terça-feira, 4 de março de 2014

Garimpo

Garimpo



O garimpo é a forma mais rudimentar de mineração, pois são localizados em áreas remotas e não contam com apoio de qualquer empresa ou órgão público, sendo muitas vezes considerado ilegal.
Garimpos são explotações manuais ou no máximo semi-mecanizadas de substâncias minerais valiosas, como ouro, diamantes, cassiterita, tantalita-columbita, quartzo, ametista, etc.etc.etc.
Garimpeiro
Esta explotação de minérios, geralmente valiosos, por meios mecânicos, pneumáticos, manuais e/ou animais, é muitas vezes feita sem nenhum planejamento e com a utilização de técnicas predatórias ao meio ambiente. A atividade do garimpo pode ser desenvolvida a céu aberto nas aluviões ou rochas mineralizadas aflorantes, ou ainda em galerias escavadas na rocha. Pode ser uma atividade altamente predatória ao meio ambiente se não for realizada com o devido cuidado ambiental.
O maior problema da atividade garimpeira na extração de ouro, é a utilização do mercúrio para possibilitar a amálgama com o ouro, de forma a recuperá-lo nas calhas de lavação do minério. Tanto o mercúrio metálico perdido durante o processo de amalgamação, como o mercúrio vaporizado durante a queima da amálgama, para a separação do ouro são altamente prejudiciais à vida. Alguns insetos metabolizam o mercúrio metálico em dimetilmercúrio, o qual é altamente tóxico para os seres vivos.Como esses insetos fazem parte da cadeia alimentar, o mercúrio orgânico acaba por ser ingerido pelo ser humano. O mercúrio vaporizado, ao ser inalado também é altamente tóxico. As maiores seqüelas pela intoxicação por mercúrio se dão no sistema nervoso, podendo levar à perda da coordenação motora, e se ingerido ou inalado por grávidas, haverá a possibilidade de geração de fetos deformados, sem cérebro, etc.
O garimpo é uma atividade de extração mineral existente já há muito tempo no mundo. Os primeiros sinais dessa atividade datam do século XV, com os europeus que partiam em busca de novas terras para conquistar suas riquezas minerais. No Brasil, os garimpos começaram a despontar com maior destaque no século XVIII, com as campanhas em busca de ouro e diamantes no estado de Minas Gerais.
Para melhor entendimento, o garimpo é uma forma de extrair riquezas minerais (pedras preciosas e semipreciosas são mais comuns) utilizando-se, na maioria das vezes, de poucos recursos, baixo investimento, equipamentos simples e ferramentas rústicas. Segundo a legislação brasileira vigente sobre mineração, a atividade garimpeira é considerada uma forma legal de extração de riquezas minerais desde que atenda a determinadas regras e obrigações. É facultado a qualquer brasileiro ou cooperativa de garimpeiros que esteja regularizado no Departamento Nacional de Produção Mineral órgão no país que controla e fiscaliza todas as atividades de mineração.

Suriname do Brasil está no garimpo em Rondônia

Suriname do Brasil está no garimpo em Rondônia

Acredita-se que na região tenha potencial de produção de 30 bilhões de dólares em gemas por ano.
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Oficialmente, o garimpo está fechado desde 2004, mas foto retirada há duas semanas, mostra que a extração de pedras segue a pleno vapor. A terra pertence aos índios cintas-largas. Em 2004, eles assassinaram 29 garimpeiros que trabalhavam no local.
Mineradoras acreditam que, na região, haja pelo menos vinte kimberlitos – as formações rochosas de onde se extraem os diamantes – com potencial de produção de 30 bilhões de dólares em gemas por ano. Esse dinheiro, que, repita-se, é da União, não dos índios, nem dos garimpeiros, seria suficiente para quadruplicar o produto interno bruto de Rondônia.
Os índios Cinta-Largas afirmam que subornaram policiais para que eles permitissem a passagem das dragas – e que cobram pedágio dos garimpeiros que extraem diamantes.

O lado Suriname do Brasil
Engana-se quem pensa que a atividade do garimpo é parte do passado em nosso país. Assim como há milhares de brasileiros vivendo no Suriname atrás do sonho de encontrar ouro, outros tantos continuam buscando pedras preciosas na Amazônia. Na maioria das vezes, eles provocam grandes desastres ambientais para tentar encontrar as gemas. O exemplo mais impressionante vem do garimpo de diamantes da reserva indígena Roosevelt, em Rondônia. Oficialmente, o garimpo está fechado desde 2004, mas a foto acima, feita há duas semanas, mostra que a extração de pedras segue a pleno vapor. A terra pertence aos índios cintas-largas. Em 2004, eles assassinaram 29 garimpeiros que trabalhavam no local.
A matança obrigou o governo brasileiro a atuar sobre uma questão que vinha sendo ignorada: apesar de terem o usufruto das terras, os índios não são donos das riquezas do subsolo, que pertencem à União. Essa regra vale para qualquer cidadão brasileiro. Como a jazida não podia ser explorada pelos indígenas, o governo decidiu fechar o garimpo e destacou a Polícia Federal para garantir que a determinação fosse cumprida.
A PF instalou postos nas vias de acesso à aldeia dos cintas-largas, para evitar a pilhagem dos recursos naturais e conter a violência. Mas basta um sobrevoo pela região, coisa que os policiais federais fazem rotineiramente, para constatar que a operação (que já custou 28,4 milhões de reais) não impediu a entrada na reserva de máquinas pesadas como caminhões, tratores e retroescavadeiras. É impossível não avistar as barracas de lona que servem de acampamento aos garimpeiros e o funcionamento das dragas que cospem lama sobre os rios. Como todos os caminhos estão interditados por barreiras policiais, é estranho que o transporte de maquinário pesado tenha passado despercebido aos agentes federais. Os índios afirmam que subornaram policiais para que eles permitissem a passagem das dragas – e que cobram pedágio dos garimpeiros que extraem diamantes.
O ritmo do avanço do garimpo sob as barbas das autoridades pode ser medido por meio de imagens de satélites. Entre 2007 e 2009, foram abertas treze clareiras nas terras dos cintas-largas. O estrago chega a 33 quilômetros quadrados – uma área equivalente a 4000 campos de futebol. No mês passado, o procurador da República Reginaldo Trindade, amigo dos índios, enviou um ofício ao ministro da Justiça, Tarso Genro, em que reconhece a existência do garimpo de diamantes na reserva. Apesar de admitir que os índios e os garimpeiros violam a lei, ele sugere que o governo, em lugar de punir os responsáveis, recompense os índios com 7 milhões de reais por ano para que eles aceitem fechar o garimpo. Mas os índios nem pensam em desistir dos diamantes. Os cintas-largas sabem que dormem em cima de uma das maiores jazidas do planeta.
Mineradoras acreditam que, na região, haja pelo menos vinte kimberlitos – as formações rochosas de onde se extraem os diamantes – com potencial de produção de 30 bilhões de dólares em gemas por ano. Esse dinheiro, que, repita-se, é da União, não dos índios, nem dos garimpeiros, seria suficiente para quadruplicar o produto interno bruto de Rondônia. Mas, para alcançar esse potencial produtivo, a exploração teria de ser legalizada e realizada por meio de técnicas modernas, como ocorre no Canadá desde a década passada. Lá, também há diamantes em terras indígenas. No entanto, em vez de fechar os olhos para a existência de tal riqueza, o governo organizou sua exploração e paga uma compensação aos nativos. No Brasil, os cintas-largas poderiam deixar a miséria com o recebimento de royalties, e a devastação seria controlada. O problema é que estamos mais para Suriname do que para Canadá.

Preço de ouro, petróleo e grãos sobem com crise na Ucrânia

Preço de ouro, petróleo e grãos sobem com crise na Ucrânia

LONDRES E CINGAPURA  -  Os preços do ouro, do petróleo e dos cereais subiram nesta segunda-feira, enquanto os de metais industriais caíram, com os investidores reagindo à escalada das tensões entre a Rússia e a Ucrânia.
A preocupação com suprimentos empurrou para cima os preços do petróleo em mais de 2 dólares por barril e os do trigo e de milho em 4% a 6%. O ouro, um ativo visto como porto seguro em momentos de crise, atingiu máxima em quatro meses.
Já metais como o cobre caíram junto com as ações, com os investidores abandonando ativos de maior risco, e devido a preocupações de que um conflito possa afetar o crescimento global. A Rússia é um dos maiores produtores de petróleo do mundo.
O recém-empossado primeiro-ministro ucraniano, Arseny Yatseniuk, disse que a decisão de Moscou de usar a força militar é uma "declaração de guerra".
"Os mercados de petróleo estão reagindo sobre a possibilidade de a situação piorar", disse o analista de mercado da OptionsXpress, Ben Le Brun, em Sydney.
O ouro subiu 1,9%, para US$ 1.350,80 a onça, o valor mais alto desde 30 de outubro. O ouro também caminhava para o seu maior ganho diário desde 23 de janeiro.
Os contratos futuros de trigo na bolsa de Chicago subiram quase 6%, e os do milho cerca de 4%, com as tensões na Ucrânia alimentando temores de interrupção nos embarques do Mar Negro, uma das principais zonas de exportação de grãos do mundo.
"O mercado está preocupado com a possibilidade das tensões naquela parte do mundo reduzirem a atividade de exportação", disse o estrategista de commodities do Commonwealth Bank of Australia, Luke Mathews. "A importância da região do Mar Negro para os mercados globais de grãos não deve ser subestimada."

Garimpeiros enfrentam as ondas em busca de joias

Garimpeiros enfrentam as ondas em busca de joias, moedas e objetos de valor trazidos pelas marés

Capitães da areia. O trio Jorge, Elenilson e Moacir, após o expediente
Capitães da areia. O trio Jorge, Elenilson e Moacir, após o expediente 
RIO - Eles não usam arpão nem lançam redes, mas buscam no mar o seu sustento. Em uma cidade com generosos 90 quilômetros de praias, eles são, hoje, pouquíssimos, na verdade. Nem uma dezena a sobreviver de um ofício à beira da extinção: o garimpo urbano. Ou, como gostam de ser chamados, caçadores dos tesouros trazidos pelas ondas, em forma de joias, moedas, relógios, óculos ou qualquer objeto que tenha algum valor comercial. E as marés recompensam quem cedo madruga. Como esse incansável pelotão que, diariamente, enfrenta o oceano, esteja calmo ou revolto, do Leme ao Pontal, do nascer ao pôr do sol.
Jorge Ribeiro Mariano, de 66 anos, é o senhor dos mares há mais tempo em atividade no Rio. São 43 anos enfrentando sol, chuva, frio, ressacas, valas e correntezas à procura de peças de ouro ou prata, escavando a areia com seu inseparável instrumento de trabalho, uma rapina de ferro que pesa dez quilos, que o deixou com as mãos repletas de calos. Quando há banhistas na água, ele prefere mergulhar para escavar a areia com as mãos por questão de segurança, já que a rapina pode ferir.
Trata-se de um ofício árduo, explica, mas que lhe permitiu sustentar os cinco filhos. Há dias em que volta para casa de mãos abanando, mas há vezes de muita sorte: ele já encontrou cordões, anéis e pulseiras de ouro.
- Um vez, peguei um anel com 16 diamantes. Deu para sustentar minha família por um bom tempo — conta Jorge, que, recentemente, em um único dia, encontrou dez óculos de sol.
Jorge faz parceria com outros dois colegas de profissão, Moacir de Souza, de 63 anos, e Elenilson de Jesus, de 33. O trio percorre o litoral em busca dos barrancos na areia, onde os objetos costumam ficar retidos.
Ofício está em extinção: há menos de dez garimpeiros. Trabalhadores faturam entre R$ 800 e R$ 3 mil por mês
Quem frequenta a orla carioca já deve ter visto, em períodos de ressaca, pessoas na beira da água procurando objetos. São os chamados garimpeiros de oportunidade. Bem diferente do trio formado por Jorge, Moacir e Elenilson. Em geral, cada um segue para uma praia diferente e avisa aos parceiros que local está melhor para garimpar. Ninguém tenta passar a perna nos outros?
— Entre nós não tem Judas. Somos parceiros de verdade. Quando uma praia está boa para o garimpo, ligamos um para o outro — garante Moacir, que também sustenta cinco filhos com o garimpo, que pratica há 25 anos.
A rotina do trio não é moleza. Moacir, que vive em Nova Iguaçu, sai diariamente de casa às 3h30m para percorrer a orla. Jorge, morador do Complexo da Maré, começa a jornada às 4h30m. E Elenilson, no ofício há oito anos, divide o garimpo com a profissão de pescador da colônia Z13 para sustentar os cinco filhos. A família dele vive na Rocinha. Pelos cálculos dos três amigos, há hoje na cidade apenas oito garimpeiros em atividade.
Barra é a praia mais rentável
Nos meses de janeiro, eles chegam a caminhar mais de oito quilômetros escavando a areia no Quebra-Mar, na Barra da Tijuca. Tudo para não perder a melhor época do ano: o pós-réveillon, quando o mar devolve o que foi jogado como oferenda à Iemanjá. Mas ainda há as joias, os relógios e o dinheiro que os banhistas perdem nas ondas.
— A melhor praia para achar ouro é a da Barra da Tijuca— conta Elenilson, que já garimpou um cordão com 13 gramas de ouro amarelo.
Mas como não é sempre que a sorte sorri para os caçadores de tesouro, a renda dos garimpeiros oscila. Num mês bom, chegam a ganhar R$ 3 mil. Já num mês ruim, R$ 800, com a venda das peças achadas. Embora garantam o sustento das famílias com o garimpo, nenhum deseja que a prole siga o ofício.
— Não quero essa vida sofrida para os meus filhos.

Trafigura busca investimentos em mineração no Brasil

Trafigura busca investimentos em mineração no Brasil

Trading busca novos investimentos após assumir o controle de um terminal portuário de minério de ferro de Eike Batista


Minério de ferro
Minério de ferro: Trafigura está avaliando oportunidades principalmente em projetos de mineração no Brasil
Rio de Janeiro - A Trafigura Beheer BV, a segunda maior trading de metais do mundo, está estudando novos investimentos no Brasil após assumir o controle de um terminal portuário de minério de ferro em um movimento de expansão de suas operações na América do Sul.
A Trafigura, com sede em Amsterdã, está avaliando oportunidades principalmente em projetos de mineração no país que é o segundo maior exportador de minério de ferro do planeta, disse Mariano Marcondes Ferraz, CEO da empresa DT Group, da Trafigura, em entrevista concedida hoje no Rio de Janeiro. A empresa pode estudar a compra de minas ou ajudar os atuais produtores a impulsionar sua capacidade de produção por meio do financiamento de expansões, disse ele.
“Nós estamos buscando mais investimentos”, disse Ferraz, 48, sem fornecer mais informações sobre qualquer possível negócio. “Naturalmente, a mineração é alvo do grupo”.
A Trafigura está construindo uma sede regional para commodities em Montevidéu, Uruguai, onde manterá sua base de operações na América do Sul para os setores de petróleo, minério e metais. A trading de capital fechado, juntamente com a sócia Mubadala Development Co., concluiu hoje a aquisição de uma participação de 65 por cento no Porto Sudeste, de Eike Batista, no Brasil, por US$ 400 milhões, ganhando um ponto de saída para exportar o minério de ferro extraído do estado de Minas Gerais com destino à Ásia e à Europa.
O Porto Sudeste, localizado na Baía de Sepetiba, 90 quilômetros a oeste do centro do Rio, atingirá sua capacidade anual total de 50 milhões de toneladas de minério de ferro em 2016 e deverá iniciar as operações em agosto, disse Ferraz, que é membro do conselho da unidade portuária. Isso representaria um atraso de quase três anos em relação às estimativas mais otimistas de Batista.
‘Oportunidade única’
“Foi uma oportunidade única”, disse Ferraz a respeito da aquisição. “A maior parte dos terminais de commodities pertencem exclusivamente a empresas e não tenho certeza se algum deles está à venda”.