domingo, 29 de outubro de 2017

Tecnológicas com maior disparo da era Trump. S&P 500 também renova recordes

Tecnológicas com maior disparo da era Trump. S&P 500 também renova recordes

Um conjunto de bons resultados de títulos como a Alphabet, Amazon e Google impulsionou os ganhos no sector tecnológico para a melhor sessão em quase um ano. As acções foram ainda animadas por dados na frente económica e expectativa de maior definição na política monetária.
Tecnológicas com maior disparo da era Trump. S&P 500 também renova recordes
Reuters

27 de outubro de 2017 
Os títulos das tecnológicas destacaram-se nas bolsas norte-americanas na sessão desta sexta-feira, 27 de Outubro,  levando o índice de referência Nasdaq a novos recordes na sequência de resultados positivos das cotadas e dados melhores que o esperado para o PIB dos EUA.

O optimismo dos investidores, numa sessão que começou mista com o índice industrial do lado das perdas, acabou por generalizar-se ao longo do dia, contagiando igualmente o transversal S&P500, que registou também um novo recorde histórico.

Fechada a sessão, o Dow Jones foi o único que escapou à maré de máximos, penalizado por empresas do sector petrolífero e terminando a valorizar 0,14% para 23.434,19 pontos. O novo máximo do S&P 500 é de 2.581,06 pontos, após uma apreciação de 0,81% enquanto o Nasdaq teve a melhor sessão desde 7 de Novembro do ano passado - um dia antes das eleições que dariam a vitória a Donald Trump -, subindo 2,20% para 6.701,26 pontos.

Antes da abertura da sessão foi anunciado que a economia norte-americana cresceu 3% no terceiro trimestre em termos anuais, acima do estimado pelos analistas (que apontavam para 2,5%) e depois de ter progredido 3,1% nos três meses anteriores.

A Alphabet, casa-mãe da Google, fechou a subir mais de 4% após lucros e receitas acima do esperado impulsionados pela actividade publicitária. A Microsoft subiu mais de 6% também a beneficiar de resultados surpreendentemente bons, resultantes do negócio de armazenamento em "cloud" (nuvem).

A Amazon progrediu mais de 13%, com os resultados a reflectirem o contributo positivo da cadeia de retalho alimentar Whole Food e a Apple, que hoje disse que as pré-encomendas para o seu novo iPhone X superaram qualquer expectativa, ganhou mais de 3,5%.


A contribuir para os ganhos esteve também uma maior definição na política monetária norte-americana, depois de a Casa Branca ter anunciado que Donald Trump revelará o nome do novo presidente da Reserva Federal na próxima semana. A Bloomberg noticiou hoje que o presidente dos EUA está inclinado para nomear Jerome Powell, visto como defendendo uma transição mais suave de política monetária.

A marcar a sessão a nível internacional esteve ainda a incerteza vivida ao longo do dia em Espanha, com o parlamento catalão a declarar a independência da região e, horas depois, o governo de Madrid a anunciar as primeiras medidas a implementar para fazer valer o artigo 155 da constituição - demissão do governo da Catalunha e marcação de novas eleições para 21 de Dezembro.

Fonte: Reuters

O brilho do diamante

O brilho do diamante

O bem mais mítico do mundo poderá perder rapidamente o seu valor no mercado global. Quem coloca a hipótese são os próprios agentes da oferta, assustados com a geração que atinge agora a maturidade.
O brilho do diamante

 
Que todas as instituições mais sólidas do mundo, da família ao direito ao trabalho, estejam a sofrer abalos ciclónicos nos dias que correm só é novidade, ou uma preocupação recente, para os mais distraídos. Mas que o bem que simboliza por excelência a posse, o charme, a sedução, o poder e a riqueza, entre várias outras propriedades raras, possa de repente e irreversivelmente perder o brilho, será ainda um choque para a larga maioria de nós. No entanto, é isso que poderá vir a acontecer muito rapidamente com o diamante, se tivermos em conta os sinais que surgem dos principais "players" deste mercado, a começar pelo gigante mineiro De Beers.

O estado de preocupação do sector foi referenciado recentemente por uma notícia do Financial Times ("miners out to prove diamonds are still a cut above", 20 de Maio, pesquisável através de motores de busca), que dava conta de um paradoxo interessante, aquele criado pelo actual momento do mercado, por um lado, e o cenário a curto prazo desenhado pelos agentes da oferta, por outro lado.

Quanto ao primeiro, os indicadores não são para euforia, mas estão longe de ser deprimentes. Assim, o lucro da venda de diamantes para joalharia, a nível global, tem crescido sustentadamente desde 2009. No ano passado, aumentou 1% em relação a 2015, tendo o mercado global atingido os 80 biliões de dólares. Assim, tudo menos um mercado deprimido. Mas, este é o outro lado do paradoxo para os "players", o futuro próximo do mercado está subordinado à lei cruel da demografia, e esta mostra que o poder de compra actual e a médio prazo pertence à geração "millennials", ou geração dos milenares, aqueles nascidos entre 1980 e 1996.

Para a De Beers e os seus pares, a chegada da geração referida à idade madura é uma péssima notícia, por várias razões. A primeira, ou a mais forte, é que as estatísticas credíveis dos países ocidentais mostram que esta geração se envolve em noivado e casa em muito, mas muito, menor número. Ora, dizem os "players", homem sério e digno até agora não encetava noivado ou casamento sem oferecer uma jóia com diamante à sua paixão.

Se a tendência se mantiver, ou agravar, acrescentam os agentes, uma fatia importante do mercado irá desaparecer. Mas a geração milenar constitui ainda uma preocupação devido a outros valores ou ideias. De facto, parece, ou assim indicam os dados existentes, que esta é a geração que prefere a experiência à posse de um bem, e que tem preocupações de sustentabilidade ecológica e de direitos humanos, o que os faz desconfiar dos métodos da indústria diamantífera.

Além das dores de cabeça gerada pela geração dos milenares, os produtores têm ainda uma outra frente de combate. Aquilo que parecia impossível, um diamante criado em laboratório pelo homem ter valor, está afinal a acontecer, como mostram os relatórios de venda do, por exemplo, Diamond Foundry, um dos líderes deste sector. A razão para os diamantes de laboratório estarem a ser aceites pelo mercado é muito simples: o preço é menor 30 a 40%.

Assim, perante esta conjuntura, os agentes da oferta reuniram-se pela primeira vez numa associação e planearam uma campanha de comunicação que está agora no terreno. A mensagem não podia ser outra: "Real is Rare." Os próximos tempos serão fascinantes para aqueles que se interessam por um dos bens mais míticos do mundo. Especialmente para aqueles que investiram ou tencionam investir em diamantes. Será que a pedra irá manter o seu brilho, ou a cultura de uma geração irá acabar com ele?
Fonte: De Beers

20 lugares surreais nos Estados Unidos para visitar antes de morrer

Se você gosta de fazer viagens em lugares exóticos, não pode perder esta lista de 20 lugares surrealmente fantásticos nos EUA. Num país de grande dimensão, cada canto reserva variedade paisagística, com destaque para montanhas, canyons e cachoeiras de dar inveja a qualquer mortal.
No Alasca, por exemplo, é possível encontrar desde cavernas de gelo surreais como apreciar o fenômeno Aurora Boreal no céu noturno. Campos de tulipas, que você acreditava serem possíveis só na Holanda, podem ser encontrados em Washington. Na Flórida, uma ilha paradisíaca não deixa a desejar, nos transportando diretamente para o Caribe.
Confira abaixo mais detalhes destes destinos que enchem os olhos de curiosidade e beleza:
1. Mendenhall Glacier Caves, Alasca
A geleira com formato interessante tem 12 km de extensão e fica em Mendenhall Valley of Juneau. Para ir até ela, é preciso seguir a trilha de West Glacier, para ter a chance de ver essas “nuvens” mais de perto e, quem sabe, tocar nelas.
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2. Oneonta Gorge, Oregon
Essas paredes forradas com musgo do Oneonta Gorge ficam no Columbia River Gorge, que forma um conjunto de plantas aquáticas e florestais. O fantasioso cenário parece ter saído de um livro, do qual os visitantes podem fazer parte ao caminhar pelo córrego. 
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3. Campo de Tulipas Vale de Skagit, Washington
Coloridos e encantadores, os campos de tulipas chamam a atenção em qualquer lugar do mundo. Em Washington, centenas de milhares de visitantes vão ao local no mês de abril, quando a Primavera dá as caras. A caminhada é feita por meio de um passeio de carro.
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4. Maroon Bells-Snowmass Wilderness, Colorado
Localizado nas montanhas Elk de Colorado, essa área deserta reserva mais de 100 km de trilhas. A cidade mais próxima ao alcance é Aspen e toda a área se estende por mais de 181 mil hectares.
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5. Dry Tortugas National Park, Florida
 
Cercada por água cristalina e com vida marinha abundante, essa ilha fica no Golfo do México, onde o acesso é feito somente por barco ou hidroavião. O lugar não fica atrás das praias caribenhas, com um impressionante mar azul.
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6. Watkins Glen State Park, New York
As cataratas de Niagara são incríveis e atraem os olhares de turistas há muitos anos. Se você deseja ir a algum lugar diferente e menos conhecido, a dica fica ao sul de Seneca Lake, na região de Finger Lakes. É nessa área que fica a Rainbow Bridge e outras cachoeiras de tirar o fôlego,
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7. Grand Prismatic Spring, Wyoming
Esta piscina natural de cores do arco-íris é a maior fonte de água quente nos EUA e a terceira maior do mundo. Fica no Parque Nacional de Yellowstone, que também tem outras grandes atrações para ver como a Morning Glory Pool, Old Faithful, e o Grand Canyon do Yellowstone.
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8. Haiku – Escadas de Oahu, Hawaii
Uma íngreme caminhada pode ser feira nessa trilha que parece nos levar aos céus. O local fica tecnicamente fechado ao público, mas muitas pessoas continuam subindo, apesar das placas de “não atravesse”.
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9. Cavernas de Carlsbad, Novo México
Formadas a partir de calcário e ácido sulfúrico, as rochas de Carlsbad são compostas por mais de 119 cavernas. Os visitantes podem entrar no Parque Nacional pela maneira convencional, ou descer o elevador a 750 pés abaixo do solo.
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10. Devils Tower, Wyoming
O cenário surreal de Wyoming fica por conta desta “torre” que se eleva a 5 mil metros acima do nível do mar. Segundo o folclore nativo americano, algumas meninas saíram para brincar e foram descobertas por vários ursos que começaram a persegui-las. As meninas tentaram escapar escalando uma rocha e rezar para o Grande Espírito salvá-las, e as suas preces foram atendidas quando a rocha se levantou do chão em direção ao céu e longe do perigo. Quando as meninas chegaram ao céu, eles foram transformados em constelações de estrelas. Há outras teorias sobre a Devils Tower.
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11. Hamilton Pool, Texas
No verão, essa piscina natural nos arredores de Austin, fica repleta de turistas e moradores. Ela foi criada quando a cúpula de um rio subterrâneo desabou devido a enorme erosão de milhares de anos atrás.
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12. Horseshoe Bend, Arizona
Nomeado após a sua forma de ferradura, essa rocha fica em Arizona com vista para o rio Colorado, que a cerca. O acesso é feito por meio de uma trilha e caminhada de 1 km pelo deserto.
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13. A aurora boreal, Alasca
Conhecida também como “luzes do norte”, este é um dos grandes motivos para se visitar o Alasca. A vista é simplesmente uma das mais belas maravilhas do mundo, com aurora boreal em Fairbanks e Anchorage entre setembro e 20 de abril, aproximadamente.
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14. Bryce Canyon, Utah
Estas incríveis esculturas geológicas, formadas através de fluxo de erosão e clima frio, ficam em Utah. As rochas estão a cerca de 50 km do Parque Nacional de Zion, com uma vista que vale a pena a caminhada longa.
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15. Lago Tahoe, Califórnia/Nevada
Entre a Califórnia e Nevada, este lago de água doce é o maior lago alpino na América do Norte. Esse paraíso cercado por águas claras e árvores parece até ter saído de um quadro.
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16. Cataratas de Niágara, New York
Famosa, as cataratas do Niágara ficam ao longo da fronteira dos Estados Unidos-Canadá. O espetáculo natural atrai centenas de turistas do mundo todo, e não é só um “rostinho bonito”, como também alimenta uma hidrelétrica, sendo uma importante fonte de energia.
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17. Sequoia National Park, Califórnia
Sequoia National Park é conhecido por suas sequóias gigantes, incluindo a árvore general Sherman, uma das maiores do mundo. Ergue-se a 275 metros de altura e dizem ter em torno de 2.500 anos de idade.
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18. Thor’s Well, Oregon
Esta é uma fonte de água salgada impulsionada pelo poder da maré do oceano. A maré alta é o melhor momento para vê-la, mas é considerada altamente perigosa, o que requer cautela dos visitantes.
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19. Parque Nacional de Badlands, Dakota do Sul
As montanhas rochosas atraem cerca de 1 milhão de visitantes por ano para o Parque Nacional de Badlands. Os nativos americanos usaram esta área como sendo “de caça” em torno de 11 mil anos.
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20. Palouse Falls, Washington
Localizado no estado de Washington, esta cena surreal quase chegou ao fim em 1984, quando o Franklin County Public Utility District propôs a construção de uma barragem para permitir a geração de energia hidrelétrica. Contribuintes decidiram então preservar as quedas.
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Fotos: Via, wikimedia, boomsbeat, Arkansas.
Fonte: site Buzzfeed


As quatro estações nos Estados Unidos

As quatro estações nos Estados Unidos
As quatro estações dos EUA: as mudanças do clima norte-americano
As quatro estações nos EUA  
Os americanos têm o costume de dizer que eles têm as quatro estações do ano. Achava isso estranho, afinal qualquer lugar do mundo as tem. Mas, após completar um ano de intercâmbio, eu entendi o que queriam dizer. Eu moro no interior de São Paulo. Aqui tivemos verão durante todos os meses de inverno, com um calor que não condizia com a estação. E então, quando adentramos a primavera em setembro tivemos duas semanas de frio - da forma que não tivemos durante todo o inverno. Já nos Estados Unidos, as estações são demarcadas como deveriam ser.
 Inverno

Quando cheguei, em fevereiro, eram os últimos dias de um inverno rigoroso, com muitas nevascas. A neve ainda cobria tudo de branco. Todas as casas possuem sistemas de aquecedores internos o que faz ser bem mais fácil de aguentar as temperaturas negativas. É um tira-e-põe constante de casacos, tocas, luvas e cachecóis.

Primavera

Após o inverno, chega a primavera que segue a risca o que a estação deve ser: reflorescimento da flora. As árvores voltam a desabrochar e tudo volta a fica colorido. Um verdadeiro contraste com o branco do inverno. São duas semanas cheias de flores - e pólen no ar -, para então dar lugar ao verão.

Verão

Acostumada com o calor escaldante do nosso país tropical, não imaginava que poderia sofrer com o calor nos Estados Unidos. No entanto, na Virginia o calor é pegajoso e nevoento, quase um clima praiano (apesar da minha cidade Centreville estar a mais de 300 km da costa). Da mesma forma que o inverno, o verão é mais fácil de ser aguentado porque as casas também possuem sistemas de ar condicionado.

Outono nos Estados Unidos

Outono

E por final, a estação que tornou-se a minha preferida nos Estados Unidos. O outono tinge tudo de cores quentes. As árvores tornam-se vermelhas, laranjas e amarelas e, consequentemente, com o cair das folhas, tudo que há embaixo delas também. O frio já começa a dar as caras e tem fim o horário de verão - o sol começa a se por às 16h.

Isso tudo, é claro, na região onde morei. Há estados americanos em que se neva seis meses por ano, como no Colorado. E há estados em que pouco faz frio, como na Flórida e na Califórnia. É um país grande e diverso climaticamente como o Brasil. Portanto, fica a dica: é importante checar o clima dos seus destinos de estudo de interesse, isso pode influenciar bastante a sua experiência no exterior. Mas por experiência própria, mesmo não gostando de frio, posso dizer que é muito legal vivenciar todas as mudanças climáticas do país.
 Fonte: Hotcourses Brasil

Peneira especial transforma água do mar em potável

Peneira especial transforma água do mar em potável

Membrana de óxido de grafeno separando água do sal - Foto: Universidade de ManchesterMembrana de óxido de grafeno separando água do sal - Foto: Universidade de Manchester

Uma invenção incrível é capaz de transformar água do mar em potável e ajudar milhões de pessoas que não têm água para beber.
Pesquisadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido, criaram uma “peneira” de grafeno, que consegue remover o sal da água.
A peneira usa um derivado químico, o óxido de grafeno, e pode ser altamente eficiente na filtragem do sal.
Os resultados da pesquisa foram divulgados na publicação científica Nature Nanotechnology.
Grafeno 
O grafeno, descoberto em 1962, é uma das formas cristalinas do carbono, como o diamante e o grafite.
Ele foi pouco estudado até ser redescoberto, isolado e caracterizado por pesquisadores da Universidade de Manchester em 2004.
O grafeno consiste em uma camada fina de átomos de carbono organizada em uma espécie de treliça hexagonal.
Suas propriedades incomuns, como sua força elástica e condutividade elétrica, o tornaram um dos metais mais promissores para futuras aplicações.
Como
Rahul Nair, que liderou a pesquisa e seus colegas, demonstraram que colocar paredes feitas de resina epóxi em cada lado da membrana de grafeno é suficiente para frear o inchaço do material.
Isso também permitiu aos cientistas ajustar as propriedades da membrana, deixando passar mais ou menos sal, por exemplo.
“Nosso próximo passo é comparar as membranas de óxido de grafeno com o material mais sofisticado disponível no mercado”, diz Rahul
Mas até o momento, era difícil e caro produzir barreiras de grafeno em escala industrial com os métodos existentes.
Custo
Rahul Nair revela, no entanto, que o óxido de grafeno pode ser feito facilmente em laboratório.
“Em forma de solução ou tinta, podemos aplicá-lo em um material poroso e usá-lo como membrana. Em termos de custo do material e produção em escala, ele tem mais vantagens em potencial do que o grafeno em uma camada.”
Em artigo na revista Nature Nanotechnology, o cientista Ram Devanathan, do Laboratório Nacional do Noroeste do Pacífico, nos EUA, disse que seria preciso mais estudo para conseguir, de fato, produzir membranas de óxido de grafeno a baixo custo e em escala industrial.
Segundo ele, a equipe britânica ainda precisa demonstrar a durabilidade da membrana durante o contato prolongado com a água do mar e garantir que ela é resistente ao acúmulo de sais e de material biológico – o fenômeno requer que as barreiras de dessalinização existentes hoje sejam limpas ou substituídas periodicamente.
Até 2025, a ONU estima que 14% da população mundial enfrentará escassez de água.
Com informações do UOL e Nature Nanotechnology