domingo, 29 de junho de 2014

Search busca financiamento para adquirir mineradora no PA

Search busca financiamento para adquirir mineradora no PA




A Search Minerals precisa de um financiamento de cerca de US$ 9 milhões para concluir a proposta de aquisição da Companhia de Mineração São Francisco de Assis (MSFA). As negociações com a Brasilis Kaduna Consultoria e Participações e a MS Marpin Consultoria e Participações, atuais proprietários da MSFA, estão atualmente paradas. As informações são do relatório sobre resultados do primeiro trimestre de 2014, divulgado ontem (1).
Stephen Keith, presidente e CEO da Search Minerals.De acordo com a Search, as atividades ao longo dos últimos meses foram centradas na aquisição da MSFA, para permitir que a empresa se torne uma mineradora produtora, e na busca de alternativas para o financiamento da MSFA.

"Embora o processo seja mais longo do que o previsto, a Search continua otimista sobre a aquisição da MSFA e sobre a nova direção estratégica que a empresa está tomando. Como acionista, eu reconheço a inconveniência das negociações estarem paradas, mas a Search atua nos mercados públicos e o tempo necessário para concluir adequadamente esse tipo de aquisição e financiar uma empresa do nosso tamanho não está sob nosso controle”, disse Stephen Keith, presidente e CEO da empresa.

Como a aquisição pode resultar em um reverse takeover (RTO), um tipo de fusão para se tornar uma empresa de capital aberto, com a Brasilis Kaduna Consultoria e Participações e a MS Marpin Consultoria e Participações, as negociações de ações da Search permanecerão paradas. Segundo a empresa a pausa será mantida até que a TSX Venture Exchange (TSXV), uma repartição da Bolsa de Valores do Canadá TSX, seja capaz de completar a revisão de alguns documentos relativos à proposta de aquisição. A Search afirmou que está trabalhando para fornecer a documentação necessária e atender as medidas impostas que permitem a retomada da negociação.

"Estamos satisfeitos em poder anunciar que a Circular de Informações para o voto dos acionistas está em fase de conclusão e que a aquisição da MSFA permanece sob controle. Estamos em busca de um financiamento, visando o crescimento da empresa. No entanto, além da aquisição da MSFA, uma série de projetos e ativos da Search estão sendo revistos a fim de torná-la uma produtora de estanho, com mais de dez ativos sendo considerados atualmente”, afirmou Keith.

Segundo a Search, uma reunião especial com os acionistas da empresa está programada para as próximas semanas. O encontro visa aprovar, entre outros assuntos, a aquisição.

A empresa afirmou que o financiamento é uma condição para a conclusão da aquisição e deve ser concluído para elevar a receita bruta total da empresa em, pelo menos, US$ 9 milhões. Os termos do financiamento estão sendo negociados entre a Search e potenciais investidores e a empresa espera anunciar as condições em breve. A expectativa é que o empréstimo seja concluído simultaneamente ao fechamento da aquisição.

De acordo com a Search, os recursos líquidos provenientes do financiamento serão usados para financiar um programa de exploração e expansão da Mina de Mocambo, no Pará. Parte do dinheiro será investido, também, na manutenção dos projetos de terras-raras da companhia no Canadá, além de fins de capital de giro.

A MSFA controla e opera a mina de Mocambo, que fica a 30 quilômetros da cidade de São Félix do Xingu, no Estado do Pará. A produção do projeto foi retomada no meio de 2012. Até o fim de outubro do ano passado, a produção foi de 441,2 toneladas de SnO2 (cassiterita), com um pico de produção de 40 toneladas de cassiterita por mês, com, aproximadamente, 70% de estanho no concentrado.

A Search Minerals foi responsável pela descoberta do Port Hope Simpson, uma área de terras-raras localizada no sudeste de Labrador, Canadá, onde a companhia controla uma parcela de 135 km de comprimento e 12 km de largura. Esta área tem infraestrutura que pode ajudar no desenvolvimento e produção de mineração de terras-raras.

Unidade de beneficiamento valoriza em 600% produção de garimpeiros

Unidade de beneficiamento valoriza em 600% produção de garimpeiros
Cooperativas de garimpeiros constroem unidades de beneficiamento de matéria-prima que aumenta em até sete vezes o valor do produto. A tonelada bruta de minerais como feldspato, albita e mica, por exemplo, pode aumentar de R$ 20 para R$ 125 com as unidades.
Garimpeiros da Paraíba se organizaram em cooperativas para evitar atravessadores e para valorizar seu produto. A tonelada bruta de minerais como feldspato, albita e mica, por exemplo, pode aumentar de R$ 20 para R$ 125, depois de passar por processo de beneficiamento (melhoramento) que será feito na usina de beneficiamento de pegmatitos que está sendo construída pela Coogarimpo, na cidade de Nova Palmeira.
A nova usina custará R$ 446 mil, que foram financiados pelo Programa Empreendedor Paraíba. Outra unidade de beneficiamento será construída na cidade de Pedra Lavrada, além de um centro de lapidação em Nova Palmeira. As cooperativas foram firmadas com ajuda do Sebrae e do governo da Paraíba, como forma de legalizar a atividade e trazer mais segurança para os trabalhadores. Atualmente existem sete cooperativas que reúnem 600 garimpeiros de 17 municípios da Paraíba. De acordo com informações do Sebrae publicadas no website PBAgora, cerca de 35 mil pessoas sobrevivem da exploração de minérios das regiões do Curimatu, Seridó e Sabugi (PB). Apesar disso, apenas 10% dos garimpeiros aderiram às cooperativas. Segundo o gestor de projeto de Minerais do Sebrae, Marcos Magalhães, ainda há uma resistência muito forte por parte dos garimpeiros em participar das cooperativas. “Passamos quatro anos para criar as cooperativas que temos hoje, mas continuamos fazendo um trabalho de conscientização para que outros garimpeiros saiam da ilegalidade e possam exercer a atividade de forma mais segura e sem exploração de mão de obra barata”, disse Magalhães ao site. Os materiais extraídos pelos garimpeiros na região são utilizados na indústria cerâmica, para a fabricação de pisos, louças sanitárias, tintas e porcelanato. Além de Pedra Lavrada e Nova Palmeira, a atividade é exercida nos seguintes municípios: Juazeirinho, Junco do Seridó, Várzea, Assunção, Tenório, Soledade, Seridó, Picuí, Frei Martinho, Cubati, Salgadinho, São Mamede, São José do Sabugi, Santa Luzia e Damião. Nesses municípios, são encontrados vários tipos de minérios, entre eles estão feldspato, albita, mica, quartzo, citrino, água marinha, berilo e gemas (pedras semipreciosas). “A indústria da mineração é boa porque não depende de chuvas, pode ser explorada o ano inteiro. Temos três regiões ricas em minerais no estado e o setor está começando a crescer com o cooperativismo. Estamos no rumo certo”, disse Marcos Magalhães. O centro de lapidação, que foi construído em Nova Palmeira é destinado a fabricação de bijuterias finas, utilizando pedras como quartzo, turmalina, safira, rubi, água marinha, granada, citrino e outros minerais extraídos da região. Os recursos para a construção vieram do Banco Mundial e do Projeto Cooperar. O centro deverá ser inaugurado ainda este ano e empregará 50 mulheres e dez jovens aprendizes que trabalharão nas confecções das peças. Todas são filhas, esposas e familiares dos garimpeiros.

Produção de níquel no Brasil ajuda resultado da Anglo American

Produção de níquel no Brasil ajuda resultado da Anglo American




Apesar da queda de 22% na produção de níquel da Anglo American durante o segundo trimestre, a mina Barro Alto, em Goiás, teve bom desempenho durante o período, com aumento da produção em 13%, para 6.100 toneladas de níquel.
A produção total de níquel da mineradora Anglo American caiu 22% no segundo trimestre do ano. A queda, atribuída a paralisação da mina Loma, na Venezuela, em novembro, foi compensada pelo bom desempenho da operação da empresa em Goiás. A produção da mina Barro Alto teve aumento de 13%, para 6.100 toneladas de níquel. A mina continua seu ramp-up e a previsão é de produção entre 20.000 e 25.000 toneladas de níquel em 2013.

As informações constam nos resultados de produção trimestral, divulgados pela Anglo American ontem.

A produção na operação de minério de ferro Kumba, na África do Sul caiu 1% no comparativo ano a ano, para 11,3 milhões de toneladas durante o primeiro trimestre, devido ao baixo desempenho da mina Sishen, após greves no país africano.

O mal desempenho em Kumba foi compensado pelo bom resultado na mina Kolomela, também na África do Sul. A mina, que teve ramp up em 2012 aumentou sua produção no trimestre em 49%, para 2,6 milhões de toneladas.

Planta industrial de Barro Alto (GO) da Anglo AmericanA produção total de minério de ferro da Anglo durante o primeiro trimestre, de 21,6 milhões de toneladas, foi um pouco melhor se comparado com o mesmo período do ano passado

As vendas de exportação do minério de ferro caíram 4%, para 10,2 milhões de toneladas, devido a queda da produção em Sishen.

Na África, a produção de platina refinada equivalente aumentou em 2%, para 594.000 onças. A produção de diamantes aumentou 10%, para 7,9 milhões de quilates com melhores teores a partir das operações em Botswana.

“Cobre e diamante são os melhores ativos da empresa, com a De Beers oferecendo a Anglo American potencial para desenvolvimento no mercado de diamante” afirmou a broker SP Angel, em nota ao MNP ontem.

No comparativo ano a ano, a produção de carvão metalúrgico e termal caiu 14% durante o segundo trimestre do ano.

As operações de cobre da empresa no Chile tiveram aumento de 14% de produção se comparado ao mesmo período do ano passado, para 182,900 toneladas.

O aumento foi atribuído a melhora no teor do mineral e ao melhor desempenho na mina Los Bronces, bem como a melhoria dos teores e taxas de recuperação na mina Collahuasi.

A produção de fosfato durante o trimestre aumentou 15% em relação ao mesmo período do ano passado, para 312.300 toneladas, enquanto a produção de nióbio caiu 8% para 1.100 toneladas.

Brazil Minerals adquire projeto de vanádio e titânio no Piauí

Brazil Minerals adquire projeto de vanádio e titânio no Piauí




A mineradora, produtora de diamante e ouro no Brasil, disse hoje que adquiriu direitos para de desenvolver e ser dona de 75% do projeto de vanádio, titânio e ferro no Piauí. As amostras recolhidas no site tem teor de ferro entre 66% e 71% e de vanádio entre 0,7% e 0,8%.
Equipe em trabalho de campo no PiauíA Brazil Minerals, produtora de diamante e ouro no Brasil, anunciou hoje, por meio de comunicado ao mercado, que adquiriu direitos exclusivos e irrevogáveis de desenvolver e ser dono de 75% do projeto de vanádio, titânio e ferro no Piauí. A propriedade foi adquirida de uma empresa local, a ICL.

A companhia acredita que o projeto é um ativo muito significativo devido a continua demanda global por titânio e vanádio, pois estes minérios são considerados estratégicos, de classe mundial. A importância do projeto se deve também a alta concentração observada nas amostras vindas dessa propriedade.

Em junho de 2013, a equipe liderada pelo diretor de geologia, Paulo Roberto Amorim dos Santos Lima, visitou e coletou amostras de campo do projeto em Piauí. Os afloramentos minerais ficaram visíveis depois da queima da cobertura vegetal. A equipe técnica recolheu amostras geoquímicas, que foram analisadas pelo SGS-Geosol.

O relatório do laboratório apontou concentração de ferro (Fe203) entre 66,2% e 71,7%. A concentração de titânio (TiO2) entre 18,4% e 19,8%. Vanádio (V205) com concentração entre 0,68% e 0,80%. A mineradora considera estes resultados como uma indicação de significativo potencial mineral na propriedade.

Em 30 de julho, a subsidiária brasileira da companhia Brazil Minerals, BMIX Participações Ltda. (BMIXP) assinou contrato com a ICL, uma companhia brasileira formada pelo dono da propriedade mineral.

Segundo o acordo, BMIXP tem o direito exclusivo e irrevogável de desenvolver e possuir até 75% do projeto em troca da desempenho e à medida que avançarem as pesquisas geológicas. Assim como o pagamento, ao longo de um período de tempo, de R$ 875 mil reais (ou aproximadamente, US$ 382 mil) e o equivalente a R$ 125 mil em ações ordinárias da companhia (aproximadamente US$ 55 mil).

Se, por alguma razão, a mineradora decidir descontinuar sua participação antes de alcançar os 75% da participação, a companhia vai garantir uma porcentagem da propriedade do projeto, variando de 5% a 49%, proporcionalmente à quantidade de fundos distribuídos e ao que foi realizado das pesquisas geológicas.

Marc Fogassa, presidente do conselho e CEO, disse que “essa propriedade é muito promissora. É raro achar vanádio e titânio nessas contrações. A força da nossa equipe é que podemos filtrar dezenas de situações no Brasil até acharmos uma que tenha um valor altamente atrativo. Somos uma empresa nova com receitas vindas do diamante e do ouro.”

“O potencial para receitas a longo prazo e lucros com esse projeto, pela eventual exploração comercial ou um desenvolvimento conjunto ou mesmo uma venda prematura, é claramente positivo para nossos acionistas. Este é o tipo de acordo que a BMIX gosta de fazer: grande potencial, riscos calculados e sem desperdícios de dinheiro. No pior dos cenários ficaremos com uma parte da propriedade”, completou Fogassa.

Vanádio e titânio são considerados minerais estratégicos. Eles tem aplicações militares e em equipamentos de alta tecnologia. Ambos os metais são utilizados para melhor a força nas ligas de aço. Vanádio é também usado em aplicações para energias limpas, como em baterias e supercondutores de última geração.

O titânio é utilizado em pigmentos, aditivos e revestimentos. O ferro é o material básico usado para a produção do aço e um das maiores commodities em demanda nas economias em desenvolvimento.

A Brazil Minerals tem sede em Beverly Hills (EUA) e foca suas atividades em projetos de diamante e de ouro no Brasil. Além da mina Duas Barras, a empresa é proprietária de direitos fundiários em Borba, área com potencial de ouro no Amazonas. O projeto de ouro Borba fica localizado entre as cidades de Borba e Apuí, no Amazonas. A Brazil Minerals possui permissão de exploração em área de 9.999 hectares e ainda não realizou estudos geológicos no projeto. Contudo afirma que o alvo possui granitos contendo ouro, similares ao projeto Eldorado, da Eldorado Gold, que possui recursos estimados em 2 milhões de onças.

Bahia prevê investimento de US$ 31 bi no setor de mineração até 2016

Bahia prevê investimento de US$ 31 bi no setor de mineração até 2016




O superintendente de indústria e mineração da Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração do Estado da Bahia, Rafael Valverde, falou sobre a previsão de investimentos no setor de mineração para os próximos três anos. Valverde projetou cerca de US$ 31 bilhões em investimentos para o setor, no estado, até 2016.
Painel sobre o papel dos estados no desenvolvimento da mineração, na Exposibram 2013De acordo com o superintendente, com os investimentos na mineração, o estado da Bahia terá 551 empreendimentos e vai gerar 92 mil empregos, nos próximos três anos. Valverde disse que a mineração é a principal atividade prevista pelo governo da Bahia, até 2016. De 2007 a 2012, foram investidos US$ 8,2 bilhões.

No que diz respeito à mineração, o superintendente explicou que as principais ações da Superintendência de Indústria e Mineração da Bahia são divulgar estudos e pesquisas, patrocinar exposições temáticas, prestar suporte tecnológico, fomentar a política do desenvolvimento mineral, desenvolver infraestrutura, regularizar empreendimentos e ampliar o conhecimento geológico do estado.

"Atualmente, 86% do território da Bahia possui mapeamento aerogeofísico. A previsão é de que até o meio do ano que vem, cheguemos a 100%", disse Valverde. O superintendente acrescentou que o estado é o quinto maior produtor mineral do país e tem a maior diversidade de recursos explorados, são mais de 40.

Em sua palestra, realizada nesta quinta-feira, último dia da Exposibram 2013, Valverde falou sobre novos investimentos e destacou projetos no estado de ferro, argila, calcário, argila industrial, granito, brita, ferro-gusa, ferro-vanádio, diamante, cobre, magnesita, gipsita, grafita, talco, entre outros.

O superintendente finalizou comentando sobre os investimentos públicos para o setor. "Com o objetivo de melhorar a logística para o setor, estamos investindo no Complexo Logístico Intermodal Porto-Sul, com custo de R$ 4 bilhões, e na Ferrovia de Integração Oeste-Leste, de R$ 9 bilhões", afirmou.

Valverde ainda informou que o governo da Bahia aprovou financiamento de R$ 400 milhões para novos investimentos em infraestrutura viária e energética.