sexta-feira, 28 de setembro de 2018

A história da Internet: de arma de guerra à meio de comunicação global

  Estamos acostumados a estar conectados a todo momento, mas você sabe como a Internet que conhecemos hoje começou?
Ao contrário de outras tecnologias como a lâmpada ou o telefone, a Internet não teve um único “inventor”. Em vez disso, ela evoluiu com o tempo e percorreu um longo caminho, de uma medida defensiva na Guerra Fria ao maior meio de comunicação e compartilhamento que já existiu. 

Sputnik e a ameaça soviética

Sputnik
Lançamento do Sputnik serviu de alerta aos EUA
A Guerra Fria estava em pleno andamento na década de 1950, e os EUA estavam preocupados com a crescente evolução científica da União Soviética. Esse estado de alerta aumentou ainda mais quando em 1957, o primeiro satélite artificial do mundo, conhecido como Sputnik, foi lançado pelos soviéticos.
Após o lançamento, muitos americanos começaram a pensar mais seriamente sobre ciência e tecnologia. Escolas adicionaram cursos sobre química, física e cálculo, e as corporações receberam doações governamentais para investir em pesquisa e desenvolvimento científicos.
Além disso, o próprio governo federal formou novas agências, como a NASA e a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada (ARPA), para desenvolver novas tecnologias.

O nascimento da ARPAnet

Licklider
Cientistas e militares estavam preocupados com um ataque da União Soviética desde o espaço, que poderia causar a destruição da rede de comunicações de longa distância dos EUA.
Então, em 1962, um cientista da ARPA e do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) chamado J.C.R. Licklider propôs uma solução para esse problema: uma “rede galáctica” de computadores que poderiam se comunicar entre si. Tal rede permitiria que os líderes do governo se comunicassem, mesmo que os soviéticos destruíssem o sistema telefônico.
A ideia era construir um conjunto globalmente interconectado de computadores, onde todos pudessem acessar rapidamente dados e programas de qualquer site. Em principio, o conceito de Licklider era muito parecido com a Internet de hoje.
Em 1965, outro cientista do M.I.T. desenvolveu uma maneira de enviar informações de um computador para outro, chamada de “comutação de pacotes”. A comutação de pacotes divide os dados em blocos antes de enviá-los ao seu destino. Dessa forma, cada pacote pode seguir seu próprio caminho de um lugar para outro.
Sem a comutação de pacotes, a rede de computadores do governo - agora conhecida como ARPAnet - teria sido tão vulnerável à ataques inimigos quanto o sistema telefônico.

A primeira mensagem enviada

Login
Registro da primeira mensagem enviada pela ARPANET
Em 1969, a ARPAnet entregou sua primeira mensagem: uma comunicação “nó a nó” de um computador para outro.
O primeiro computador estava localizado em um laboratório de pesquisa na Universidade de Stanford e o segundo na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). Cada um desses computadores cada o tinha o tamanho de uma casa pequena.
A mensagem enviada foi a palavra “Login”, e apesar inicialmente o computador de Stanford receber apenas as duas primeiras letras da palavra, essa mensagem marcou o lançamento da rede ARPA.

O crescimento da rede e conexão entre países

No final de 1969, apenas quatro computadores estavam conectados à ARPAnet, mas a rede cresceu de forma constante durante a década de 1970. Em 1971, foi acrescentada o ALOHAnet da Universidade do Havaí, e dois anos depois redes foram acrescentadas na University College de Londres e no Royal Radar Establishment na Noruega.
Mas à medida que as redes de computadores com comutação de pacotes se multiplicavam, ficava mais difícil as integrarem em uma única “Internet” mundial.
No final da década de 1970, um cientista da computação chamado Vinton Cerf havia começado a resolver esse problema desenvolvendo uma maneira de todos os computadores em todas as mini-redes do mundo se comunicarem entre si.
Ele chamou sua invenção de "Transmission Control Protocol", ou TCP. Mais tarde, ele adicionou um protocolo adicional, conhecido como “Internet Protocol”, o IP. A criação de Cerf foi como um aperto de mãos, que uniu computadores de diversos locais em um espaço virtual.

O surgimento da Internet como conhecemos: World Wide Web

Vint cerf e Tim Berners
Tim Berners-Lee e Vint Cerf (Crédito da Foto: W3C)
O protocolo de Cerf transformou a Internet em uma rede mundial, e ao longo da década de 1980, pesquisadores e cientistas a usaram para enviar arquivos e dados de um computador para outro. No entanto, em 1989, a Internet mudou novamente.
Naquele ano, Tim Berners-Lee, da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (CERN), criou o protocolo de transferência de hipertexto (http), uma padronização que deu a diversas plataformas de computadores a capacidade de acessar os mesmos sites da Internet. Por essa razão, Berners-Lee é amplamente considerado o pai da World Wide Web (www).
Desde então, a Internet mudou de várias maneiras. Em 1992, um grupo de estudantes e pesquisadores da Universidade de Illinois desenvolveu um navegador sofisticado que eles chamavam de Mosaic.
O Mosaic foi o primeiro navegador a mostrar imagens e textos na mesma página. Ele também ofereceu diversas interfaces gráficas que usamos até hoje, como a barra de endereço do URL do navegador e as opções de voltar e avançar.

Fonte: Galileu

Pesquisadores analisam misteriosas escavações em pedras preciosas


O objetivo é entender se há vida no interior de gemas como as granadas



As granadas se encontram em todas as partes do mundo, da Tailândia aos Estados Unidos. A granada é, inclusive, a gema oficial do Estado de Nova York.
As pedras que são usadas na joalheria devem ter um interior absolutamente perfeito. Mas algumas granadas apresentam túneis microscópicos. Quando Magnus Ivarsson, geobiólogo do Museu Sueco de História Natural, viu pela primeira vez os túneis, perguntou-se qual poderia ser a causa.
Veronique Greenwood, The New York Times
04 Setembro 2018 | 10h15


As granadas se encontram em todas as partes do mundo, da Tailândia aos Estados Unidos. A granada é, inclusive, a gema oficial do Estado de Nova York.
As pedras que são usadas na joalheria devem ter um interior absolutamente perfeito. Mas algumas granadas apresentam túneis microscópicos. Quando Magnus Ivarsson, geobiólogo do Museu Sueco de História Natural, viu pela primeira vez os túneis, perguntou-se qual poderia ser a causa.
Microscópicas estruturas tubulares são encontradas em algumas granadas vermelhas.
Microscópicas estruturas tubulares são encontradas em algumas granadas vermelhas. Foto: Pixabay
Ivarsson e seus colegas descobriram evidências que contradiziam as explicações geológicas comuns destas cavidades. Em um estudo publicado na revista "PLOS One" online, eles apresentaram uma nova hipótese: talvez o que está escavando os túneis seja algo vivo.
Desde o começo, eles buscaram explicações alternativas. Uma das mais promissoras era que os veios de outra pedra poderiam estar desgastando a granada. Entretanto, os minerais capazes de fazer os túneis deveriam ser mais duros do que a substância ao seu redor, e as granadas são muito duras. As únicas coisas que poderiam fazer isso seriam diamantes ou safiras. Mas estes não estão presentes em quantidades significativas nos lugares onde essas granadas foram encontradas. 
"Naquela área não existe praticamente qualquer veio mineral que possa penetrar dessa maneira em uma granada", afirmou.
Além disso, os túneis se ramificam e se conectam uns com os outros seguindo um padrão bastante inusitado, que se assemelha às estruturas próprias de algumas colônias de fungos. Quando os pesquisadores quebraram as granadas, analisaram o interior dos túneis e descobriram sinais de lipídios, indicadores potenciais de vida.
O pesquisador Magnus Ivarsson suspeita que fungos utilizam torrões que se formam naturalmente na superfície dos cristais da granada vermelha.
O pesquisador Magnus Ivarsson suspeita que fungos utilizam torrões que se formam naturalmente na superfície dos cristais da granada vermelha. Foto: Ivarsson et al, 2018, via The New York Times
Não é inusitado microrganismos viverem em pedras - endolitos, como estas criaturas são chamadas, foram descobertos vivendo encapsulados em arenito nos Vales Secos da Antártida, entre outros lugares. Os endolitos podem encontrar nutrientes na água que filtra através da rocha, ou talvez eles próprios a dissolvam para se alimentar.
No momento, a melhor hipótese dos pesquisadores a respeito das origens dos túneis é a seguinte: inicialmente, o desgaste natural na superfície de uma granada cria os torrões. Os microrganismos, provavelmente fungos, podem colonizar estes buracos. Então, se a pedra é a melhor fonte disponível de certos nutrientes como o ferro, talvez eles usem uma reação química para cavar mais fundo, procurando alimentar-se à medida que avançam. "Acho que o processo se dá em duas fases", disse Ivarsson.
Ninguém ainda se convenceu totalmente com esta explicação. A equipe não tentou retirar organismos vivos da pedra e não tem certeza de que as criaturas que escavaram os túneis ainda estejam presentes em seu interior. E tampouco sabe se o processo ocorreu milhões de anos atrás ou se é mais recente.
O próximo passo será retirar os organismos diretamente dos túneis ou do solo nas proximidades do local onde as pedras foram encontradas e cultivá-los em laboratório. Então seria possível ver se eles podem de fato cavar os túneis através da granada fresca - ou se a origem destas misteriosas estruturas é outra.

Bradespar e Litel pagam R$ 2,8 bi a Daniel Dantas


Bradespar e Litel pagam R$ 2,8 bi a Daniel Dantas

O empresário Daniel Dantas, dono do grupo Opportunity, embolsou na quarta-feira, 26, R$ 2,8 bilhões depois de acordo com os acionistas da mineradora Vale. O negócio – que envolve a Elétron, de Dantas; Bradespar, do Bradesco; e Litel, formada pelos fundos de pensão Previ, Petros, Funcef e Funcesp – foi homologado no fim do dia pela juíza Maria da Penha Mauro, da 5.ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
Com o acerto, as empresas colocam fim a uma disputa que já durava dez anos e teve origem na privatização da Vale, em 1997. A Elétron, de Dantas, participou do consórcio vencedor da privatização da mineradora. O dinheiro recebido pela empresa é menor que o previsto num laudo pericial do ano passado, de R$ 4 bilhões, mas foi uma vitória de Dantas, depois de muitos altos e baixos.
O empresário despontou na década de 80 como um dos grandes expoentes do setor bancário brasileiro. Com apoio do ex-ministro Mario Henrique Simonsen, que o considerava um de seus melhores alunos, Dantas passou pela corretora Atlântica Boa Vista e pelo banco Icatu até fundar o banco Opportunity, em 1994. Ao lado dos fundos de pensão, participou ativamente das privatizações de Fernando Henrique Cardoso ao arrematar grandes ativos, como terminais portuários e operadoras de telecomunicações.
Formado em Engenharia pela Universidade Federal da Bahia e com pós-doutorado no MIT, nos EUA, Dantas sempre se aliou a nomes importantes do mercado para tocar seus negócios no passado. Mas os holofotes também o levaram para as páginas policiais, com uma série de escândalos de corrupção. Entre 2004 e 2008, o empresário teve seu nome envolvido em duas operações da Polícia Federal: Chacal e Satiagraha. Foi preso por mais de uma vez, uma delas por tentativa de suborno.
Ex-sócio da Brasil Telecom (atual Oi), Dantas vendeu, em 2005, sua participação, por cerca de R$ 1 bilhão, após quatro anos de litígio. O empresário participou do processo de privatização da Telebrás em 1998, tornando-se um dos sócios da tele, que foi alvo da Operação Chacal. A disputa envolveu troca de acusações de espionagem, investigação policial, indiciamento e longa briga jurídica, com seus sócios, entre eles a Telecom Itália e o Citigroup. A Operação Chacal foi arquivada em 2015, enquanto a Satiagraha foi cancelada no ano seguinte.
Negócios
Hoje, o principal negócio de Dantas é a gestora de recursos Opportunity. Com quase R$ 38 bilhões sob gestão (dados do fim de 2017), a empresa atua em diversas áreas: faz gestão de fortuna, de recursos e detém participação em empresas e em projetos. Um dos ativos é a Agropecuária Santa Bárbara, que não é o principal negócio do grupo, mas é vista como a menina dos olhos pelo banqueiro. Fundada em 2005, a Agro SB é um conglomerado de fazendas no Pará, com plantio de grãos – milho e soja – e mantém um grande rebanho de gado. O Opportunity também é dono da Bemisa, um complexo de mineração em sete Estados, e tem participação na Santos Brasil e na PetroRecôncavo. O empresário não quis conceder entrevista.
Nos últimos tempos, depois do envolvimento nos escândalos, Dantas tem levado uma vida mais discreta. Fontes próximas afirmam que as prisões e os processos judiciais e criminais consumiram muita energia do empresário. Baiano, de tradicional família latifundiária, ele tem se apoiado na irmã Verônica Dantas para tocar o dia a dia dos negócios, além do sócio Dório Ferman, que está com ele no Opportunity desde a fundação.
No mercado, Dantas é visto como um personagem controverso e intenso. Alguns o consideram inteligente e educado. Outros enfatizam sua falta de habilidade social e comportamento por vezes rude e indelicado. Aos 64 anos, Dantas não gosta de ostentar seu patrimônio. Veste-se sempre com ternos de cortes simples, de cor azul, e é avesso a colunas sociais. Costuma bater ponto na sede da gestora no Rio de Janeiro e pouco visita seus outros negócios, segundo fontes ouvidas pelo jornal O Estado de S. Paulo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: Isto É

Brasil é destaque internacional

27/09/2018
AGROGEOLOGIA

Brasil é destaque internacional


Segundo o professor Peter van Straaten, da University of Guelph, no Canadá, o Brasil destaca-se como um dos principais países no desenvolvimento da agrogeologia - a ciência que estuda o conhecimento geológico aplicado à agricultura. Na agrogeologia a principal técnica de manejo de solo desenvolvida é a rochagem ou remineralização de solo, que consiste em abastecer com minerais que compõem certas rochas, na forma de "pó de rocha", outras áreas com baixo teor de nutrientes necessários para o desenvolvimento do plantio.
 
O professor afirma que novas descobertas e o uso de tecnologias inovadoras podem contribuir para o aumento da exploração de minérios alternativos como fontes de nitrogênio, fósforo e potássio (conhecidos pela sigla NPK), frequentemente usados na cadeia de fertilizantes para o agronegócio. Atualmente o Brasil é dependente da importação desses insumos. O País compra cerca de 90% do potássio usado internamente e passará a importar 100% se a Mosaic confirmar sua decisão de fechar a mina de Taquari-Vassouras (SE), adquirida da Vale e que estava em processo de exaustão. Para nitrogênio e fósforo, os índices de importação são de 70% e 50%, respectivamente. De acordo com van Straaten, o Brasil poderia conquistar tecnologias revolucionárias com esforços concentrados na inovação do beneficiamento dos vastos recursos nacionais de rochas silicáticas, no processamento de rejeitos de minas existentes e na descoberta de recursos de agrominerais alternativos. "O Brasil importa grandes quantidades de nutrientes NPK, que, assim, poderiam ser reduzidas", segundo van Straaten.
 
O ex-presidente do Ibama e coordenador do Grupo de Agricultura Sustentável (GAS), Eduardo Martins, comenta que a técnica de rochagem é aplicada em aproximadamente 1 milhão de hectares em diversos estados de forma experimental ou permanente. A técnica visa à melhoria do solo. "O agricultor brasileiro é esperto, vê que outros estão usando com bons resultados e começa a adotar a prática", disse. Martins afirmou ainda que, com o dólar em alta, a rochagem pode elevar a rentabilidade das atividades agrícolas no Brasil por reduzir a necessidade de importação de insumos. Ele explica, ainda, que a atividade resulta em melhoras para o ambiente, uma vez que o "pó de rocha" resulta em maior captura de carbono nas áreas onde é adotado.
 
Na última semana o professor van Straaten promoveu um curso sobre Agrogeologia para profissionais, organizado pela Agência para o Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira (ADIMB), em Goiânia. O curso teve visitas de campo a depósitos e minas em atividade no estado de Goiás. Participaram do curso também especialistas da Embrapa e do Serviço Geológico do Brasil (CPRM).
 
O curso teve como objetivo identificar as necessidades e oportunidades de pesquisa, desenvolvimento e inovação e de capacitação de recursos humanos no setor mineral nacional, explica Roberto Xavier, diretor-executivo da ADIMB. "Estamos promovendo o intercâmbio do conhecimento nacional com o estrangeiro em um projeto comum que traz benefícios à exploração mineral e ao agronegócio brasileiro e internacional", disse Xavier.



Fonte: Brasil Mineral

Vale pede LI para ampliar projeto

27/09/2018
SALOBO III

Vale pede LI para ampliar projeto

A Vale tenta obter a licença de instalação para iniciar as obras de expansão de Salobo III – segunda etapa de ampliação do projeto desenvolvido pela mineradora em Marabá (PA). Para a Vale, a expansão do beneficiamento irá incrementar a produção de cobre na mina do Salobo e viabilizar o beneficiamento do minério de baixo teor. A empresa planeja elevar a produção de 24 milhões de toneladas/ano para 36 milhões de toneladas de minério.

A Vale não divulgou o quanto investirá na etapa de obras de ampliação de Salobo. Na primeira fase do projeto a companhia desembolsou U$ 2,5 bilhões para construir toda a estrutura, incluindo estrada, ramal ferroviário, linhão de energia, entre outros. Na segunda fase, foi empregado U$ 1,7 bilhão. A nova etapa terá uma demanda adicional de energia elétrica da ordem de 58 MW, com utilização da estação existente e uma nova subestação principal. A mineradora vai instalar ainda um mega gerador a diesel de emergência de 300 kVA; captação de água recuperada na Barragem do Mirim (cerca de 3.600 m³/hora e reservatório dedicado de 22.000 m³.

A Vale projeta gerar mais 3.700 empregos diretos e, durante o período de operação, a partir de 2021, serão gerados 800 novos empregos diretos, os quais se somarão aos 3.500 empregados que já trabalham nas plantas do Salobo I e II. 



Fonte: Brasil Mineral