Crise na mineração da África do Sul gera oportunidades e junior companies salvam o dia
A prolongada crise na mineração da África do Sul criou oportunidades
para novas junior companies controladas por negros locais, que antes
jamais haviam sequer sonhado em criar uma empresa de mineração. No
momento o que mais está atraindo esses novos empreendedores é o espaço
criado na mineração do carvão. Graças à crise várias jazidas de carvão,
que antes eram controladas pelas grandes empresas, estão ficando
disponíveis às novas junior companies.
Alguns empreendedores negros estão assinando contratos de longo prazo
com a Estatal de energia Eskom e, literalmente salvando o dia.
Graças a estas novas junior companies o mercado de mineração Sul
Africano começa a reaquecer. Os planos das novas junior, juntamente com a
Eskom é o de lavrar um mínimo de 1 bilhão de toneladas nos próximos 40
anos o que será mais de 20% do que a Eskom compra anualmente: 130
milhões de toneladas.
Enquanto isso, no Brasil, o novo Projeto de Lei 5.807, anda na contramão
da história e ameaça acabar com as junior companies e com a pesquisa no
país.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Serabi apresenta últimas intersecções em S. Chico
Serabi apresenta últimas intersecções em S. Chico
A
junior Inglesa Serabi apresentou os resultados de seu programa de sondagem no
Garimpo S. Chico no Tapajós.
Os
resultados mostram um estreito sistema de veios de quartzo-sulfeto encaixado em
uma zona de alteração hidrotermal.
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Na
projeção longitudinal acima vê-se que o corpo mineralizado está fechando na
extremidade leste e, possivelmente em profundidade com um possível plunge para
Leste. Esses fechamentos serão mais visíveis com os resultados dos próximos
furos.
Trata-se de um corpo pequeno, de alto teor e pouca espessura. A melhor
intersecção é de 1,22m @ 115,90g/t Au.
Segundo a Serabi o depósito tem um potencial inferido acima
de 70.000 oz de ouro.
Para onde estão indo os navios de commodities?
Para onde estão indo os navios de commodities?
O ciclo
de commodities tem um subproduto de grande peso econômico: o frete marítimo. As
empresas produtoras e exportadoras de commodities tem que transportar os seus
produtos até os grandes consumidores: isto é o chamado seaborne trading. Esse
comércio marítimo é tão gigantesco que foi criado um índice chamado Baltic Dry
Shipping, que monitora mais de 50 rotas marítimas.
Pois é
esse índice que está confirmando para onde a maioria dos navios de commodities
está indo. Você deve estar falando China e você está absolutamente certo.
A China
praticamente controla o mercado marítimo mundial importando e consumindo quase
tudo que é produzido no mundo, ou seja:
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60% do minério de ferro
·
42% do cobre
·
47% do carvão
·
36% do níquel
·
44% do chumbo
·
41% do zinco
Um dos
efeitos do seaborne trading são os Valemax, navios da Vale capazes de
transportar 400.000t de minério de uma só vez. Com os Valemax a Vale está
aumentando a competitividade e baixando o custo do frete de minério.
A
princípio os donos de navios chineses se opuseram violentamente à entrada dos
super-navios na China e somente agora o Governo Chinês deverá permitir a
descarga dos imensos Valemax em todos os portos de grande calado da China.
A Vale
terá, em breve 35 Valemax operando entre o Brasil e a Chiina.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Mineração espacial: o futuro está mesmo chegando?
Mineração espacial: o futuro está mesmo chegando?
A lavra de minério em planetas, luas e asteroides foi um componente de muitos contos de ficção. Hoje, a nova empresa chamada Deep Space Industries foi montada com vistas à lavra de meteoritos e asteroides que orbitam o nosso sistema solar.
É um projeto ambicioso, mas plenamente factível com a tecnologia de hoje. O maior problema, como em todos os projetos mineiros será o dos custos operacionais. Uma lavra espacial precisa, obviamente, ser mais econômica do que as similares na Terra ou os acionistas da Deep Space ficarão no deep loss... A DSI se alia a Planetary Resources Inc que foi a primeira empresa a cogitar a lavra de objetos espaciais.
Como na Terra o projeto vai começar com a prospecção e pesquisa de asteroides. Para tal serão usadas sondas que não só detectarão os alvos como trarão amostras a serem analisadas em laboratórios terrestres. Sabemos que isso é possível pois a sonda Japonesa Hayabusa já retornou de uma jornada de 5 anos após ter pousado e amostrado um asteroide em 2005.
Os problemas a serem enfrentados são inúmeros:
A história da mineração espacial é pioneira, criativa e bonita, mas provavelmente, não terá nenhum retorno econômico enquanto os pontos acima não forem melhor equacionados. Até lá muitos perderão o seu dinheiro na compra das ações dessas "mineradoras".
A lavra de minério em planetas, luas e asteroides foi um componente de muitos contos de ficção. Hoje, a nova empresa chamada Deep Space Industries foi montada com vistas à lavra de meteoritos e asteroides que orbitam o nosso sistema solar.
É um projeto ambicioso, mas plenamente factível com a tecnologia de hoje. O maior problema, como em todos os projetos mineiros será o dos custos operacionais. Uma lavra espacial precisa, obviamente, ser mais econômica do que as similares na Terra ou os acionistas da Deep Space ficarão no deep loss... A DSI se alia a Planetary Resources Inc que foi a primeira empresa a cogitar a lavra de objetos espaciais.
Como na Terra o projeto vai começar com a prospecção e pesquisa de asteroides. Para tal serão usadas sondas que não só detectarão os alvos como trarão amostras a serem analisadas em laboratórios terrestres. Sabemos que isso é possível pois a sonda Japonesa Hayabusa já retornou de uma jornada de 5 anos após ter pousado e amostrado um asteroide em 2005.
Os problemas a serem enfrentados são inúmeros:
- Custos: os custos atuais para o lançamento de sondas da NASA é de mais de 1 bilhão de dólares por lançamento. CAPEX acima de 1 bilhão na mineração implica em retornos também bilionários, com um grau de certeza infinitamente maior do que o projeto de asteroides. Os custos da DSI deverão ser muito inferiores aos da NASA. Conseguirão essa proeza?
- Tecnologia: nova tecnologias deverão ser inventadas só para viabilizar esse projeto. Será factível?
- Tempo para viabilidade econômica: na Terra entre a descoberta de um jazimento até um estudo de viabilidade econômica se vão 3 a 5 anos. E no espaço? Com certeza o projeto não poderá depender de vários lançamentos e várias novas sondas ou o orçamento vai literalmente para o espaço...
- Tempo para a Lavra: os asteroides tem uma órbita, geralmente, em torno do sol. O tempo de uma revolução completa pode ser de várias décadas. Será que após descobrir um asteroide interessante a DSI vai ter que esperar por décadas para iniciar a lavra?
- Baixa densidade: existem mais de 750.000 asteroides conhecidos com tamanhos em torno de 1 km de diâmetro. No entanto menos de 8% desses terão algum conteúdo econômico. Os demais são asteroides carbonáceos ou rochosos sem valor econômico. Ou seja, encontrar um asteroide que tenha valor econômico não será tão fácil. Os mais comuns serão os metálicos a base de ferro-níquel. Os mais raros e possivelmente os mais valiosos serão os de diamantes que se encontrados poderão fazer a diferença entre o sucesso e o insucesso.
A história da mineração espacial é pioneira, criativa e bonita, mas provavelmente, não terá nenhum retorno econômico enquanto os pontos acima não forem melhor equacionados. Até lá muitos perderão o seu dinheiro na compra das ações dessas "mineradoras".
Ações da Belo Sun fecham em 70c após mercado reagir mal ao estudo de viabilidade econômica
Ações da Belo Sun fecham em 70c após mercado reagir mal ao estudo de viabilidade econômica
Por Pedro Jacobi
Ver LinkedIn
Para entender os principais motivos da aversão dos investidores é
preciso rever alguns pontos do relatório e da história do distrito
aurífero de Volta Grande.
Segundo a mineradora o jazimento de ouro tem uma reserva total, provada e indicada de 2,8 milhões de onças de ouro (veja abaixo)
As reservas da Belo Sun estão entre as maiores para projeto de ouro
não desenvolvido no Brasil . Este é um ponto que vem alavancando as
vendas da mineradora na bolsa de Toronto onde suas ações são negociadas.
A empresa parte da premissa que será possível fazer uma lavra a céu aberto que irá englobar inúmeros veios e ore shoots parcialmente garimpados por uma população de garimpeiros que habita a região da Ilha da Fazenda, na Volta Grande do Xingu, há muitas décadas. Esta situação causou vários atritos, alguns muito sérios, entre a mineradora original, Oca Mineração e os Garimpeiros. Os problemas foram parcialmente arrefecidos mas nunca definitivamente resolvidos pela Verena Minerals que adquiriu a propriedade da Oca e depois a vendeu para a Belo Sun.
Estima-se que ainda existam milhares de garimpeiros em atividade nas áreas da Belo Sun. Trata-se de uma enorme responsabilidade que ameaça a integridade dos investimentos da junior na região. A mineradora sofre, também, com os problemas relativos à barragem de Belo Monte que deverá afetar parte de suas terras juntamente com notícias de garimpeiros, moradores e índios da região. Essas notícias atingem a mídia mundial lançando dúvidas sobre o projeto.
Os custos operacionais da Belo Sun traduzidos em onças de ouro, incluindo royalties, segundo o relatório, será de US$711.50/oz. Não é um custo baixo, a prova de crises, mas pode ser gerenciável, afinal ele é 16% melhor do que o OPEX de uma grande empresa mineradora de ouro como a Yamana que é de US$856/oz.
O que não é nada espetacular é a análise financeira a partir de um estudo de cash flow (abaixo) que mostra um NPV5% de US474,2 milhões. Este NPV se baseia em um preço de ouro bastante salgado de US$1.450/oz. Este preço é basicamente o preço de hoje para um ouro que poucos dias atrás batia os US$1.350/oz.
Faltou sensibilidade à Belo Sun ao usar esse preço para o seu estudo de cash flow. Veja o sumário financeiro abaixo.
Quando o preço do ouro flutua para baixo, coisa natural em uma
economia globalizada, o estudo de sensibilidade (veja acima) mostra que
para um NPV5%
a taxa interna de retorno vai à zero assim que o ouro atingir US$1.200/oz (veja a linha vermelha). Ou seja, o
projeto deixa de ter retorno econômico com uma pequena flutuação de 10% para baixo no preço do ouro.
Considere que para colocar esse projeto em produção serão necessários investimentos de 749 milhões de dólares e que a Belo Sun é uma empresa com valor de mercado abaixo de US$180 milhões...Ou seja a empresa estará muito endividada no início de sua produção não tendo cacife para aguentar qualquer queda nos preços do metal.
Esse pode ser o beijo da morte no projeto, nos olhos de muitos investidores que veem esses pontos tão claramente expostos no estudo de viabilidade econômica da Belo Sun.
De nada adianta ter quase 3 milhões de onças no chão se os custos operacionais são elevados e o projeto não resiste a tempos difíceis com ouro em baixa e custos em alta.
Para reverter esse processo a Belo Sun deverá tentar explicar melhor o assunto e mostrar que existem alternativas e soluções que farão o projeto resistir um cenário negativo. Será que ela consegue?
Por Pedro Jacobi
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Após um dia conturbado
com quedas de até 40% de suas ações a junior canadense Belo Sun viu um
fechamento de 70c. Uma queda de mais de 60% no ano. O motivo desta
acentuada queda foi uma forte reação antagônica do mercado ao relatório
de
viabilidade econômica publicado.
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Segundo a mineradora o jazimento de ouro tem uma reserva total, provada e indicada de 2,8 milhões de onças de ouro (veja abaixo)
| Proven Reserve | 40,185 | 1.47 | 1,903 | 1,789 |
| Probable Reserve | 19,081 | 1.49 | 911 | 856 |
| Total Reserve | 59,266 | 1.48 | 2,814 | 2,645 |
A empresa parte da premissa que será possível fazer uma lavra a céu aberto que irá englobar inúmeros veios e ore shoots parcialmente garimpados por uma população de garimpeiros que habita a região da Ilha da Fazenda, na Volta Grande do Xingu, há muitas décadas. Esta situação causou vários atritos, alguns muito sérios, entre a mineradora original, Oca Mineração e os Garimpeiros. Os problemas foram parcialmente arrefecidos mas nunca definitivamente resolvidos pela Verena Minerals que adquiriu a propriedade da Oca e depois a vendeu para a Belo Sun.
Estima-se que ainda existam milhares de garimpeiros em atividade nas áreas da Belo Sun. Trata-se de uma enorme responsabilidade que ameaça a integridade dos investimentos da junior na região. A mineradora sofre, também, com os problemas relativos à barragem de Belo Monte que deverá afetar parte de suas terras juntamente com notícias de garimpeiros, moradores e índios da região. Essas notícias atingem a mídia mundial lançando dúvidas sobre o projeto.
Os custos operacionais da Belo Sun traduzidos em onças de ouro, incluindo royalties, segundo o relatório, será de US$711.50/oz. Não é um custo baixo, a prova de crises, mas pode ser gerenciável, afinal ele é 16% melhor do que o OPEX de uma grande empresa mineradora de ouro como a Yamana que é de US$856/oz.
O que não é nada espetacular é a análise financeira a partir de um estudo de cash flow (abaixo) que mostra um NPV5% de US474,2 milhões. Este NPV se baseia em um preço de ouro bastante salgado de US$1.450/oz. Este preço é basicamente o preço de hoje para um ouro que poucos dias atrás batia os US$1.350/oz.
Faltou sensibilidade à Belo Sun ao usar esse preço para o seu estudo de cash flow. Veja o sumário financeiro abaixo.
Volta Grande Project
Financial Analysis Summary
| Economics @ US$1,450 Au After Tax | |
| Net Present Value @ 0% Discount Rate | US$934.9 million |
| Net Present Value @ 5% Discount Rate | US$474.2 million |
| Internal Rate of Return After Tax | 15.2% |
| Assumptions: BRL/USD 2.077, Diesel US$1.0/l, Power US$0.88/kWh |
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Considere que para colocar esse projeto em produção serão necessários investimentos de 749 milhões de dólares e que a Belo Sun é uma empresa com valor de mercado abaixo de US$180 milhões...Ou seja a empresa estará muito endividada no início de sua produção não tendo cacife para aguentar qualquer queda nos preços do metal.
Esse pode ser o beijo da morte no projeto, nos olhos de muitos investidores que veem esses pontos tão claramente expostos no estudo de viabilidade econômica da Belo Sun.
De nada adianta ter quase 3 milhões de onças no chão se os custos operacionais são elevados e o projeto não resiste a tempos difíceis com ouro em baixa e custos em alta.
Para reverter esse processo a Belo Sun deverá tentar explicar melhor o assunto e mostrar que existem alternativas e soluções que farão o projeto resistir um cenário negativo. Será que ela consegue?
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