (cash settlement price) aumentou 13% para 443 c/Ib, em relação ao primeiro semestre de 2016.
A demanda de níquel melhorou fortemente em 2016 e o mercado entrou em déficit, com esse impulso continuando no primeiro semestre de 2017. Isso levou a uma redução nos estoques globais de níquel, que diminuiu 14% durante os 12 meses encerrados em 30 de junho de 2017. Devido a uma escassez de níquel-ferro (ferroníquel, níquel pig iron e sucata de aço inoxidável), o ferroníquel foi negociado acima do valor do preço do níquel na LME. (ferronickel traded at a premium to the LME nickel price.)
Performance operacional
A produção de níquel diminuiu 5% para 21.200 toneladas (no primeiro semestre de 2016 foi de 22.300 toneladas), uma vez que as instabilidades em ambas as operações de fundição afetaram negativamente o desempenho da produção de Barro Alto em fevereiro. As causas principais foram resolvidas e as operações retornaram ao desempenho estável no segundo trimestre. A produção de metal da Codemin foi inferior ao ano anterior em aproximadamente 200 toneladas.
Perspectiva operacional
A expectativa de produção total de níquel em 2017 permanece inalterada, em 43.000 – 45.000 toneladas.

Fonte: Anglo American

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Diamante bruto do tamanho de bola de tênis é muito grande para ser vendido

Diamante bruto do tamanho de bola de tênis é muito grande para ser vendido

O valor da pedra, que chegou ao lance de US$ 61 milhões, ficou abaixo da expectativa



Modelo exibe o diamante bruto "Lesedi La Rona", de 1109 quilates durante evento da Sotheby's em Londres (Foto: Dylan Martinez/Reuters)
No misterioso mundo da mineração de diamantes, algumas pedras parecem ser muito grandes para serem vendidasA Lucara Diamond Corp, do Canadá, terá que cortar seu diamante bruto do tamanho de uma bola de tênis para encontrar um comprador, dizem pessoas da indústria, após um fracassado leilão da Sotheby\'s para a maior pedra bruta do mundo no verão passado no hemisfério norte
Não é o final que William Lamb queria para sua pedra de 1.109 quilates chamada "Lesedi La Rona", ou "nossa luz", em uma das línguas oficiais de Botsuana, onde foi obtida.
"É apenas a segunda pedra recuperada na história da humanidade com mais de mil quilates. Por que você iria querer polir isso?", disse o presidente-executivo da Lucara.
"A pedra em forma bruta contém um potencial incontável... Assim que você polir em uma solução, todo o resto se foi."
Lamb tinha apostado que os colecionadores ultra-ricos, que compram e vendem obras de arte preciosas por somas recordes em leilões fariam o mesmo com o diamante bruto.
A aposta sem precedentes falhou.
A licitação para a pedra de 2,5 a 3 bilhões de anos ficou parada em US$ 61 milhões - abaixo da reserva de US$ 70 milhões.
"Quando é um diamante muito grande? Penso que descobrimos que, quando você ultrapassa mil quilates, é muito grande - certamente do ponto de vista de analisar as pedras com a tecnologia disponível", disse o analista de mineração da Panmure Gordon, Kieron Hodgson.
"No final do dia, se trata de entender o que a pedra pode produzir. E a indústria agora não trabalha com dificuldades tanto quanto costumava fazer 20, 30 anos atrás".
(Reportagem de Susan Taylor
Fonte: Exame