sábado, 23 de junho de 2018

Bismuto

Bismuto

Bismuto - Bi
O nome do bismute parece derivar do árabe ismid, "parecido com o antimónio", mas a relação deste termo com o nome alemão wismut "matéria branca" e a sua posterior latinização para bisemutum, como lhe chamou Agricola em 1530, não é clara. Este mineral é conhecido desde a Antiguidade, embora durante muito tempo tenha sido confundido com o chumbo e com o estanho. Foi só em 1753 que o francês Claude Geoffrey demonstrou que se tratava de um metal diferente.
Um elemento nativo: O bismuto pertence à classe dos elementos nativos, minerais compostos por um único elemento químico. Os seus cristais, espalmados e de forma mais ou menos triangular, costumam-se associar-se em massas de cor cinzenta esbranquiçada ou prateada. A sua superfície  mostra por vezes belas iridescências metálicas, nas quais se podem observar colorações verdes, azuis ou amarelas.
Hidrotermal e sintético: A origem natural do bismuto nativo é hidrotermal. Aparece em veios ou filões, associado a outros elementos e minerais de bismuto, antimónio, arsénico, prata e ouro. Contudo, os cristais de bismuto bem desenvolvidos são muito raros, pelo que os exemplares provenientes directamente de jazidas naturais não são habituais nas colecções. Em laboratório é relativamente sintetizar exemplares de bismuto de singular beleza.
Interesse industrial: As propriedades físicas dos bismuto fazem dele um elemento de extraordinário interesse em múltiplos campos da actividade humana, desde a indústria metalúrgica à alta tecnologia, passando pela medicina e pela cosmética.
Classe:  Elementos
Sistema:  Trigonal
Cristal:  
Dureza:  2,5
Fractura:  Irregular
Descamação:  Perfeita numa direcção
Brilho:  Metálico
Traço:  Branco ou prateado
Onde se encontra:  Austrália, Bolívia (La Paz e Oruro), Grã-Bretanha (Cornualha), Alemanha, EUA, Canadá (Ontário), Espanha (vale de Los Pedroches, Córdova).

Fonte: CPRM

Calcopirite

Calcopirite

Calcopirite - CuFeS2
A calcopirite é um mineral muito semelhante à pirite ou ao sulfureto de ferro, com o prefixo "calco", que vem do grego chalkos, "cobre". Além deste, a calcopirite recebeu os nomes de cupropirite, pirite de cobre ou cobre amarelo.
Brilhos e cores: Recém-extraída do subsolo, a calcopirite é de cor amarela-dourada, o que fez com que tenha sido muitas vezes confundida com o ouro. A situação muda radicalmente quando os agentes atmosféricos começam a actuar sobre a sua superfície: em pouco tempo, o dourado original adquire tons acastanhados. Contudo, isso não retira beleza aos exemplares e, nalguns casos, aumenta o seu valor como peças de colecção porque nas superfícies alteradas aparecem belas irisações de diversas cores.
Cristais raros: A calcopirite cristalizada é pouco frequente. De modo geral encontra-se em forma maciça ou em agregados botrioidais de brilho metálico; aparece muitas vezes a cobrir a superfície de outros minerais. Existem porém exemplares que, pelas características das zonas em que se desenvolveram, dispuseram de espaço suficiente para a cristalização. Nesses casos, a calcopirite costuma formar uma macla em forma de dois tetraedros entrecruzados. Um caso especialmente singular dá-se quando a calcopirite se orienta segundo a cristalização de outros minerais que reveste e os seus cristais correspondem às características daqueles; o mesmo acontece quando
substitui outro mineral, mantendo a estrutura cristalina deste; é o que sucede, por exemplo, com a tetraedrite ou com a tennantite.
Classe:  Sulfuretos
Sistema:  Tetragonal
Cristal:  
Dureza:  3,5-4
Fractura:  Concoidal
Descamação:  Pobre
Brilho:  Metálico
Traço:  Verde-escuro
Onde se encontra:  Chile, Peru, México, Espanha, Roménia, África do Sul e EUA.

fonte: CPRM

Barite

Barite

Barite - BaSO4
O nome da barite deriva da presença de bário no mineral e este, por sua vez, provém do grego baryos, que significa "pesado", em alusão à alta densidade que têm os minerais de bário.
Flores e leques: A maioria dos cristais apresenta hábitos laminares a tabulares, embora também não sejam raros os prismas alongados. Exibem variedades cromáticas que oscilam entre branco leitoso e o amarelo alaranjado, vermelho e inclusive azul. Os agrupamentos de barite são especialmente belos, sobretudo os exemplares em leque e as rosetas. Quando os cristais de barite contêm impurezas de ferro, adquirem tons avermelhados e assemelham-se a rosas-do-deserto, embora sejam relativamente fáceis de distinguir: por um lado, as arestas das rosas de barite são rombas e os exemplares são muito mais pesados, devido à alta densidade do bário.
Um mineral curioso: A barite encabeça um grupo de minerais, ao lado da celestite e da anglesite, de sulfatos de bário, de estrôncio e de cobre, respectivamente. Podem distinguir-se pela prova da chama: quando é submetido ao fogo, o pó da barite apresenta uma coloração verde-clara devido à presença de bário, enquanto a celestite dá colorações vermelhas devido ao estrôncio e a anglesite proporciona colorações azuis esverdeadas devidas ao cobre. Por outro lado, a barite é um mineral termoluminescente e fosforescente: quando é aquecida, emite luz e a emissão continua, inclusive, depois de ter parado o aquecimento. Por este motivo, durante os séculos XVI e XVII acreditou-se que absorvia a luz do Sol. A barite tem muitas aplicações industriais, como o fabrico de tinta branca e vidros especiais, o tratamento do papel, a obtenção de água oxigenada e na indústria do couro e do cartão.
Classe:  Sulfato
Sistema:  Ortorrômbico
Cristal:  
Dureza:  3-3,5
Fractura:  Concoidal
Descamação:  Perfeita
Brilho:  Vítreo
Traço:  Branco
Onde se encontra:  Grã-Bretanha (Cumberland), EUA (Oklahoma, Connecticut e Colorado), Espanha (Solís, nas Astúrias, e minas de La Unión em Cartagena), Itália (ilha da Sardenha), Alemanha (mina Clara na Floresta Negra e mina Ibbenbüren na Renânia Setentrional-Vestefália) e México (Distrito de Santa Eulália em Chihuahua).

Fonte: CPRM

Arsénico

Arsénico

Arsénico - As
O nome do arsénico deriva do grego arsenikon, que significa "varonil, másculo", em referência às potentes propriedades deste elemento.
Cristais enganadores: O arsénico cristaliza no sistema romboédrico (cristais muito difíceis de encontrar), embora os cristais cresçam tão deformados que podem confundir-se com cubos. Também cristaliza com outra forma, a arsenolamprite, segundo a estrutura ortorrômbica. Contudo, encontra-se com mais frequência em forma de massas irregulares e granulares ou em crostas botrioidais (em cacho); há inclusive exemplares com agregados radiais. O arsénico é sempre opaco e com brilho metálico, embora raramente observável porque, uma vez exposto à atmosfera, a superfície do mineral se altera com rapidez.
Sempre de companhia: É muito difícil encontrar exemplares de arsénico nativo, pois aparecem sempre impurezas de prata, antimónio, ferro ou níquel. Muitas destas misturas constituem, na realidade, espécies minerais diferentes, a mais importante das quais é a stibarsenite.
Venenoso mas necessário: As propriedades tóxicas do arsénico (provoca envenenamentos mortais) são bem conhecidas desde a Antiguidade. Trata-se, contudo, de um elemento necessário para o correcto funcionamento do nosso organismo, pois a sua carência provoca uma inibição do crescimento. Na indústria é usado na elaboração de insecticidas, fungicidas e medicamentos, bem como na elaboração de tintas, vidro e ligas de metais. Em electrónica, usa-se para a produção de elementos semicondutores.
Classe:  Elementos
Sistema:  Romboédrico
Cristal:  
Dureza:  3-4
Fractura:  Trigonal
Descamação:  Perfeita numa direcção
Brilho:  Metálico ou ceroso
Traço:  Preto
Onde se encontra:  França (Vosgos), Noruega (Kongsberg), Alemanha (Saxónia e nos montes Hartz), EUA (Arizona e em Nova Jérsia), Japão (ilha de Honshu), Itália e Grã-Bretanha.

Fonte: CPRM

Adulária

Adulária

Adulária - KAlSi3O8
O termo adulária, uma variedade da ortoclase, deriva de Adula, antigo nome do maciço suíço de Saint Gothard, onde foi descoberta. A sua utilização gemológica limita-se aos cristais que apresentam uma fina refulgência esbranquiçada e que são conhecidos por "pedra-da-lua".
Um grupo multiforme: A adulária, como variedade da ortoclase, inclui-se no grupo dos feldspatos, alguns dos minerais mais abundantes. A sua composição química é a mesma em todos os casos, dado que se trata de silicatos de alumínio e potássio, mas a estrutura cristalina apresenta características diferentes. A adulária costuma apresentar-se sob a forma de cristais prismáticos tabulares ou colunares, embora também surja em grandes massas. A estrutura depende da temperatura de solidificação.
A sua penetração nas fissuras das rochas anteriormente solidificadas permite o crescimento dos grandes cristais que aparecem com frequência associados a processos do tipo hidrotermal.
Diversidade de usos: A adulária é utilizada para a preparação de materiais abrasivos e sobretudo na indústria da porcelana. As variedades mais nítidas são talhadas como gemas.
Refulgências: A adulária deu nome ao fenómeno da "adularescência", efeito óptico que consiste numa refulgência azulada ou esbranquiçada que parece deslocar-se pela superfície da pedra quando esta muda de posição. Nalguns casos, as gemas apresentam outra propriedade conhecida pelo nome de "olho-de-gato"; isto sucede quando lampejos da adularescência adquirem a forma de uma linha única que se desloca pela pedra e que simula a pupila do olho de um felino.
Classe:  Silicatos (Tectossilicatos)
Sistema:  Monoclínico
Cristal:  
Dureza:  6
Fractura:  Irregular - concoidal
Descamação:  Perfeita
Brilho:  Vítreo
Traço:  Branco
Onde se encontra:  EUA, Suíça, Itália, Sri Lanka, Myanmar, Rússia, México.

Fonte:CPRM