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O garimpo é a forma
mais rudimentar de mineração, pois são localizados em áreas remotas e
não contam com apoio de qualquer empresa ou órgão público, sendo muitas
vezes considerado ilegal.
Garimpos são explotações manuais ou no máximo semi-mecanizadas de
substâncias minerais valiosas, como ouro, diamantes, cassiterita,
tantalita-columbita, quartzo, ametista, etc.etc.etc.
Garimpeiro
Esta explotação de minérios, geralmente valiosos, por meios
mecânicos, pneumáticos, manuais e/ou animais, é muitas vezes feita sem
nenhum planejamento e com a utilização de técnicas predatórias ao meio
ambiente. A atividade do garimpo pode ser desenvolvida a céu aberto nas
aluviões ou rochas mineralizadas aflorantes, ou ainda em galerias
escavadas na rocha. Pode ser uma atividade altamente predatória ao meio
ambiente se não for realizada com o devido cuidado ambiental.
O maior problema da atividade garimpeira na extração de ouro, é a
utilização do mercúrio para possibilitar a amálgama com o ouro, de forma
a recuperá-lo nas calhas de lavação do minério. Tanto o mercúrio
metálico perdido durante o processo de amalgamação, como o mercúrio
vaporizado durante
a queima da amálgama, para a separação do ouro são altamente
prejudiciais à vida. Alguns insetos metabolizam o mercúrio metálico em
dimetilmercúrio, o qual é altamente tóxico para os seres vivos.Como
esses insetos fazem parte da cadeia alimentar, o mercúrio orgânico acaba
por ser ingerido pelo ser humano. O mercúrio vaporizado, ao ser inalado
também é altamente tóxico. As maiores seqüelas pela intoxicação por
mercúrio se dão no sistema nervoso, podendo levar à perda da coordenação
motora, e se ingerido ou inalado por grávidas, haverá a possibilidade
de geração de fetos deformados, sem cérebro, etc.
O garimpo é uma atividade de extração mineral existente já há muito tempo no
mundo. Os primeiros sinais dessa atividade datam do século XV, com os
europeus que partiam em busca de novas terras para conquistar suas
riquezas minerais. No Brasil, os garimpos começaram a despontar com
maior destaque no século XVIII, com as campanhas em busca de ouro e
diamantes no estado de Minas Gerais.
Para melhor entendimento, o garimpo é uma forma de extrair riquezas
minerais (pedras preciosas e semipreciosas são mais comuns)
utilizando-se, na maioria das vezes, de poucos recursos, baixo
investimento, equipamentos simples e ferramentas rústicas. Segundo a
legislação brasileira vigente sobre mineração, a atividade garimpeira é
considerada uma forma legal de extração de riquezas minerais desde que
atenda a determinadas regras e obrigações. É facultado a qualquer
brasileiro ou cooperativa de garimpeiros que esteja regularizado no
Departamento Nacional de Produção Mineral órgão no país que controla e
fiscaliza todas as atividades de mineração.
Acredita-se que na região tenha potencial de produção de 30 bilhões de dólares em gemas por ano.
Oficialmente, o garimpo está fechado desde 2004, mas foto retirada há duas semanas, mostra que a extração de pedras segue a
pleno vapor. A terra pertence aos índios cintas-largas. Em 2004, eles
assassinaram 29 garimpeiros que trabalhavam no local.
Mineradoras acreditam que, na região, haja pelo menos vinte
kimberlitos – as formações rochosas de onde se extraem os diamantes –
com potencial de produção de 30 bilhões de dólares em gemas por ano.
Esse dinheiro, que, repita-se, é da União, não dos índios, nem dos
garimpeiros, seria suficiente para quadruplicar o produto interno bruto
de Rondônia.
Os índios Cinta-Largas afirmam que subornaram policiais para que eles
permitissem a passagem das dragas – e que cobram pedágio dos
garimpeiros que extraem diamantes.
O lado Suriname do Brasil
Engana-se quem pensa que a atividade do garimpo é parte do passado em
nosso país. Assim como há milhares de brasileiros vivendo no Suriname
atrás do sonho de encontrar ouro, outros tantos continuam buscando
pedras preciosas na Amazônia. Na maioria das vezes, eles provocam
grandes desastres ambientais para tentar encontrar as gemas. O exemplo
mais impressionante vem do garimpo de diamantes da reserva indígena
Roosevelt, em Rondônia. Oficialmente, o garimpo está fechado desde 2004,
mas a foto acima, feita há duas semanas, mostra que a extração de
pedras segue a pleno vapor. A terra pertence aos índios cintas-largas.
Em 2004, eles assassinaram 29 garimpeiros que trabalhavam no local.
A matança obrigou o governo brasileiro a atuar sobre uma questão que
vinha sendo ignorada: apesar de terem o usufruto das terras, os índios
não são donos das riquezas do subsolo, que pertencem à União. Essa regra
vale para qualquer cidadão brasileiro. Como a jazida não podia ser
explorada pelos indígenas, o governo decidiu fechar o garimpo e destacou
a Polícia Federal para garantir que a determinação fosse cumprida.
A PF instalou postos nas vias de acesso à aldeia dos cintas-largas,
para evitar a pilhagem dos recursos naturais e conter a violência. Mas
basta um sobrevoo pela região, coisa que os policiais federais fazem
rotineiramente, para constatar que a operação (que já custou 28,4
milhões de reais) não impediu a entrada na reserva de máquinas pesadas
como caminhões, tratores e retroescavadeiras. É impossível não avistar
as barracas de lona que servem de acampamento aos garimpeiros e o
funcionamento das dragas que cospem lama sobre os rios. Como todos os
caminhos estão interditados por barreiras policiais, é estranho que o
transporte de maquinário pesado tenha passado despercebido aos agentes
federais. Os índios afirmam que subornaram policiais para que eles
permitissem a passagem das dragas – e que cobram pedágio dos garimpeiros
que extraem diamantes.
O ritmo do avanço do garimpo sob as barbas das autoridades pode ser
medido por meio de imagens de satélites. Entre 2007 e 2009, foram
abertas treze clareiras nas terras dos cintas-largas. O estrago chega a
33 quilômetros quadrados – uma área equivalente a 4000 campos de
futebol. No mês passado, o procurador da República Reginaldo Trindade,
amigo dos índios, enviou um ofício ao ministro da Justiça, Tarso Genro,
em que reconhece a existência do garimpo de diamantes na reserva. Apesar
de admitir que os índios e os garimpeiros violam a lei, ele sugere que o
governo, em lugar de punir os responsáveis, recompense os índios com 7
milhões de reais por ano para que eles aceitem fechar o garimpo. Mas os
índios nem pensam em desistir dos diamantes. Os cintas-largas sabem que
dormem em cima de uma das maiores jazidas do planeta.
Mineradoras acreditam que, na região, haja pelo menos vinte
kimberlitos – as formações rochosas de onde se extraem os diamantes –
com potencial de produção de 30 bilhões de dólares em gemas por ano.
Esse dinheiro, que, repita-se, é da União, não dos índios, nem dos
garimpeiros, seria suficiente para quadruplicar o produto interno bruto
de Rondônia. Mas, para alcançar esse potencial produtivo, a exploração
teria de ser legalizada e realizada por meio de técnicas modernas, como
ocorre no Canadá desde a década passada. Lá, também há diamantes em
terras indígenas. No entanto, em vez de fechar os olhos para a
existência de tal riqueza, o governo organizou sua exploração e paga uma
compensação aos nativos. No Brasil, os cintas-largas poderiam deixar a
miséria com o recebimento de royalties, e a devastação seria controlada.
O problema é que estamos mais para Suriname do que para Canadá.
Preço de ouro, petróleo e grãos sobem com crise na Ucrânia
LONDRES E CINGAPURA - Os
preços do ouro, do petróleo e dos cereais subiram nesta segunda-feira,
enquanto os de metais industriais caíram, com os investidores reagindo à
escalada das tensões entre a Rússia e a Ucrânia.
A preocupação com suprimentos empurrou para cima os preços do
petróleo em mais de 2 dólares por barril e os do trigo e de milho em 4% a
6%. O ouro, um ativo visto como porto seguro em momentos de crise,
atingiu máxima em quatro meses.
Já metais como o cobre caíram junto com as ações, com os investidores
abandonando ativos de maior risco, e devido a preocupações de que um
conflito possa afetar o crescimento global. A Rússia é um dos maiores
produtores de petróleo do mundo.
O recém-empossado primeiro-ministro ucraniano, Arseny Yatseniuk,
disse que a decisão de Moscou de usar a força militar é uma "declaração
de guerra".
"Os mercados de petróleo estão reagindo sobre a possibilidade de a
situação piorar", disse o analista de mercado da OptionsXpress, Ben Le
Brun, em Sydney.
O ouro subiu 1,9%, para US$ 1.350,80 a onça, o valor mais alto desde
30 de outubro. O ouro também caminhava para o seu maior ganho diário
desde 23 de janeiro.
Os contratos futuros de trigo na bolsa de Chicago subiram quase 6%, e
os do milho cerca de 4%, com as tensões na Ucrânia alimentando temores
de interrupção nos embarques do Mar Negro, uma das principais zonas de
exportação de grãos do mundo.
"O mercado está preocupado com a possibilidade das tensões naquela
parte do mundo reduzirem a atividade de exportação", disse o
estrategista de commodities do Commonwealth Bank of Australia, Luke
Mathews. "A importância da região do Mar Negro para os mercados globais
de grãos não deve ser subestimada."
Garimpeiros enfrentam as ondas em busca de joias, moedas e objetos de valor trazidos pelas marés
Capitães da areia. O trio Jorge, Elenilson e Moacir, após o expediente
RIO
- Eles não usam arpão nem lançam redes, mas buscam no mar o seu
sustento. Em uma cidade com generosos 90 quilômetros de praias, eles
são, hoje, pouquíssimos, na verdade. Nem uma dezena a sobreviver de um
ofício à beira da extinção: o garimpo urbano. Ou, como gostam de ser
chamados, caçadores dos tesouros trazidos pelas ondas, em forma de
joias, moedas, relógios, óculos ou qualquer objeto que tenha algum valor
comercial. E as marés recompensam quem cedo madruga. Como esse
incansável pelotão que, diariamente, enfrenta o oceano, esteja calmo ou
revolto, do Leme ao Pontal, do nascer ao pôr do sol.
Jorge Ribeiro
Mariano, de 66 anos, é o senhor dos mares há mais tempo em atividade no
Rio. São 43 anos enfrentando sol, chuva, frio, ressacas, valas e
correntezas à procura de peças de ouro ou prata, escavando a areia com
seu inseparável instrumento de trabalho, uma rapina de ferro que pesa
dez quilos, que o deixou com as mãos repletas de calos. Quando há
banhistas na água, ele prefere mergulhar para escavar a areia com as
mãos por questão de segurança, já que a rapina pode ferir.
Trata-se
de um ofício árduo, explica, mas que lhe permitiu sustentar os cinco
filhos. Há dias em que volta para casa de mãos abanando, mas há vezes de
muita sorte: ele já encontrou cordões, anéis e pulseiras de ouro.
-
Um vez, peguei um anel com 16 diamantes. Deu para sustentar minha
família por um bom tempo — conta Jorge, que, recentemente, em um único
dia, encontrou dez óculos de sol.
Jorge faz parceria com outros
dois colegas de profissão, Moacir de Souza, de 63 anos, e Elenilson de
Jesus, de 33. O trio percorre o litoral em busca dos barrancos na areia,
onde os objetos costumam ficar retidos. Ofício está em extinção: há menos de dez garimpeiros. Trabalhadores faturam entre R$ 800 e R$ 3 mil por mês
Quem
frequenta a orla carioca já deve ter visto, em períodos de ressaca,
pessoas na beira da água procurando objetos. São os chamados garimpeiros
de oportunidade. Bem diferente do trio formado por Jorge, Moacir e
Elenilson. Em geral, cada um segue para uma praia diferente e avisa aos
parceiros que local está melhor para garimpar. Ninguém tenta passar a
perna nos outros?
— Entre nós não tem Judas. Somos parceiros de
verdade. Quando uma praia está boa para o garimpo, ligamos um para o
outro — garante Moacir, que também sustenta cinco filhos com o garimpo,
que pratica há 25 anos.
A rotina do trio não é moleza. Moacir, que
vive em Nova Iguaçu, sai diariamente de casa às 3h30m para percorrer a
orla. Jorge, morador do Complexo da Maré, começa a jornada às 4h30m. E
Elenilson, no ofício há oito anos, divide o garimpo com a profissão de
pescador da colônia Z13 para sustentar os cinco filhos. A família dele
vive na Rocinha. Pelos cálculos dos três amigos, há hoje na cidade
apenas oito garimpeiros em atividade.
Barra é a praia mais rentável
Nos
meses de janeiro, eles chegam a caminhar mais de oito quilômetros
escavando a areia no Quebra-Mar, na Barra da Tijuca. Tudo para não
perder a melhor época do ano: o pós-réveillon, quando o mar devolve o
que foi jogado como oferenda à Iemanjá. Mas ainda há as joias, os
relógios e o dinheiro que os banhistas perdem nas ondas.
— A
melhor praia para achar ouro é a da Barra da Tijuca— conta Elenilson,
que já garimpou um cordão com 13 gramas de ouro amarelo.
Mas como
não é sempre que a sorte sorri para os caçadores de tesouro, a renda dos
garimpeiros oscila. Num mês bom, chegam a ganhar R$ 3 mil. Já num mês
ruim, R$ 800, com a venda das peças achadas. Embora garantam o sustento
das famílias com o garimpo, nenhum deseja que a prole siga o ofício.
— Não quero essa vida sofrida para os meus filhos.
Minério de ferro: Trafigura está avaliando oportunidades principalmente em projetos de mineração no Brasil
Rio de Janeiro - A Trafigura Beheer BV, a segunda maior trading de metais do mundo, está estudando novos investimentos no Brasil após assumir o controle de um terminal portuário de minério de ferro em um movimento de expansão de suas operações na América do Sul.
A Trafigura, com sede em Amsterdã, está avaliando oportunidades
principalmente em projetos de mineração no país que é o segundo maior
exportador de minério de ferro do planeta, disse Mariano Marcondes
Ferraz, CEO da empresa DT Group, da Trafigura, em entrevista concedida
hoje no Rio de Janeiro. A empresa pode estudar a compra de minas ou
ajudar os atuais produtores a impulsionar sua capacidade de produção por
meio do financiamento de expansões, disse ele.
“Nós estamos buscando mais investimentos”, disse Ferraz, 48, sem
fornecer mais informações sobre qualquer possível negócio.
“Naturalmente, a mineração é alvo do grupo”.
A Trafigura está construindo uma sede regional para commodities em
Montevidéu, Uruguai, onde manterá sua base de operações na América do
Sul para os setores de petróleo, minério e metais. A trading de capital
fechado, juntamente com a sócia Mubadala Development Co., concluiu hoje a
aquisição de uma participação de 65 por cento no Porto Sudeste, de Eike
Batista, no Brasil, por US$ 400 milhões, ganhando um ponto de saída
para exportar o minério de ferro extraído do estado de Minas Gerais com
destino à Ásia e à Europa.
O Porto Sudeste, localizado na Baía de Sepetiba, 90 quilômetros a oeste
do centro do Rio, atingirá sua capacidade anual total de 50 milhões de
toneladas de minério de ferro em 2016 e deverá iniciar as operações em
agosto, disse Ferraz, que é membro do conselho da unidade portuária.
Isso representaria um atraso de quase três anos em relação às
estimativas mais otimistas de Batista. ‘Oportunidade única’
“Foi uma oportunidade única”, disse Ferraz a respeito da aquisição. “A
maior parte dos terminais de commodities pertencem exclusivamente a
empresas e não tenho certeza se algum deles está à venda”.